PER-FEI-TO

Khadija

Aqui em Paris, andar de bicicleta não era mais comum do que pegar um carro. Crianças, jovens e mulheres de meia-idade, com suas bicicletinhas com cestinhas na frente, todos andavam. Conclui que por isso as francesas eram tão magrinhas.

Estar com Zafir, descobri que podia fazer coisas diferentes. Me reinventar.

Eu e ele pedalamos muito. Mesmo num friozinho de dez graus, não ficamos morgando em casa. Pode parecer uma coisa banal andar de bicicleta. Mas foi uma experiência maravilhosa. Eu aprendi a pedalar, na época que meus pais eram vivos, e viver essa experiência novamente e com ele, era algo extraordinário, libertador, e muito, mas muito gratificante. 

A Cidade Luz era maravilhosa. Não estava aconchegante, porque o vento provoca um frio de rachar, mas eu me sentia viva. Zafir então, parecia um menino. Lindo, jovial naquela calça de veludo marrom

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