Juan retornou ao chalé jogando todas as pragas que conhecia para cima de Sierra e ainda se espantou quando viu Madeline deitada no sofá. Suspirou fechando a porta e se aproximou da menina que levantou quando o viu.- Era para você está dormindo e não acordada olhando para o nada - Reclamou para ela quando sentou ao seu lado - O que é isso?- O antídoto, o seu irmão acabou de trazer, imagina se ele quisesse entrar e ver nos dois agarrados na cama? Quem iria morrer primeiro? - Madeline não disse nada no momento, mas pegou a garrafa que foi oferecida, abriu para tomar, só de sentir o cheiro fez careta - Toma ou você quer morrer?- Toma primeiro, isso não parece seguro.- Já tomei, agora é a sua vez - Ela negou fazendo birra - Toma, ai eu penso em dormir com você na cama - Madeline puxou a garrafa para si ainda fazendo careta. O cheiro não era bom, nem um pouco, mas alguns goles para dormir com Juan era uma coisa boa, não é? - Isso mesmo.- Tenho que tomar quantas vezes para melhora
Passos lentos foram dados até a garota diante do carro, o frio cobria seus ombros e o arrepios em seus braços foi notado pelo irmão que parou perto dela, porém, os olhos dela estavam vidrados no carro, o que buscava? Juan? Olhou brevemente para lá e voltou com a sua querida e amada irmã.- Devia está dormindo. - Avisou e ela levou seu olhar a ele - Espero que tenha tomado o antídoto, não quero que morra tão cedo, ainda temos muito o que viver.- Juan me contou que gosta de mim, que gosta não como sua irmã - Christopher não se abalou, deu de ombros, ele contaria mesmo em algum momento, o que importa se outra pessoa tivesse dito? - Que me quer como sua mulher, mas isso jamais vai acontecer. - Eu não ligo para o que você acha.- Vai me forçar agora? - Ele negou repetidas vezes - eu não gosto de você desse jeito, pelo amor de Deus isso é errado e completamente doentio. Se alguém tivesse me falado sobre isso antes eu teria me matado, terminado de tomar todo aquele suco, a ter que dorm
Correr atrás do amor é uma tarefa difícil, completamente difícil.Mas ainda que o ar lhe desse sede, que seus pés dentro do sapato doesse ou que sua força se esvaia a cada metro e tivesse que parar um momento para poder respirar, Madeline não parou de correr até chegar o chalé que tanto queria, errou em alguns, mas ao vê um dos carros de seu irmão parado ali, agradeceu por finalmente ter encontrado. Subiu as escadas com seu último fôlego batendo no vidro e tentando chamar pelas garotas, mas não havia voz em sua garganta. Rodeou todo o lugar procurando pela entrada e agradeceu quando empurrou para abrir e a porta simplesmente deslizou para o lado.Ela apenas caiu para dentro escutando as meninas chamarem seu nome, conseguia ver suas silhuetas diante de seus olhos, mas nada saia da sua garganta. Respirou fundo fechando os olhos verdes antes de recuperar sua força e poder finalmente falar alguma coisa, sentou quando lhe ofereciam água e então, teve um momento de sossego saciando-se.
- Quando disseram que Christopher Macallister queria me ver, achei que realmente fosse o meu querido e amado loiro a aparecer nesse encontro. Até me arrumei para o evento - A senhora Mama sentou-se após Madeline com os olhos atentos na menina como se esperasse que a qualquer momento ela fosse avançar contra si - é um pouco desconfortável para mim sentar diante da pessoa que matou meu neto, então não se sinta perdida quando lhe ameaçar por alguma coisa.- É estranho para mim também sentar diante da senhora que gerou o homem que matou a minha mãe, e que a prendeu num beco junto comigo e eu fiquei por dias a vendo apodrecer bem ao meu lado com ratos, larvas, baratas e todo tipo de inseto que possa imaginar - A senhora fez careta, se estivesse comendo algo, certamente colocaria tudo para fora.- Homens... Fazem cada merda. - Madeline concordou - Mas o que te trás aqui e porque Christopher não veio?- Faz duas semanas que ele não está mais entre nós - A senhora se afastou da mesa se en
— Eu ainda não tinha vindo nesse restaurante - A voz animada de sua mãe fez a garota sorrir como nunca. Sentou em seu lugar colocando a bolsa em outra cadeira. — Eu adorei Madeline, parecem àqueles lugares chiques de cinema. — Sabia que ia gostar. As meninas falam muito desse lugar na faculdade então resolvi trazer minha querida mãe aqui, já que conseguir marcar um horário com ela. — Não diga algo assim. As coisas no salão andam agitadas, mas sempre terei tempo para minha única filha. Não se preocupe. — Tudo bem. A faculdade também tem me tomado bastante tempo. Aproveitando que estamos aqui, quero contar algo a você. — Ah meu Deus! Você encontrou um namorado? - A outra negou, e riu — Já sei, encontrou aquele garoto da lanchonete? — Ah isso também não, mas está na minha lista de coisas para fazer antes de morrer - As duas riram — Na verdade, queria dizer que assim que me formar em dois meses, quero viajar pelo mundo. É um sonho. — Me convidou para almoçar apenas para dizer q
Dentro daquele carro que balançava de um lado para o outro, tudo que Grace conseguia pensar era em Madeline ao seu lado.Podia sentir seu cheiro, a mão gelada agarrada na sua, mas não conseguia vê-la, visto que em sua cabeça havia um saco negro colocado antes de entrarem no carro que foram ordenadas. Com as mãos amarradas para trás e a boca fechada por uma fita branca, ficou difícil de pedir ajuda, ou gritar o mais alto que podia.E depois de muito pensar, achou melhor seguir as regras que foram lhe ditas durante a viagem, afinal, tinham razão quando falou sobre ter uma pessoa especial, em que faríamos de tudo para proteger não importava o que. Essa pessoa para si era Madeline, sua filha. Christopher sabia lidar com qualquer coisa que viesse a seu rumo, afinal, tomou o título de gângster perigoso ultrapassando os limites de seu pai, e chegando a um nível que ninguém nesse mundo podia o parar.E foi por isso que se afastou de tudo e de todos, crendo ser o melhor para sua família, mas a
— Não toquem na minha filha, eu imploro. Faça… Faça qualquer coisa comigo, mas não toquem… nela - gaguejou, a imagem de Madeline sendo maltrata por qualquer pessoa no mundo lhe deixou sem ar, enjoada. A garota era frágil, nunca havia mesmo tentando sair ou ficado com algum garoto por medo de ser imperfeita demais para qualquer um.— Tudo isso pode ser resolvido. Quero que me diga onde está o seu filho. - Grace piscou algumas vezes e encarou o homem.— Eu… Eu não sei onde o Christopher está. - Contou deixando mais lágrimas banharem seu rosto. — Há muito tempo ele se foi. Não nos falamos, eu não faço ideia de onde ele se encontra.— Não é o que suas contas no banco dizem. - Gael sorriu de canto ao receber um tablet e virou para Grace que não olhou de primeira — Ele banca você, seu salão, até a faculdade da irmãzinha.— Não, ele não faz isso. - A voz doce de Madeline assustou até mesmo Gael que olhou para o lado. Os lábios rosados entreabertos o desespero estampado naqueles olhos tão int
Com o pedido já pronto, Gael tornou a seguir seu caminho deixando que seus homens fizessem o que mais queriam com a garota, ou não. Sinceramente, não lhe importava. Seguiu para o quarto do casarão onde fazia sua morada junto dos homens que o seguiam a todo custo. O quarto era grande espaçoso e com outro quarto secreto atrás de um quadro antigo e caro. Caminhou pelo estreito corredor oculto do guardo por alguns minutos até chegar à sua porta preferida. O cômodo era bem iluminado como um salão no meio de um museu. Era seu lugar preferido no mundo.As paredes eram enfeitadas pelas armas de seus inimigos que conseguiu enfrentar e ganhar em todos os anos dentro daquele mundo sujo e criminoso. Seguiu confiante e sorridente até a arma que era o seu maior destaque, a arma de James Macallister, o homem a qual teve medo e ódio no começo, mas que depois de uma luta justa e tiros em inúmeras direções ele saiu vitorioso.Arrependia-se de não ter assassinato o garoto que viera com ele naquela época