Ao retornar para o jogo, Ellora que agora se sentava com Bea, cunhada Bertina, junto à mãe dela. As três permaneceram sentadas conversando sobre como foram os outros dias do evento e todos os pontos importantes.
Discretamente, Beatrice confidenciou que a presença de Isabeli era constante por conta da família dela, o pai era um lorde inglês de família tão antiga quanto a família real, como se fizesse parte de algum tipo de corte. Era esperado que Max tivesse namorado ou até casado com ela devido ao longo envolvimento que tiveram. Em certa época, a chamava de a namorada não oficial do príncipe. Lola assentiu e manteve o melhor sorriso, só tentando imaginar a ideia dele ter alguma vez a tido como opção, invés de antiga noiva.
Até ter certeza de que estavam sós, fechava a porta atrás deles. Parecia um quartinho de guardar bagunça, mas estava organizado até para o que servia. Tinha coisas para o jogo e ela logo reconheceu, algumas caixas e uma luz discreta entrando pela janela fechada. Limpo até demais para um lugar de bagunça.— Essa roupa amassa muito? — As mãos de Max de novo estavam no pescoço dela, passeando pela pele até chegar no decote da camisa e puxar para dar uma olhada no sutiã que usava.–– Não, quase nada. Por quê? – Ela sabia bem o que ele queria e deixava a própria bolsa a tiracolo na mesa atrás dela. E ouvia cada palavra dele. Em um tom grave, rouco, de quem não tirou os olhos dela um segundo sequer.
— Confesso que não conhecia o jogo até conhecer Max. — Ela deu aquele sorriso pequeno como se desculpasse. – Mas pareceu muito divertido. E precisa claramente de muita habilidade para isso. Montar e ainda perseguir a bola, disputar com os demais jogadores. –— Sim, é um jogo de muitas habilidades. Max é ótimo nele. — Dizia ela, visivelmente orgulhosa. — Teve uma época em que ele queria competir profissionalmente. Representar a Inglaterra, acredita? Assim, a tia dele fez há muito tempo. Mas aí veio exército e estudos, ele se apaixonou pelo serviço e virou um passatempo. — As duas se olhavam e, de canto, Ellora o viu próximo delas e agora conversando com o mesmo senhor que a avó de quando chegaram. 
Depois de um tempo, Lola voltava à mesa onde estavam todos reunidos, arrumada como se nada tivesse acontecido, cabelos e roupas no lugar, até o batom retocado, acompanhada de Shan.— Cadê o Max? – Philipe foi o primeiro a falar ao notar que ela estava sozinha.— Foi se trocar para o discurso de encerramento. — Pareceu o suficiente para eles. Ele agora era o padrinho do lugar, depois que o pai partiu, assumiu a posição e fechar o evento era função dele. Os outros voltavam a conversar anteriormente.As primas de Beatrice estavam empolgadas em conversar com ela e, curiosas, perguntavam se Lola tinha mais alguma tatuagem além da mão. Era engraçado que elas não poderiam fazer nada do tipo por
Como era de se esperar, sempre tinha um amontoado de fotógrafos esperando pela saída da família Real, e assim que viam ambos os indo em direção ao carro que os esperava pela primeira vez, ela entendia o alvoroço e toda atenção que dedicavam a eles. — Isso é loucura. — Foi a primeira coisa que Lola disse ao entrar no carro e enfim aquele barulho do lado de fora diminuir. Quando chegaram mais cedo, não viram nada daquilo. Shan garantiu isso. Mas agora, na hora de enfim ir para casa, parecia que a opção discreta não ia nem ser discutida. Max parecia acostumado e nem se abalar, mas gentilmente abraçava e beijava o cabelo. — Até que está tranquilo. No casamento do Philipe, foi um inferno na terra. Mas sempre vai ter um grupinho reunido quando eles sabem que um de nós vai estar presente no evento. — E ele ainda o olhava um pouco impressionada com atenção. — E de certa forma você é parte disso, e é a grande novidade depois do noivado da Bea. Vamos dizer que eles estão famintos de notícias
É só uma festa, você merece. Se arrume, fique lindíssima, use aquele vestido azul que tanto ama. Beba alguns drinks, dance e ria com suas amigas. Era o que Ellora dizia para si enquanto terminava o banho. Apesar de estar exausta mentalmente depois da longa semana de projetos e testes-piloto de implantações que assumira nos últimos meses, esforçava-se para se animar e não desistir de última hora. Entre tantas responsabilidades, ainda era a única pessoa que deveria executar, mas almejava aquela promoção tão prometida pelo diretor. Então, tinha que encarar o desafio até o fim.Mesmo que sua vontade fosse vestir um pijama confortável e acompanhar a noite com uma panela de brigadeiro, ela iria sair. Havia prometido às amigas que se divertiria, não reclamaria e nem pensaria em trabalho. O melhor salto já estava separado, dançaria todas as músicas que quisesse e até paqueraria um cara bonito que chamasse sua atenção. Apenas por diversão, nada sério. Só por aquela noite, não precisava pensar
Era notável a intenção da amiga ao ajustar o vestido preto e brilhante, tentando destacar ainda mais o decote. Como se as quase duas horas que passou se arrumando não tivessem sido suficientes. Lola sempre agradecia por cada uma ter seu próprio espaço e quarto, pois, nesse ponto, eram muito diferentes. Ela era racional, via tudo preto no branco, sem floreios ou ilusões. Sempre dizia a si mesma que, se não houvesse um bom motivo, não valia a pena continuar. Já tinha aprendido essa lição na última vez em que se deixou levar apenas pelo coração e pela emoção. Patrícia, por outro lado, era pura adrenalina, loucamente apaixonada pela vida, pelos riscos e por tudo o que pudesse proporcionar diversão. Enquanto a observava se arrumar, Ellora já sabia: lá pelas 1h da manhã, a amiga estaria bêbada e aos pés dele, mesmo que o visse com outras mulheres. Era sempre a mesma história. E ela nem tentaria intervir. Já estava cansada de discutir horas e horas com Patrícia, que ignorava todos os avis
Depois de mais dois drinks, tudo estava um pouco fora de controle. Como esperado, Lola já tinha perdido uma das amigas de vista na pista de dança. Andrea sempre era a mais ávida em encontrar um par para a noite. Não demorou muito para Lola avistá-la alguns degraus acima, agarrada a um homem alto, de pele escura e completamente careca. O tipo dela. De onde estava, e pelo jeito como se agarravam, era difícil diferenciar quem era quem — pareciam uma coisa só.Lola, por outro lado, não estava interessada nessas aventuras momentâneas. Desviou o olhar, deixando as amigas à vontade para se divertir enquanto se mantinha o mais sóbrio possível. Só queria voltar à mesa após se livrar dos caras inconvenientes que cruzavam seu caminho. Aquele não era o tipo de lugar que frequentava para conhecer alguém.— Menos uma. Quem é a próxima? — apontou para as duas amigas à sua frente, que já tinham pedido outra rodada e viravam mais duas doses com entusiasmo.Seria uma longa noite.Entre idas e vindas at
Era naquele momento que ela esquecia do mundo, ouvindo suas músicas preferidas e dançando livre, sem se importar com quem estava ao redor. Ainda mais quando se juntava à amiga, que compartilhava o mesmo sentimento, e as duas moviam-se em perfeita sincronia, como se fossem uma só. O calor abafado do ambiente as envolvia, e os rostos desconhecidos ao redor se transformavam em borrões. A cada batida da música, sentia o corpo vibrar, como se fosse parte da melodia. A pele queimava e, quanto mais tempo passava ali, mais ela se entregava àquela sensação única de liberdade. Mas quando se virou para abraçar a amiga, ainda empolgada, já desistiu.Naquele instante, apenas as costas de Patrícia e o rosto familiar que não queria ver – Mauro. Ele estava ali, mais uma vez, a abraçando e beijando como se nada tivesse acontecido. No fundo, ela sabia que era apenas questão de tempo até que os dois se encontrassem de novo e começassem a mesma história. Até que demorou para acontecer.Ellora franziu o c