Capítulo 4
Ao concluir meu depoimento na delegacia, já me encaminhava para a saída quando esbarrei na silhueta do tio de Arthur bloqueando a entrada. Pelo olhar devastado, era óbvio que já tinham lhe dado a notícia.

Um riso cortante lhe escapou ao me avistar, cada sílaba pingando veneno:

— Que palhaçada sem graça! Armou todo esse teatro, chegou a subornar agentes públicos para sustentar sua farsa?

Mantive os olhos fixos no chão de cimento gelado, respondendo em tom monocórdio:

— Acha mesmo que tenho influência para comprar policiais e orquestrar pantomimas? Os corpos dos meus sogros já estão no IML. Melhor correr para avisar Arthur.

A menção ao agente de uniforme que me acompanhava fez sua tez adquirir a tonalidade de giz.

— Para com essa... Com essa brincadeira de mau gosto! Isso não tem graça. — Ele empalideceu de repente e disse com voz trêmula. — Bruna, confessa que é mentira! Eu juro que não vou te denunciar!

Observei impassível o homem se desintegrando como areia movediça. Quando abri a b
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