Virei-me e voltei na sua direção. Peguei suas mãos e a fiz levantar da cama, encarando-a:
- Eu não sinto nada por você a não ser nojo! Você é uma vagabunda, que se ofereceu para o meu melhor amigo. O que eu poderia esperar de diferente, não é mesmo? Filha de uma prostituta obviamente será uma prostituta. Me diga, com quantos homens você já transou? – não me contive ao ver os lábios dela entreabertos e pus dois dedos dentro da sua boca, enquanto segurava seu queixo – Quantos paus já foderam esta boquinha linda? – eu disse mesmo aquilo?
Porra, eu conseguia visualizar o rosto dela numa cama e uma fila de homens sem roupas com seus paus enormes esperando para enfiar-se em sua boca pequena e convidativa.
Quente... A boca de minha esposa era quente. E meus dedos estavam inertes dentro dela, sem que me tocasse de forma alguma, nem com a l&iacut
- É claro que precisamos conversar, doutor! – não contive a ironia – Como está minha esposa?Eu detestava esperar por qualquer coisa na vida. E aquela foi uma das esperas mais tensas que tive nos últimos tempos.- Deve saber que sua esposa tem diabetes tipo 1.- Claro que sei. – Ela fazia questão de dizer aquilo o tempo todo.- A diabetes mellitus é uma doença causada por problemas na produção ou na absorção de insulina, um tipo de hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda o corpo nos processos de quebra da glicose para permitir que tenhamos energia para manter o organismo funcionando. Segundo a senhora Clifford, ela descobriu a doença aos 10 anos de idade e faz o tratamento de forma adequada.- Eu sou dono de da maior empresa farmacêutica do mundo, doutor. Tenho duas faculdades e sei muito bem o que significa a diabetes
Observei o colo. A pele clara não esconderia qualquer tipo de violência do passado, principalmente com seu corpo coberto com um vestido branco largo de tecido estampado com o nome do melhor e mais caro hospital do país.Não havia nada nas mãos e nem no único pé descoberto pelo lençol, que cobri novamente. Dei a volta na cama e toquei os cabelos sedosos que descansavam no tecido do travesseiro. E então deparei-me com outra cicatriz, na nuca, avermelhada, de cerca de dez centímetros de diâmetro. Era uma queimadura. E não dava para ver se descia por suas costas ou era somente naquela região.Dei um passo para trás, atordoado.Você não precisa marcá-la no corpo, Gabe. Ela já tem cicatrizes o bastante. Só precisa da alma dela. E pelo visto será bem difícil de atingir. Por quantas coisas Olívia devia ter passado? Minha
A porta se abriu e a copeira entrou com uma bandeja com comida. Havia uma tigela com abacaxi, uvas, manga e banana picadas, cobertos com aveia. Tinha também biscoitos de arroz e um copo de leite desnatado. A fatia de pão integral estava coberta com queijo branco e assim que dei uma bocada percebi que era light. O copo de água saborizada com hortelã, abacaxi e maçã seria o “grand finale” da minha refeição.Não tive pressa e provei cada alimento como se fosse a minha última refeição, afinal, eu sabia que não tinha comida na mansão Clifford e Gabe não viraria um anjo só por conta de uma queda de glicose.Esperei que Gabe fosse sair do quarto, mas não. Sentou-se na confortável poltrona e ficou me observando, enquanto eu gemia a cada mastigação, não conseguindo conter o prazer que estava sentindo com aquela c
Engoli em seco. Nada das coisas que Gabe fazia me magoava, mas quando falava da amante era como uma porrada na minha cara.Rarith tinha o tempo de Gabe, o amor e no final ainda ficaria com seu dinheiro, sendo que a esposa era eu.- Por que não casou com Rarith? Por que não tem filhos com ela? Quando eu morrer você a assumirá? Nos casamos há dias... Por que não foi ela a noiva? Por que...- Cale-se, Olívia! – Ele disse seriamente – Estou trabalhando numa coisa séria. Por favor, me deixe em paz. Pare de fazer perguntas. Pare de me procurar. Pare de falar. – Voltou a cabeça para o laptop.Olhei para o meu testamento, que pelo menos estava ali, sobre a mesa. Quando Gabe o abriria? Teria interesse em saber o que estava escrito? Respeitaria a minha vontade à beira da morte?- Vai dormir comigo esta noite?Gabe levantou o rosto e os olhos azuis pousaram nos meus. Senti certa ironia num sorriso que quis se formar, mas não concluiu.- Não vou dormir com você esta noite e em nenhuma outra. Jama
@isabelle_ Ainda é muito!@rita_ São oito anos ainda!@olívia_ Ontem eram 9!@rita_ E sempre serão 9 ou 8. Esta conta não diminui mais do que isto.@olívia_ O marido é meu! Gosto dele exatamente como é, com seus 30 anos, seus belos olhos azuis e o terno Kiton.@isabelle_ Aposto que até a cueca dele é de grife.@rita_ Certamente.@olívia_ Assim que eu vê-la, aviso vocês, com o maior prazer.@isabelle_ Você não viu a cueca do seu marido ainda?@isabelle_ foi removida do grupo@olívia_ Coitada! Um minuto e ela estará de volta.@rita_ Vamos preservar a inocência dela.@olívia_ Ela sabe o que são cuecas.@isabelle_ entrou@rita_ Como você faz isto @isabelle?@olívia_ Não quero passar meu primeiro dia com 22 anos no telefone.@isabelle_ Que hora é a festa? Que roupa devo usar?@olívia_ Minha festa é para maiores de 18 anos.@rita_ Crl, ele vai matar você!@olívia_ Já disse que amo quando ele está brabo?@isabelle_ Podemos sair juntas? Estou com saudade.@rita_ E eu então? Vocês fazem tanta
Assim que saí na rua percebi que estava mais calor do que imaginei. E como demorei falando com a cozinheira, o horário de temperatura mais amena tinha passado, que era o início da manhã.Pela doença eu sempre me sentia muito cansada. Os exercícios matinais me davam fôlego e vitalidade para não passar o dia sentada ou dormindo. Mas depois que casei minha rotina virou um caos. Sem academia, me restavam os exercícios ao ar livre. Comecei caminhando e aos poucos passei a correr, porque caminhar era chato pra caralho.Logo que comecei a correr o suor escorreu pelo meu corpo, anunciando que o calor dificultaria fazer todo o trajeto. Até que entrei no percurso próximo da piscina e vi um homem de chapéu, usando uma regata branca larga, que mostrava seu peito sarado e os braços musculosos que eram mais grossos que as minhas duas coxas juntas.Caralho, o suor escorria pela sua pele bronzeada enquanto as mãos firmes conduziam a máquina de cortar gramas, como se fosse tão leve quanto uma pena. E
Talvez eu tenha esquecido de dizer para ela com seria a vingança. Se Olívia achava que eu a machucaria, estava muito enganada. Era o pai dela que eu atingiria. Chegava de se bonzinho. Aliás, eu nunca fui. Por que estava demorando tanto para agir? Não deveria ter me afastado dela e sim me aproximado a fim de aplicar o golpe final.Virei-me e não a vi na piscina. Olhei ao redor e ela havia simplesmente desaparecido. Além de insípida, inodora e insignificante ela também conseguia ser invisível?Aproximei-me da piscina e a vi no fundo. Os cabelos se espalhavam pela água como se fossem uma flor. Senti um aperto no peito e pulei, agarrando-a com força. E quando percebi que ela não me segurou de volta vi que tinha sérias chances de eu estar fodido... Totalmente fodido.A retirei da água e deitei-a no chão, percebendo que ela não se movia. O corpo estava totalmente amolecido.- Uma ambulância! – gritei com toda minha força – Chamem uma ambulância!Fique incerto se alguém me ouviu. Toquei seu
E lá estava ela... Descendo as escadas da “minha” casa, com um sorriso esplêndido no rosto, coberta com um pedaço de tecido que ousaria me dizer que se chamava vestido, de cor amarela... Ou seria dourado? Enfim, a porra de uma cor que acho que nem existia na paleta de cores. Os cabelos estavam soltos, descendo em ondas castanhas pelo colo perfeito, e no alto da cabeça tinha o número 22, seguro por uma tiara.Parecia uma modelo desfilando para um estilista famoso, num corpo esbelto, onde qualquer coisa que pusessem ficaria bem. Graciosamente ela descia degrau por degrau, com uma das mãos segurando o corrimão de forma delicada, como se tivesse nascido para aquela entrada triunfal.Nossos olhos se encontraram e ela passou por todos, ignorando os cumprimentos. Chegou na minha frente e sorriu:- Chamei uns amigos para comemorar comigo meus 22 anos. Não se importa, não é mesmo?- Feliz aniversário, querida! – falei num tom suficientemente alto para que todos ouvissem o marido gentil que eu