Helena sentiu o afago em seu braço, gentil e delicado, encolheu-se como um cão amedrontado. Gregory retirou a mão do braço dela, recuou, como se levasse um choque na mão. Aquela reação o feria, intimamente. Ao menos, algo bom: os dias, retirada, a fizeram perder sua dependência. A abstinência das drogas havia encoberto ou mascarado a abstinência do álcool, a menos que algo tivesse suprido a sensação que aquelas substâncias traziam. — Como se sente, Helena? - Ela ouviu a voz do capitão, começava a chorar outra vez. O silêncio daquela guerreira era desesperador. Afligia a alma do militar. - Querida, você está ferida? - Ele mudava a abordagem, observava-a. A mulher ainda não reagia. Gregory cobriu os cabelos dela, formando um capuz e a trouxe para si, aninhando-a ao peito, como uma criança ferida. Helena soluçava, sob o afago gentil. — Isso, garota! Você consegue. Põe para fora todo esse veneno. Estou aqui. Você está segura, meu bem. - Ele a confortava, sentindo o efeito exatamente
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