Capítulo 46

Isabele sentia a tensão pairando no ar como uma névoa densa enquanto entrava no hospital. A dor que apertava seu peito não era mais só sua, mas de todos ao seu redor. Gabriel e Angélica caminhavam ao seu lado, mas parecia que cada um estava preso em sua própria tempestade interna. A recepção estava estranhamente silenciosa, o som abafado de passos ecoando pelos corredores frios, e o olhar da recepcionista, de uma calma distante, só aumentava a inquietação de Isabele.

— O quarto 213, por favor — pediu Gabriel, a voz vacilante.

A recepcionista apenas assentiu e, com um tom suave, disse que o médico que havia atendido Álvaro logo chegaria para dar mais informações.

Os três se entreolharam, as expressões pálidas e marcadas pela ansiedade, e seguiram pelo corredor estreito, os pés pesando a cada passo, como se o peso da situação os estivesse arrastando. Isabele sentia um nó apertado em seu estômago, a mente envolta em uma névoa de incerteza. Mesmo com o medo que a consumia, havia alg
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