Henrique.Volto à realidade com Marcos me chamando.— Henrique? — Sim? — respondi em tom de pergunta. — Estava com o pensamento longe? — questionou, com o cenho franzido.— Lembrando que há um ano eu estava pegando minha filha em meus braços pela primeira vez. — expliquei.— Você foi corajoso — falou, dando tapinhas em meu ombro.— Sim, diferente de você que desmaiou só em saber que a bolsa da Amely tinha estourado. — Gargalhei.— Eu apenas tive um leve mal-estar. — Deu de ombros.— Um, hum, sei. — falei entre risadas. Nossos filhos tinham um pouco mais de um mês de diferença.— Sarah mudou muito nesse último ano — comentou ao notar que eu a encarava.— Está mais linda que nunca.Ela havia mudado completamente, estava mais solta, mais risonha, tinha se aceitado e agora se vestia melhor, cortou o cabelo e usava maquiagem. Ela estava se amando e isso era notado por todos.— Quando descobriu amar Amely? — perguntei, pegando-o de surpresa.Eu já sabia que amava a Sarah, mas como nunca t
Sarah.Saí de minhas divagações com Gustavo me abraçando.— Estava com saudades de você, minha linda.Gustavo estava sempre pendente de mim, sempre atento ao que eu ou Cristal precisávamos, e às vezes eu me sentia culpada por ter tais pensamentos com relação ao Henrique, tendo um homem maravilhoso como o Gustavo ao meu lado. Eu me sentia uma cadela por não conseguir devolver o sentimento que Gustavo sentia por mim na mesma intensidade dele.— Vim dar mamar à Cristal, pois ela já tinha acordado, mas Henrique quis dar no meu lugar. — Gustavo olhou na direção de Henrique, mas o ignorou.Acho ridícula essa briga dos dois, ambos eram pais de Cristal e eu havia escolhido ficar com o Gustavo ao invés do Henrique. Ele não precisava ter ciúmes.— Vai deixá-la dormir aqui ou vai levá-la para nossa casa?— Henrique pediu para deixá-la, mas Cristal está nascendo os dentinhos e às vezes tem febre à noite.— Então, vou preparar o carro para irmos para casa.— Tudo bem. — O beijei e ele saiu do quart
Sarah.Ao chegar ao quarto, fechei a porta e me encostei nela. Meu corpo tremia e estava quente. Ter Henrique próximo a mim sempre me causava coisas incontroláveis. Era como se meu corpo ansiasse por seu toque em cada lugarzinho dele. Era algo incontrolável, mas que me deixava furiosa por sentir.— Arrr — soltei um suspiro frustrado.Desencostei-me da porta e andei até a cama, onde me sentei. Joguei minha cabeça de um lado para o outro para me livrar dos pensamentos pervertidos que a povoavam.— Não posso sentir isso. Não devo desejar o Henrique. Não devo querer seu toque em meu corpo quando tenho um homem maravilhoso, que me ama, que cuida de mim e se importa comigo e minha filha. Pare de ser uma filha da puta pervertida, Sarah. — Me recriminei.Soltando alguns suspiros, deitei-me na cama e fiquei olhando para o teto.Eu estava há mais de um ano em um relacionamento com o Gustavo e, ainda assim, não conseguia amar como amo o Henrique. Nosso sexo é bom, às vezes maravilhoso, mas era co
Capítulo 26.Henrique.— Puta que pariu, essa mulher vai acabar com a minha sanidade. — Gemi enquanto tocava meu pau.Estava no banheiro do meu quarto me masturbando, depois de ter visto Sarah se dar prazer pensando em mim. Eu queria cair de boca em sua boceta assim que a vi de pernas abertas e as mãos entre elas, trabalhando incansavelmente em busca de um orgasmo.Eu queria ser o responsável por lhe dar esse orgasmo, esse e muitos outros.Estava indo para meu quarto, após lavar os pratos que usamos no jantar, quando ouvi um gemido. Pensei ser Sarah sentindo alguma dor e abri a porta — que não estava totalmente fechada — e, porra, a visão que tive dela me fez salivar e querer correr até ela e a foder até não aguentar mais. Contudo, me contive e apenas fiquei observando-a se masturbar e gozar, chamando meu nome.Sim, porra, o meu nome.Ela estava se tocando pensando em mim e não naquele idiota do Gustavo, e isso me deu ainda mais certeza de que devo lutar por ela, eu não desistirei.Sar
Capítulo 27Sarah.— Filha... — a mãe de Gustavo veio até mim e me abraçou após eu entregar minha filha à minha cunhada. Retribui o abraço e choramos juntas.O pai de Gustavo já tinha falecido anos atrás. Ele tinha uma irmã que também estava presente nesse dia tão terrível, mas eu não me dava muito bem com ela. Desde que chegou, sua irmã não me dirigiu palavras, mas não liguei para isso. Pouco me importava se ela gostava de mim ou não, afinal, ela morava em São Paulo e não tínhamos muito contato.Sei que seu mal-estar comigo era por saber que Gustavo me amava mais do que tudo, mesmo eu não retribuindo o sentimento na mesma intensidade. Uma vez a peguei brigando com ele e lhe chamei de idiota por assumir um filho que não era seu. Eu ainda estava grávida de Cristal. Gustavo me defendeu e, a partir daquele dia, Aurora deixou de estar presente na vida do irmão.— Ele nos deixou, minha menina, ele nos deixou — ela chorava muito.Afastei-me um pouco e segurei suas mãos.— Ele morreu fazendo
Sarah.Cinco dias depois...— Como você está, Sarinha? Se sente melhor? — Alexandre perguntou, entrando na cozinha onde eu preparava a comida da Cristal.Já tinham se passado cinco dias desde o enterro do meu noivo, mas, por mais que os dias se passassem de forma rápida, eu ainda estava presa no dia do enterro e a dor por sua perda era terrível.— Ainda não acredito que ele se foi — minha voz embargou e Alê veio me abraçar.— Não fica assim, maninha, Gustavo não gostava de te ver chorar. — falou, mas sua voz também estava embargada.Gustavo era seu melhor amigo e eles se conheciam há anos. Era doloroso para ele também a perda do amigo.— Hoje é a leitura do testamento dele. — avisou.— Eu sei e você vai comigo. — intimei.— Nunca te deixaria sozinha. — falou, sorrindo e beijando minha testa.Terminei de fazer o almoço da minha filha e fui pegá-la para lhe dar comida. Depois de alimentá-la, brincamos com ela um pouco e fui lhe dar banho para levá-la para a casa da Amely.Cristal iria fi
Marcos.Um mês depois...— Como você está? — Pergunto ao Henrique, entrando em sua sala.— Estou bem! Vou buscar Cristal daqui a pouco. Amely e Eduarda chamaram Sarah para irem a uma balada hoje.Sentei-me no sofá de sua sala e ele se sentou ao meu lado.— Sim, Amely me falou sobre isso. Você pode levar a minha sobrinha lá para minha casa, se quiser, eu vou ficar em casa com as crianças.— Talvez eu vá mesmo. Cristal ama brincar com os primos. — falou, sorrindo. Seus olhos se iluminavam ao falar da filha.— Como a Sarah está? Sei que você tem passado bastante tempo na casa dela.— Está melhorando. Ela passou os primeiros dias depois da morte do noivo bem deprimida, mas agora está bem melhor.— Foi um choque para todos nós a morte do Gustavo.— Foi, sim, ele era um cara bom e amava a Sarah e minha filha como se fosse dele.— Estou muito orgulhoso de você, seu amadurecimento depois que se tornou pai foi impressionante. — Eu estava realmente feliz pelo homem que meu irmão se tornou.— Eu
Amely— Amor da mamãe, você precisa dormir, pois a mamãe precisa sair um pouquinho para se divertir com as amigas. — Tento negociar com o Theo, mas ele permanece com os olhos abertos e cara fechada.— Não! Mama, meu. Mama meu — repete, bravo.— Eita, que menininho mais possessivo esse meu, hein. A mamãe é sua, mas ela tem que sair também.— Não, mama meu, só meu, mama — ele acabou de fazer um ano e tudo dele é esse negócio de meu. Theo começou a falar e a andar muito cedo, seu desenvolvimento está sendo mais rápido que o de outras crianças.— Theo, tem que dividir — a voz grave de Marco surge no quarto do nosso pequeno, arregalando os olhinhos assustados.— Papa, meu, mama.— Nós somos seus, mas a mamãe vai sair e vamos ficar você, Helena, papai, tio Henrique e Cristal, faremos uma farra — Marcos pega-o no colo e o j**a para cima, fazendo-o gargalhar.— Vai ser realmente uma farra — comentei sorrindo e me levantei da poltrona, na qual faria nosso filho dormir.— Pode ir tomar banho, eu