Capítulo 38

RUBY PORTMAN

Com as mãos tremendo, eu segurava o meu próprio rosto. Os meus lábios tremiam junto com meu corpo, e a onda de incredulidade e dor me atravessava como se tivesse tendo uma enorme descarga elétrica. Nunca, em toda a minha vida, imaginaria que levaria um soco de alguém. Ainda mais de um homem. Ainda mais de Johnny.

Lágrimas começaram a se formar, quentes e pesadas, deslizando sem controle pelo meu rosto. O meu corpo parecia não responder como deveria. E cada tentativa de me erguer resultava em um tremor involuntário. O mundo ao meu redor girava, e a dor que latejava na minha face tornava tudo mais surreal. Respirei fundo, mas o ar entrava cortado, engasgado. A boca tinha gosto de ferro, um sabor amargo que eu não queria reconhecer.

Ouvi a voz de Johnny, distante. Ele dizia algo, mas as palavras pareciam se perder em meio ao zumbido nos meus ouvidos. Talvez estivesse se desculpando, talvez estivesse tentando se justificar. Não importava. Nada que ele dissesse agora apagaria
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