Sempre Te Esperarei, Não Importa o Tempo
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Por: Maria M.R
Capítulo 0001
— Professor, eu concordo em participar do experimento de criogenia. Por favor, inscreva-me, — disse Olívia Soares com tranquilidade.

Do outro lado da linha, a voz do Prof. André soou: — Olívia, você realmente pensou bem sobre isso? Sei que o câncer foi um grande golpe para você, mas ainda há esperança de tratamento...

— Mas eu tenho linfoma, em estágio avançado, não há cura.

Prof. André suspirou antes de responder: — Mas a tecnologia de criogenia do grupo de pesquisa ainda não está madura. Eles nunca fizeram um experimento com alguém vivo. Você pode perder a vida no instante em que for congelada! Pense novamente...

Olívia sorriu: — Professor, eu já tomei minha decisão.

E, dizendo isso, desligou o telefone.

Na tela de seu celular, uma notícia apareceu poucos minutos antes.

Na foto, Beatriz Lima e Sérgio Neves entrelaçavam os dedos, e no dedo anelar de Beatriz havia um anel de diamante azul.

Mesmo através da tela, o brilho do diamante feriu os olhos de Olívia.

Ela mordeu o lábio com força, mas as lágrimas caíram sem controle. Hoje era o aniversário dele, e o homem que ela mais amava deu o anel que ela mesma desenhou a outra mulher.

Sérgio, precisava ser assim?

Você me odeia tanto assim?

A comida sobre a mesa esfriava lentamente, e Olívia, sentada à mesa de jantar, sentia seu coração esfriar também.

Às duas e meia da manhã, a porta finalmente se abriu, e Sérgio entrou, trazendo o frio da noite consigo.

— Por que você ainda está acordada? — Ao ver Olívia, a expressão de Sérgio ficou ainda mais fria: — Eu não te disse que passaria a noite com Beatriz e voltaria tarde?

Olívia abaixou a cabeça e, após um longo silêncio, murmurou: — Feliz aniversário.

Embora já fosse tarde, já passara da meia-noite, e o dia do aniversário dele já havia terminado.

— Olívia, qual é o seu problema? — Sérgio disse, impaciente: — Beatriz é a minha namorada, ela tem todo o direito de comemorar meu aniversário comigo. Quem você pensa que é? Eu sou seu tio! Nunca haverá nada entre nós, seus pensamentos são repugnantes!

Dizendo isso, ele bateu a porta ao sair.

Provavelmente para encontrar Beatriz, afinal, ele dissera que Beatriz era sua namorada.

Olívia continuou com a cabeça baixa, olhando para seus pés, e murmurou quase inaudivelmente: — Tio, desculpe-me, isso não acontecerá novamente. Este foi o último aniversário que pude passar com você.

O quarto estava realmente frio, Olívia não pôde deixar de pensar: qual é mais frio, Caixão de Gelo ou este quarto vazio?

Desde pequena, ela sempre teve medo do frio; no inverno, andava descalça, abraçando seu coelho de pelúcia para dormir com o tio.

Naquela época, o tio era carinhoso com ela, não a tratava com frieza, mas sorria e a colocava na cama, contando histórias para ela dormir...

Beatriz postou no Instagram uma foto dela com Sérgio, de mãos dadas, usando o Coração de Sereia que Olívia desenhara, anunciando ao mundo: — Estamos noivos!

Nesse momento, Olívia recebeu o e-mail do Grupo de Pesquisa em Criônica Humana com o termo de consentimento para o experimento.

Ela não assinou imediatamente; primeiro, ligou para Sérgio.

O telefonema foi ignorado; ela insistiu, e após ser ignorada cinco vezes, ele finalmente atendeu.

— Olívia, o que foi agora? — Perguntou Sérgio, com voz impaciente.

Olívia pressionou os lábios e disse suavemente: — Só quero te parabenizar.

Sérgio deu uma risada sarcástica: — Espero que você esteja sendo sincera.

Olívia abaixou os olhos, permaneceu em silêncio por um momento e então perguntou: — Quando será o casamento?

— 12 de dezembro. — A voz dele era mais fria que o vento do inverno.

Aquelas poucas palavras atravessaram Olívia como flechas.

12 de dezembro, o aniversário da Olívia.
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