Capítulo 0005
O próximo mês estava quase chegando, e o tempo de Olívia estava se esgotando.

Ainda havia muitas coisas para fazer, e ela não queria desperdiçar seu precioso tempo inteira enclausurada.

Então, a orgulhosa pequena rosa cedeu, ela procurou Sérgio, mordendo os lábios ao se desculpar: — Tio, eu refleti, tudo foi culpa minha, peço desculpas.

Sérgio, no entanto, manteve-se com a expressão fria, e o olhar que lançou a ela não tinha mais o carinho e a ternura de antes: — Quem você deve desculpas não sou eu, mas sim Beatriz.

Com os lábios mordidos até sangrar, em meio ao sabor metálico, Olívia percebeu tristemente que ele já havia dado sua ternura e carinho a outra mulher.

— Certo! Vou me desculpar com ela! — A emoção tomou conta, e seu corpo tremia incontrolavelmente: — Desculpe, tia!

A palavra 'tia' fez o homem congelar por um momento.

Os olhos negros de Sérgio tremeram ligeiramente, e por um instante ele mal podia acreditar no que ouvira.

— Agora está satisfeito, tio? — Olívia riu de maneira autodestrutiva, mas enquanto ria, seus olhos se encheram de lágrimas: — Você está satisfeito?

Sérgio deveria estar satisfeito, mas por algum motivo, ver sua protegida rosa admitir culpa o incomodou profundamente.

Ele desviou o olhar, incapaz de encarar Olívia por mais tempo, e respondeu friamente: — A partir de hoje, você vai morar no andar de baixo.

Olívia ficou surpresa, mas rapidamente entendeu: ele acreditou nas palavras de Beatriz.

Tio, será que aos seus olhos, eu sou mesmo o tipo de pessoa que ficaria ouvindo atrás da porta do seu quarto enquanto você está com outra mulher?

...É assim que você me vê!

O frio voltou a dominá-la, e Olívia sentiu o mundo girar ao seu redor, quase desmaiando.

Mas ela não caiu, apoiou-se na parede atrás de si, cerrando os dentes e resistindo: — Certo.

Se o tio queria que ela se mudasse para o andar de baixo, ela se mudaria.

Afinal, não lhe restavam muitos dias de vida.

Ao entardecer, Olívia dirigiu novamente até o Grupo de Pesquisa em Criônica Humana.

Ela precisava discutir com o responsável onde seu Caixão de Gelo seria armazenado após ser congelada.

— Eu vi nos documentos que vocês têm uma sala de armazenamento de Caixão de Gelo no fundo do mar? Isso é verdade? — Olívia perguntou.

— Claro, na verdade, não é segredo que a maioria das nossas salas de armazenamento de Caixão de Gelo estão no fundo do mar, — Respondeu o responsável. — Porque na terra, manter um Caixão de Gelo a temperaturas de centenas de graus abaixo de zero consome muita energia, mas no fundo do mar o consumo é muito menor, pois a temperatura já é naturalmente baixa.

— Ótimo, — Olívia sorriu. — Quero que meu Caixão de Gelo seja armazenado no fundo do mar.

— Posso perguntar por quê?

Olívia continuou sorrindo: — Porque lá, as estrelas não podem me encontrar.

As estrelas foram um presente do tio, ele dizia que, onde quer que ela fosse, as estrelas a seguiriam, sempre cuidando dela por ele.

Mas agora, o tio não gostava mais dela.

E ela estava prestes a morrer; as estrelas cuidando de um corpo que ninguém gostava seria triste demais, então ela decidiu libertar as estrelas, levando seu corpo para um lugar onde elas não poderiam vê-la, para que pudesse ir embora em paz, sem trazer problemas.

Evitar Beatriz era seu objetivo, então Olívia deliberadamente voltou para casa tarde, mas ao chegar, a mansão estava toda iluminada, e Sérgio estava sentado na sala de estar, com o rosto sombrio, esperando por ela.

— Tio, o que aconteceu? — Olívia parecia atônita, sem entender o que tinha feito de errado dessa vez.

Ela tinha passado o dia inteiro fora.

Sérgio jogou uma pilha de documentos na frente de Olívia e, contendo a raiva, perguntou: — Olívia, me diga o que é isto!

Olívia olhou para baixo e viu, entre os papéis espalhados no chão, seu laudo de diagnóstico de câncer.
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