Braulio/Epifania

Epifania

A viatura policial balançava levemente conforme avançava pelas ruas da cidade. O ar dentro do veículo era pesado, sufocante, e minha mente fervilhava de pensamentos amargos. Olhei para Bráulio ao meu lado. Ele mantinha o olhar fixo na estrada à frente, os punhos cerrados sobre as pernas.

"Como foi que chegamos a esse ponto?"

Desde o momento em que entrei naquela cela, soube que meu destino estava selado.

A prisão era um ambiente sufocante. Cada som, cada olhar, cada palavra sussurrada entre os corredores trazia um aviso silencioso: sobreviva.

Mas eu já estava morta por dentro.

Fomos separados no momento da triagem — ele para o bloco masculino, eu para o feminino. Antes de nos afastarmos, ele me lançou um olhar rápido, carregado de incerteza.

Eu queria gritar, mas me mantive em silêncio. Meu orgulho não permitiria que eu demonstrasse fraqueza.

As primeiras noites foram as piores. O colchão fino, as paredes frias, o barulho constante dos outros detentos. Cada dia parecia se arr
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