LuaAo acordar, a última lembrança que tenho é de Dominic me segurando, com Noah ao meu redor. Meus olhos se fixam no ambiente e, para minha surpresa, me encontro no último lugar onde esperaria estar: o covil. Eles me trouxeram para o lugar onde fui deles pela primeira vez, nosso refúgio.Quando disseram que estávamos indo para casa, na verdade falavam de Thaney Bay. Não poderia estar aqui novamente. Eles não sabem que as pessoas que destruíram minha família estão vivendo aqui como se nada tivesse acontecido. Neste momento, não sei se estou segura ao lado deles. Levanto-me e começo a explorar a antiga casa, que parece abandonada há muito tempo. Alguns objetos da nossa época ainda estão aqui: ingressos de jogos de futebol, embalagens de comida. Lembro-me de como me sentia segura ao lado deles, e, de certa forma, eles ainda permanecem dentro de mim.A porta se abre, chamando minha atenção, e vejo os quatro entrando em silêncio. Eles estão vestidos com j
Lua**Alguns dias depois...**Entrei no quarto do porão e fechei a porta com força, tomada pela frustração. Como minha vida pôde desmoronar dessa maneira? Não conseguia acreditar que tinha assinado aquele contrato. Já fazia alguns dias que estava na casa de Nate, um imóvel adquirido logo após sua saída da prisão. Minha função ali era ser a empregada, e, para minha decepção, ninguém se dirigia a mim, não me olhavam nos olhos e não compartilhavam informações sobre Margô e Rosa.Não podia permanecer reclusa naquela casa sem notícias delas e, muito menos, arriscar minha segurança e cair nas mãos de Gabriel. Era urgente que eu fugisse. Aproveitei o momento em que estavam trancados no escritório e me dirigi à porta dos fundos da cozinha, em direção à saída dos funcionários. No entanto, senti um puxão no meu braço.— Aonde você pensa que vai? — O medo subiu pelas minhas pernas ao me deparar com os olhos verdes de Travis.— O que você está fazendo aqu
**Nate**Dominic entrou na sala, furioso, batendo a porta com força.— O que está acontecendo? — gritei, sem entender a situação.— A Lua fugiu! — Ele se dirigiu ao aparador, encheu seu copo de whisky e virou tudo de uma vez.— Que droga! — Noah exclamou.— Vamos atrás dela; ela não deve estar longe — sugeriu Caleb.— Não é necessário, ela já está voltando! — informou Dominic. Os policiais que estavam a serviço foram atrás dela e já a estavam trazendo de volta.Ficamos sentados na sala até que finalmente vimos Lua entrar, acompanhada por dois policiais e Travis. Eles se aproximaram em silêncio, seus olhares fixos no chão, exceto pelos nossos quatro.— Saia agora! — ordenou Dominic aos policiais ao lado dela.Os dois trocaram olhares insatisfeitos, mas saíram da sala, deixando Lua e Travis. Imediatamente, Dominic puxou Lua para si, fazendo-a sentar em seu colo. Levantei-me e fui em direção a Travis, desferindo um soco em seu estômago e o deixando sem ar. Lua tentou se libertar do colo
**Lua**Ao despertar no quarto de Nate após o beijo de ontem, senti uma chama acender dentro de mim. Recordo-me de ter adormecido em seus braços, chorando, indagando como reagiriam ao descobrirem toda a verdade. Dominic ainda estaria ao lado do pai, e todas as minhas testemunhas já não estão mais. Sinto falta da minha Abuelita e da minha mãe; ambas adorariam conhecer Margô. Ela é tão linda e inteligente, uma criança como essa merece um lar e uma família de verdade, longe de tudo isso.Permaneço deitada em silêncio, refletindo sobre como encontrarei meu bebê. Sempre que penso que as coisas podem começar a se resolver, tudo volta ao ponto de partida. Eles nunca me perdoarão por tê-los abandonado, especialmente após ter fugido e escondido nossa filha. Mas será que estão prontos para assumir a responsabilidade de serem pais? Sempre falamos sobre ficarmos todos juntos, mas nunca mencionaram casamento ou filhos.Encolho-me na cama e começo a chorar. Quando ouço a porta se abrir, olho para c
Noah Observava a mulher na ponta da mesa, ajudando a servir o jantar, e meu coração se apertava. Não conseguia acreditar em como tudo havia chegado a esse ponto. Nate estava certo; ela estava infeliz. Como pude ficar tão cego pelo ódio e não perceber isso? Parte do nosso plano era fazê-la se arrepender por nos ter deixado, e a outra parte envolvia mantê-la por perto, mesmo que ela não quisesse.Desde que assinou o contrato, ela concordou em nos prestar serviços. Sabíamos que éramos insensíveis, mas não teríamos coragem de forçá-la a dormir conosco. Assim, ela se encarregava das tarefas da casa, mas tudo que fazia era feito de forma desleixada já na intenção de nos provocar, Lua já havia quebrado copos, taças e outros objetos. Certa vez, a vi no corredor limpando um pequeno objeto, e quando ela o deixou cair, não pude evitar um leve sorriso. Mal sabia ela que aquilo deveria custar uma fortuna.— Se continuar assim, teremos que descontar do seu salário,
Lua Raiva, ódio e tristeza eram as emoções que dominavam meu ser naquele instante. Se a intenção deles era me derrubar, conseguiram, mas posso garantir que as lágrimas que derramei; todos eles pagarão por isso. Apesar de ainda nutrir sentimentos por eles, percebo que não são mais os mesmos, se é que algum dia foram. Maldita hora em que permiti que entrassem na minha vida. Depois de algum tempo, subo novamente as escadas indo direto para o quarto de Nate, onde eu estava. Coloco o travesseiro sobre a cabeça, mas isso não abafa os sons e gemidos do quarto ao lado. Durante todo esse tempo, nunca consegui me relacionar com ninguém, exceto por uma vez, quando Travis me beijou de forma inesperada. Nunca estive com mais ninguém além deles.No fundo, eu ainda acreditava que me amavam, mas agora sou apenas um objeto de vingança para inflar o ego deles. Adormeço entre lágrimas e, ao acordar, minha cabeça lateja de dor por não ter dormido adequadamente, em meio ao
LuaAo abrir os olhos, uma dor latejante invade minha cabeça. Percebo que estou novamente naquela maldita cela. Levanto-me e vejo Nate, sentado do outro lado, com os cotovelos apoiados nos joelhos, perdido em pensamentos.— Que merda é essa, Nate? — pergunto, com a voz ressoando entre as paredes frias.— Vejo que você acordou. Desculpe por te prender novamente, mas não podíamos deixar você ir embora — ele responde, levantando-se e se aproximando das grades, olhando-me nos olhos. — Juro que vamos te deixar sair. Isso foi para te acalmar e te fazer refletir.— Você realmente acha que estou calma? Olhe para mim, Nate! Estou presa em uma cela. Você acha que isso é normal?— Me tire daqui, Nate. — Ele permanece em silêncio, apenas me observando. — Quero sair agora! Se você não me deixar ir, juro que vou te odiar para sempre.— Desculpe, princesa, mas não posso arriscar que você fuja. — Ele sai, me deixando sozinha. Com raiva, chuto a porta da cela repetidame
Lua Havia quase vinte dias que não via minha pequena. Ao observá-la, notei o quanto ela havia crescido. Meu maior desejo era aproveitar cada momento ao seu lado, pois não tinha certeza se me afastariam dela novamente.Passamos a tarde brincando juntas. Depois, tomei um banho e, em seguida, dei um banho em Margô. Após tanto brincar, ela acabou adormecendo. Noah comentou que eu poderia colocá-la na cama dele. Subimos para o quarto e a deitei, aproveitando a oportunidade para me deitar ao seu lado e acariciar seus cabelos cacheados. O cansaço tomou conta de mim, e acabei cochilando com Margô em meus braços.Ao acordar, não senti seu pequeno corpo ao meu lado na cama de Noah. Levantei-me à sua procura pelo quarto, mas não a encontrei em lugar nenhum.Penso que tiveram levado Margô novamente e a frustração me dominou, não conseguindo conter as lágrimas. Desci rapidamente as escadas para entender o que estava acontecendo. Ao entrar na cozinha, encontrei Margô s