Lua Raiva, ódio e tristeza eram as emoções que dominavam meu ser naquele instante. Se a intenção deles era me derrubar, conseguiram, mas posso garantir que as lágrimas que derramei; todos eles pagarão por isso. Apesar de ainda nutrir sentimentos por eles, percebo que não são mais os mesmos, se é que algum dia foram. Maldita hora em que permiti que entrassem na minha vida. Depois de algum tempo, subo novamente as escadas indo direto para o quarto de Nate, onde eu estava. Coloco o travesseiro sobre a cabeça, mas isso não abafa os sons e gemidos do quarto ao lado. Durante todo esse tempo, nunca consegui me relacionar com ninguém, exceto por uma vez, quando Travis me beijou de forma inesperada. Nunca estive com mais ninguém além deles.No fundo, eu ainda acreditava que me amavam, mas agora sou apenas um objeto de vingança para inflar o ego deles. Adormeço entre lágrimas e, ao acordar, minha cabeça lateja de dor por não ter dormido adequadamente, em meio ao
LuaAo abrir os olhos, uma dor latejante invade minha cabeça. Percebo que estou novamente naquela maldita cela. Levanto-me e vejo Nate, sentado do outro lado, com os cotovelos apoiados nos joelhos, perdido em pensamentos.— Que merda é essa, Nate? — pergunto, com a voz ressoando entre as paredes frias.— Vejo que você acordou. Desculpe por te prender novamente, mas não podíamos deixar você ir embora — ele responde, levantando-se e se aproximando das grades, olhando-me nos olhos. — Juro que vamos te deixar sair. Isso foi para te acalmar e te fazer refletir.— Você realmente acha que estou calma? Olhe para mim, Nate! Estou presa em uma cela. Você acha que isso é normal?— Me tire daqui, Nate. — Ele permanece em silêncio, apenas me observando. — Quero sair agora! Se você não me deixar ir, juro que vou te odiar para sempre.— Desculpe, princesa, mas não posso arriscar que você fuja. — Ele sai, me deixando sozinha. Com raiva, chuto a porta da cela repetidame
Lua Havia quase vinte dias que não via minha pequena. Ao observá-la, notei o quanto ela havia crescido. Meu maior desejo era aproveitar cada momento ao seu lado, pois não tinha certeza se me afastariam dela novamente.Passamos a tarde brincando juntas. Depois, tomei um banho e, em seguida, dei um banho em Margô. Após tanto brincar, ela acabou adormecendo. Noah comentou que eu poderia colocá-la na cama dele. Subimos para o quarto e a deitei, aproveitando a oportunidade para me deitar ao seu lado e acariciar seus cabelos cacheados. O cansaço tomou conta de mim, e acabei cochilando com Margô em meus braços.Ao acordar, não senti seu pequeno corpo ao meu lado na cama de Noah. Levantei-me à sua procura pelo quarto, mas não a encontrei em lugar nenhum.Penso que tiveram levado Margô novamente e a frustração me dominou, não conseguindo conter as lágrimas. Desci rapidamente as escadas para entender o que estava acontecendo. Ao entrar na cozinha, encontrei Margô s
LuaVocê já sentiu o ar fugindo dos seus pulmões? Era assim que me sentia em uma sala, sentada com as pessoas que mais odiava e que também me odeiam no momento. Todos estavam em silêncio e a única coisa que fazia era olhar fixamente para Gabriel Petrovic, o ser que estava fazendo da minha vida um verdadeiro inferno todo esse tempo. Tudo o que ele tocava destruía. Como uma pessoa acaba se tornando tão amargurada e ambiciosa como ele? Ele me olhava com a mesma intensidade, sem ao menos tentar disfarçar o quanto estava irritado com tudo isso. De todos os que estavam presentes, ele era de longe o maior dos nossos problemas. Todos os outros eram apenas marionetes em suas mãos, desde o prefeito até os policiais que diziam nos proteger, mas encobriam qualquer uma de suas atrocidades.Assim como eu, Dominic também não desviava o olhar um segundo dele, apenas aguardando o momento de agir. Gabriel estava sentado em uma poltrona bem à nossa frente quando decidi a
Lua Gabriel e minha mãe eram namorados; isso é o que está rondando minha cabeça desde que essa maldita reunião acabou. Noah e Calebe saíram para resolver alguns assuntos relacionados ao restaurante, então não voltariam tão cedo. Queria ficar junto com Margô e Rosa nesse momento, mas Nate e Dominic me convenceram a ficar aqui e descansar. Amanhã, cedinho, buscaríamos as duas para trazer em nossa casa. "Nossa casa" é uma palavra que achei que nunca sairia da minha boca; achava impossível chamar de lar o lugar onde minha vida mudou drasticamente. Estou deitada na cama, rolando de um lado para o outro. Será que Nate e Dominic ainda estão acordados? Jogo o edredom para o canto e calço meus chinelos, descendo cuidadosamente as escadas. A casa está totalmente escura e silenciosa. Vou ao escritório e me deparo com os dois sentados, cada um em um lugar, bebendo, quando sua atenção é direcionada a mim, ao abrir a porta de supetão.— Aconteceu alguma coisa
Lua Depois da noite de ontem, só tive certeza de que quero ficar com meus meninos; eles são as pessoas com quem quero passar o restante da minha vida. Olho para o lado e vejo Dominic grudado em minha cintura, e sinto a respiração de Nate em meu pescoço. Eles estão dormindo profundamente. Quero ficar ao lado deles todas as noites. Hoje dormimos no quarto de Dominic. Levanto-me calmamente, tentando não acordá-los, e tomo um banho rápido. Coloco uma camisa de Dominic, desço e faço um café, deixando na cafeteira para quando eles acordarem, principalmente para Nate. Como uma pessoa consegue ingerir tanta cafeína? Sorrio ao lembrar que ele pode até acordar de mau humor, mas quando o café entra em suas veias, seu humor muda rapidamente.Fico sentada em silêncio em frente à bancada enquanto tomo meu café e leio meu livro, quando sinto mãos me abraçando por trás e percebo um cheiro de menta amadeirado. — Bom dia, minha princesa — diz Noah, beijando meu pescoço,
Lua Depois da conversa tumultuada de hoje, decido passear com Margô no parquinho da praça. É a primeira vez que ando por aqui em três anos. Olho ao redor e vejo que quase nada mudou; os comércios continuam os mesmos, as pessoas também. Só muda um pouco com a ida e volta dos jovens por causa da faculdade. Fico pensando se eu não tivesse ido ao encontro de Nick naquela noite, como estaríamos agora? Eles estariam no penúltimo ano da faculdade. Será que Dominic estaria aqui comigo ou teria me deixado com Margô enquanto ele estudava? Sou tirada de meus pensamentos quando uma pessoa assopra meu ouvido, me fazendo pular de susto.— Olá, pêssego. — Travis diz e senta ao meu lado no banco da praça, enquanto vejo Margô brincando na grama, sentada com seus brinquedos.— Travis, o que faz aqui? — Pergunto intrigada.— Eu moro aqui, esqueceu! — Ele sorri sarcasticamente. Quando Margô vê que ele está ali, se levanta com um pouquinho de dificuldade e vem correndo co
Calebe Ao entrar no meu quarto e fechar a porta, percebo que não encontrei Margô e Lua quando cheguei. Como desejamos ser uma família unida e queremos que Lua confie em nós novamente, decidimos que cada um de nós passaria um dia com elas, para que não se sentissem sozinhas. Queremos mostrar a Lua que estamos comprometidos com a criação de nossos filhos e que não deixaremos essa responsabilidade apenas para ela e Rosa. Como os outros três tinham uma reunião, decidi vir hoje.Pegando meu celular, digito o nome dela na tela. Sei que poderia rastrear seu celular pelo GPS, mas não quero que ela pense que estamos a perseguindo. O telefone toca algumas vezes até que ela atende, sorridente.— Olá, abelhinha! Está tudo bem? Não encontrei você e Margô quando cheguei em casa!— Ah, nós duas fomos à praça brincar no parquinho e agora estamos indo tomar um sorvete antes de voltar para casa! — ela responde.— Puxa, nem me convidou! — digo, fazendo um pouco de drama.— Desc