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Lua

Ao abrir os olhos, uma dor latejante invade minha cabeça. Percebo que estou novamente naquela maldita cela. Levanto-me e vejo Nate, sentado do outro lado, com os cotovelos apoiados nos joelhos, perdido em pensamentos.

— Que merda é essa, Nate? — pergunto, com a voz ressoando entre as paredes frias.

— Vejo que você acordou. Desculpe por te prender novamente, mas não podíamos deixar você ir embora — ele responde, levantando-se e se aproximando das grades, olhando-me nos olhos. — Juro que vamos te deixar sair. Isso foi para te acalmar e te fazer refletir.

— Você realmente acha que estou calma? Olhe para mim, Nate! Estou presa em uma cela. Você acha que isso é normal?

— Me tire daqui, Nate. — Ele permanece em silêncio, apenas me observando. — Quero sair agora! Se você não me deixar ir, juro que vou te odiar para sempre.

— Desculpe, princesa, mas não posso arriscar que você fuja. — Ele sai, me deixando sozinha. Com raiva, chuto a porta da cela repetidame
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