**Nate**Dominic entrou na sala, furioso, batendo a porta com força.— O que está acontecendo? — gritei, sem entender a situação.— A Lua fugiu! — Ele se dirigiu ao aparador, encheu seu copo de whisky e virou tudo de uma vez.— Que droga! — Noah exclamou.— Vamos atrás dela; ela não deve estar longe — sugeriu Caleb.— Não é necessário, ela já está voltando! — informou Dominic. Os policiais que estavam a serviço foram atrás dela e já a estavam trazendo de volta.Ficamos sentados na sala até que finalmente vimos Lua entrar, acompanhada por dois policiais e Travis. Eles se aproximaram em silêncio, seus olhares fixos no chão, exceto pelos nossos quatro.— Saia agora! — ordenou Dominic aos policiais ao lado dela.Os dois trocaram olhares insatisfeitos, mas saíram da sala, deixando Lua e Travis. Imediatamente, Dominic puxou Lua para si, fazendo-a sentar em seu colo. Levantei-me e fui em direção a Travis, desferindo um soco em seu estômago e o deixando sem ar. Lua tentou se libertar do colo
**Lua**Ao despertar no quarto de Nate após o beijo de ontem, senti uma chama acender dentro de mim. Recordo-me de ter adormecido em seus braços, chorando, indagando como reagiriam ao descobrirem toda a verdade. Dominic ainda estaria ao lado do pai, e todas as minhas testemunhas já não estão mais. Sinto falta da minha Abuelita e da minha mãe; ambas adorariam conhecer Margô. Ela é tão linda e inteligente, uma criança como essa merece um lar e uma família de verdade, longe de tudo isso.Permaneço deitada em silêncio, refletindo sobre como encontrarei meu bebê. Sempre que penso que as coisas podem começar a se resolver, tudo volta ao ponto de partida. Eles nunca me perdoarão por tê-los abandonado, especialmente após ter fugido e escondido nossa filha. Mas será que estão prontos para assumir a responsabilidade de serem pais? Sempre falamos sobre ficarmos todos juntos, mas nunca mencionaram casamento ou filhos.Encolho-me na cama e começo a chorar. Quando ouço a porta se abrir, olho para c
Noah Observava a mulher na ponta da mesa, ajudando a servir o jantar, e meu coração se apertava. Não conseguia acreditar em como tudo havia chegado a esse ponto. Nate estava certo; ela estava infeliz. Como pude ficar tão cego pelo ódio e não perceber isso? Parte do nosso plano era fazê-la se arrepender por nos ter deixado, e a outra parte envolvia mantê-la por perto, mesmo que ela não quisesse.Desde que assinou o contrato, ela concordou em nos prestar serviços. Sabíamos que éramos insensíveis, mas não teríamos coragem de forçá-la a dormir conosco. Assim, ela se encarregava das tarefas da casa, mas tudo que fazia era feito de forma desleixada já na intenção de nos provocar, Lua já havia quebrado copos, taças e outros objetos. Certa vez, a vi no corredor limpando um pequeno objeto, e quando ela o deixou cair, não pude evitar um leve sorriso. Mal sabia ela que aquilo deveria custar uma fortuna.— Se continuar assim, teremos que descontar do seu salário,
Lua Raiva, ódio e tristeza eram as emoções que dominavam meu ser naquele instante. Se a intenção deles era me derrubar, conseguiram, mas posso garantir que as lágrimas que derramei; todos eles pagarão por isso. Apesar de ainda nutrir sentimentos por eles, percebo que não são mais os mesmos, se é que algum dia foram. Maldita hora em que permiti que entrassem na minha vida. Depois de algum tempo, subo novamente as escadas indo direto para o quarto de Nate, onde eu estava. Coloco o travesseiro sobre a cabeça, mas isso não abafa os sons e gemidos do quarto ao lado. Durante todo esse tempo, nunca consegui me relacionar com ninguém, exceto por uma vez, quando Travis me beijou de forma inesperada. Nunca estive com mais ninguém além deles.No fundo, eu ainda acreditava que me amavam, mas agora sou apenas um objeto de vingança para inflar o ego deles. Adormeço entre lágrimas e, ao acordar, minha cabeça lateja de dor por não ter dormido adequadamente, em meio ao
LuaAo abrir os olhos, uma dor latejante invade minha cabeça. Percebo que estou novamente naquela maldita cela. Levanto-me e vejo Nate, sentado do outro lado, com os cotovelos apoiados nos joelhos, perdido em pensamentos.— Que merda é essa, Nate? — pergunto, com a voz ressoando entre as paredes frias.— Vejo que você acordou. Desculpe por te prender novamente, mas não podíamos deixar você ir embora — ele responde, levantando-se e se aproximando das grades, olhando-me nos olhos. — Juro que vamos te deixar sair. Isso foi para te acalmar e te fazer refletir.— Você realmente acha que estou calma? Olhe para mim, Nate! Estou presa em uma cela. Você acha que isso é normal?— Me tire daqui, Nate. — Ele permanece em silêncio, apenas me observando. — Quero sair agora! Se você não me deixar ir, juro que vou te odiar para sempre.— Desculpe, princesa, mas não posso arriscar que você fuja. — Ele sai, me deixando sozinha. Com raiva, chuto a porta da cela repetidame
Lua Havia quase vinte dias que não via minha pequena. Ao observá-la, notei o quanto ela havia crescido. Meu maior desejo era aproveitar cada momento ao seu lado, pois não tinha certeza se me afastariam dela novamente.Passamos a tarde brincando juntas. Depois, tomei um banho e, em seguida, dei um banho em Margô. Após tanto brincar, ela acabou adormecendo. Noah comentou que eu poderia colocá-la na cama dele. Subimos para o quarto e a deitei, aproveitando a oportunidade para me deitar ao seu lado e acariciar seus cabelos cacheados. O cansaço tomou conta de mim, e acabei cochilando com Margô em meus braços.Ao acordar, não senti seu pequeno corpo ao meu lado na cama de Noah. Levantei-me à sua procura pelo quarto, mas não a encontrei em lugar nenhum.Penso que tiveram levado Margô novamente e a frustração me dominou, não conseguindo conter as lágrimas. Desci rapidamente as escadas para entender o que estava acontecendo. Ao entrar na cozinha, encontrei Margô s
LuaVocê já sentiu o ar fugindo dos seus pulmões? Era assim que me sentia em uma sala, sentada com as pessoas que mais odiava e que também me odeiam no momento. Todos estavam em silêncio e a única coisa que fazia era olhar fixamente para Gabriel Petrovic, o ser que estava fazendo da minha vida um verdadeiro inferno todo esse tempo. Tudo o que ele tocava destruía. Como uma pessoa acaba se tornando tão amargurada e ambiciosa como ele? Ele me olhava com a mesma intensidade, sem ao menos tentar disfarçar o quanto estava irritado com tudo isso. De todos os que estavam presentes, ele era de longe o maior dos nossos problemas. Todos os outros eram apenas marionetes em suas mãos, desde o prefeito até os policiais que diziam nos proteger, mas encobriam qualquer uma de suas atrocidades.Assim como eu, Dominic também não desviava o olhar um segundo dele, apenas aguardando o momento de agir. Gabriel estava sentado em uma poltrona bem à nossa frente quando decidi a
Lua Gabriel e minha mãe eram namorados; isso é o que está rondando minha cabeça desde que essa maldita reunião acabou. Noah e Calebe saíram para resolver alguns assuntos relacionados ao restaurante, então não voltariam tão cedo. Queria ficar junto com Margô e Rosa nesse momento, mas Nate e Dominic me convenceram a ficar aqui e descansar. Amanhã, cedinho, buscaríamos as duas para trazer em nossa casa. "Nossa casa" é uma palavra que achei que nunca sairia da minha boca; achava impossível chamar de lar o lugar onde minha vida mudou drasticamente. Estou deitada na cama, rolando de um lado para o outro. Será que Nate e Dominic ainda estão acordados? Jogo o edredom para o canto e calço meus chinelos, descendo cuidadosamente as escadas. A casa está totalmente escura e silenciosa. Vou ao escritório e me deparo com os dois sentados, cada um em um lugar, bebendo, quando sua atenção é direcionada a mim, ao abrir a porta de supetão.— Aconteceu alguma coisa