Ele se levanta lentamente. Aquele andar, aquele mesmo andar que ele usou na sexta-feira à noite. Predador, vindo em minha direção. Mas ele não se aproxima demais. Ele para a uma distância segura. Seus olhos queimando sobre a minha pele. Minha boca abrindo e fechando como um peixe fora d’água, mas, puta merda, eu não tenho nada pra dizer.
─ Senhorita Burgos? Caroline Burgos, Carol.
─ Hill? Ou melhor, Harold Parker. Você mentiu o seu nome? – Eu acuso. Ok. De tanta coisa pra dizer, eu tinha que dizer isso em primeiro lugar? Mas, porra! Eu acusei. Processe-me.
─ Não. Eu não menti meu nome. Sou Harold Hill Parker.
─ Oh! Entendo. De dia você é Harold Parker e de noite você é Hill. Harold Parker seria sua identidade secreta? – eu alfineto.
Ele franze a testa – Ora, ora. Suas garras estão afiadas. Mas, eu não entendo por que você está tão brava. Não foi você, a única a fugir da minha cama após receber os melhores orgasmos da sua vida?
─ Presunçoso.
─ Nossa! Como você é profissional.
Isso é uma tapa na minha cara. Puxa vida, eu sou profissional. Eu sou uma excelente profissional, sem falsa modéstia. Mas, então, ele tem razão. Eu não estou agindo como uma boa profissional agora. Porque eu o estou tratando dessa maneira. O que ele fez? Ele me fez uma proposta, eu aceitei, ele cumpriu com o combinado, eu tive aquilo que precisava e adeus. Sem cobranças, sem vínculo, zero relacionamento. Então, se o relacionamento era inexistente, agora eu tenho aqui um novo relacionamento começando. Um relacionamento profissional e eu sou uma profissional competente e posso fazer isso com as “mãos nas costas”. Eu puxo uma respiração profunda, em seguida expiro lentamente, me acalmando – Você está certo, Sr. Parker. Eu sinto muito. Eu fui surpreendida. Não esperava encontrá-lo nunca mais.
Ele acena uma única vez com a cabeça – Sente-se – Não algo do tipo: “Gostaria de sentar-se senhorita?” ou “por favor, sente-se” ou ainda, “por que não sentamos um pouco?” Não. Ele tem apenas que ordenar: “Sente-se.” E aqui estou eu obedecendo.
─ Claro. – Eu me sento.
─ Gostaria de beber alguma coisa?
─ Não, obrigada. Eu estou bem.
Ele não dá a volta na mesa. Ele não vai para o seu lugar do outro lado da mesa para me dar espaço. Ele simplesmente se senta na poltrona ao lado da minha, em frente a sua mesa. Estamos a poucos centímetros de distância um do outro.
Ele faz exatamente o que ele fez aquela noite. Ele senta e me olha sem dizer uma única palavra. Eu engulo, nervosa. Seu olhar fixo nos meus lábios. Eu limpo a garganta, determinada a acabar com esse silêncio desconfortável, mas ele parece ser trazido de volta e fala – Senhorita Burgos, você sabe o que veio fazer aqui?
Não há nenhum vestígio da confiança com a qual eu cheguei aqui, mas eu me esforço pra dizer alguma coisa. Eu sei o que eu tenho que dizer, eu só preciso me acalmar um pouco – Sim, Sr. Parker. A GE decidiu terceirizar os serviços contábeis da empresa e o Sr. Grenn escolheu a Parker Company Accounting para essa parceria. O meu objetivo aqui hoje é discutir com você as mudanças que serão implantadas, uma vez que o departamento jurídico cuidará da relação entre as duas empresas, mais especificamente, eu cuidarei pessoalmente da relação entre as duas empresas.
─ Por que você? O que você entende de contabilidade? Até onde eu posso me lembrar, você sequer sabe como se parece um contador.
─ Puta merda! Você não disse isso. – Eu me levanto abruptamente. Decidida a sair daqui. Ele também fica de pé. Seus movimentos graciosos como sempre, em detrimento dos meus, desesperados. Em um instante minha pasta está no chão e eu estou pressionada contra a enorme mesa de madeira. Sua ereção (isso mesmo, eu disse ereção) pressionada contra mim. Sua boca tão perto da minha que eu sinto seu hálito mentolado.
─ Eu já disse o que eu vou fazer com essa sua boca suja, não disse? Eu vou foder a sua boca tão duro e tão profundo e gozar na sua garganta e fazer você engolir tudo.
Eu estou determinada a empurrá-lo e dizer-lhe alguns desaforos, mas em seguida sua boca toma a minha. Eu tento empurrar, eu coloco toda a força possível para empurrá-lo para longe, mas minha força não é nada perto da sua.
Minhas mãos que estavam empurrando agora estão agarradas na sua lapela, puxando-o para mais perto, implorando silenciosamente para ele não parar. Ele se afasta apenas alguns centímetros. Seus olhos alternando entre os meus olhos e a minha boca – Diga que quer isso.
─ Não – eu digo, mas minhas mãos ainda estavam agarradas ao seu paletó.
─ Sim. Você quer isso. Você me quer tanto quanto eu quero você – ele me quer. Eu faço uma pequena carranca processando suas palavras – Não pense demais Carol. Eu quero você aqui e agora na minha mesa. Eu quis você naquela manhã quando você desapareceu. Eu me masturbei como um adolescente enquanto sentia o cheiro da sua calcinha rasgada. Eu quero foder você aqui e agora e você só tem que me dizer sim.
─ Porra! Sim.
─ Você é uma menina da boca suja, não é mesmo? – Ele me beija novamente, cada toque dos seus lábios, cada mordiscada dos seus dentes no meu lábio inferior, no meu queixo, cada invasão da sua língua na minha boca provoca uma verdadeira convulsão no meu corpo e consequentemente um alagamento na minha calcinha. Ele solta o prendedor dos meus cabelos e eles caem em ondas em volta do meu rosto. Ele desliza minha jaqueta preta pelos meus braços e a despreza no chão. Em seguida seus dedos lutam com os botões da minha blusa. Enquanto meus dedos trêmulos tateiam o botão da sua calça. Ele solta um grunhido necessitado quando finalmente minha blusa se abre, revelando meu sutiã meia taça cor de rosa – Porra, isso é sexy pra caralho – sua boca chupa, lambe e morde meu pescoço me deixando trêmula nos seus braços. Ele abre o fecho da minha saia e a deixa cair no chão. Ele rasga minha calcinha em dois pedaços e j**a no chão. Em seguida me ergue e me coloca sentada sobre a sua mesa. Puxando-me para a beirada. Quando suas calças deslizam para o chão e o seu pau salta livre do confinamento da sua cueca boxer, Hill/Harold Parker posiciona-se na minha entrada completamente umedecida e desliza inúmeras vezes para cima e para baixo até que eu estou implorando para que ele me penetre.
─ Por favor, Hill – eu imploro.
─ Me chame de Harold. Eu quero ouvir você chamar meu nome.
─ Pensei que Hill também fosse seu nome.
─ Porra, é. Mas ouvir você me chamar de Harold hoje aqui fez meu pau latejar por você. Apenas diga meu nome.
─ Por favor, por favor...
─ Por favor o que? Diga o que você quer, é só me pedir que é seu.
─ Por favor, Harold, me foda.
Ele geme contra o meu pescoço – Oh, foda-se – então enfia em mim até as bolas em um único movimento brusco. Ele entra e sai de mim euforicamente. Minhas pernas em volta dos seus quadris, minha bunda na beira da sua mesa, suas mãos explorando todos os lugares do meu corpo. Nas minhas costas, meus seios, minha bunda, me puxando contra ele. Sua boca chupando meu pescoço. Eu estou quase lá. Eu já sinto aquela construção familiar, meus dedos dos pés se contorcendo. Ele me empurra para trás na sua mesa, por cima dos seus documentos e pastas. Objetos caem sobre o carpete, mas quem se importa. Harold intensifica seus movimentos dentro de mim. Seu polegar esfrega meu clitóris, me levando a loucura, a sua outra mão provocando meus mamilos sensíveis. Esparramada sobre a sua mesa eu grito seu nome e eu vejo o que isso faz pra ele. Seus olhos estão escuros, semicerrados, tempestuosos, tem algo ali que não havia no começo da noite de sexta-feira quando ainda estávamos sentados no bar. Eu convulsiono sob o seu toque e suas estocadas. Meu orgasmo em ondas ordenhando seu pau – Céus, foda-se eu vou gozar. Inferno, tão gostosa. – Ele se desmancha e eu assisto toda a sua agonia doce, seu corpo trêmulo, seu rosto tenso. Os movimentos involuntários dos seus quadris. Harold desaba sobre mim, seus batimentos cardíacos acelerados se confundindo com os meus. Depois do que pareceu uma eternidade, nossas respirações agora mais calmas, Harold deposita um beijo na minha barriga em seguida encosta sua testa no meu ventre – Eu sinto muito – ele diz.
─ Porra! Sério? Você faz sexo comigo no seu escritório, em cima da sua mesa e depois de gozar, tudo que você tem a dizer é: Sinto muito?
Ele ri. Uma risada despreocupada. Mas eu não estou achando a menor graça – Você entendeu errado. Eu estou me desculpando pela maneira grosseira que eu falei com você há pouco. Mas eu não estou arrependido pelo que aconteceu aqui – Ele me puxa pra cima até que eu esteja sentada com meu corpo colado ao seu. Ele tira algumas mechas do meu cabelo do meu rosto e prende atrás da minha orelha. Em seguida, me beija suave e lento. Estamos conectados ainda. Ele não se retira de mim e a cada movimento da sua língua, eu o sinto endurecer novamente. Repentinamente a realidade me dá um soco. Minha nossa! Eu estou aqui a trabalho. Eu sou funcionária da GE, esse é um parceiro da GE e eu vim aqui para trabalhar, não para fazer sexo. Eu devia estar discutindo negócios com ele.
─ Harold, isso é loucura...
─ Por que você fugiu? – ele já está completamente duro dentro de mim novamente. Enquanto fala ele se move lentamente pressionando-se contra o ponto sensível entre as minhas pernas. Ele morde o lóbulo da minha orelha enviando um arrepio pela minha espinha. Eu me arqueio em resposta.
─ Eu não fugi. Eu apenas saí. Você me propôs uma noite sem compromisso, sem cobranças, sem vínculo algum. Foi o que nós tivemos. Depois, eu segui meu caminho. O que você queria? Que eu esperasse para ser expulsa da sua casa por você?
─ Caroline, eu não ia expulsá-la. Eu disse que não queria um relacionamento sério, um compromisso. Mas, pelo amor de Deus, eu não sou um monstro. Ter uma relação baseada em sexo não significa que não podemos passar algum tempo juntos. Sermos amigos. Vermo-nos algumas vezes. Além do mais, eu disse que se você não gostasse não precisaríamos repetir. Não tínhamos que voltar a nos ver. Mas foi bom. Foi incrível. Está sendo incrível. Nós temos uma química na cama. Vamos explorar isso. – Mais estocadas.
─ Bem, agora eu tenho uma boa razão para não repetir. Nós temos uma relação... – eu faço uma pausa. Pois Harold intensificou seus movimentos dentro de mim – Oh, meu Deus... nós temos uma relação profissional e eu gostaria... oh... que nós nos mantivéssemos focados nisso,
– Ok – ele diz e abruptamente sai de dentro de mim. Mas, antes que eu possa perguntar ou fazer qualquer coisa ele me vira de costas e empurra meu rosto contra a mesa. Harold me penetra novamente – Sinta isso – sua voz é apenas um sussurro rouco.
─ Não podemos.
─ Porra! Sinta. Sinta o quanto eu quero você. Sinta o quanto meu pau está duro por sua causa. Sinta, porra! Sinta. – Ele mete em um ritmo alucinante. Eu estou prestes a gozar novamente. Meu rosto pressionado contra a sua mesa. Eu sei que ficará marcado.
─ Harold...
─ Isso,.. Implore pelo meu pau – Ele agarra meus braços para trás e os prende nas minhas costas com uma das mãos. Com a outra, ele agarra meu cabelo.
─ Não. Harold, temos que parar com isso. – Isso é minha consciência falando. Meu corpo discorda. Definitivamente, não pare.
Ele intensifica o aperto no meu cabelo. Meus braços ainda presos e meus seios e rosto pressionado contra a madeira fria – Não Carol. Você não quer isso. Você me quer. Você quer meu pau fodendo você. Você quer gozar de novo e de novo no meu pau. É isso que você quer porra. Então, tome. Você tem isso.
─ Oh meu Deus. – Isso é minha perdição. Eu gozo novamente e ouço Harold gemer meu nome, alguns palavrões e alguns elogios ao meu corpo.
Ele finalmente sai de dentro de mim. Deixando-me desolada, eu não me movo. Eu não posso me mover. Isso foi... incrível e acabou comigo totalmente. Eu o ouço se afastar. Em seguida eu sinto ele me limpar com papel toalha e depois, eu sinto algo gelado e cheiroso. São lenços umedecidos. Eu quero protestar, dizer que eu posso fazer isso, sair dessa posição ridícula em cima dessa mesa, mas eu não faço. Eu me permito ser cuidada por um instante. Ele me puxa de volta e cuidadosamente me ajuda a me arrumar. Ele veste a sua roupa e, depois que estamos limpos e vestidos, Harold se senta em uma poltrona e me puxa para o seu colo.
─ Hill, não. – Eu tento me afastar dele. Eu preciso de alguma distância.
─ Vamos conversar.
─ Nós já conversamos e eu já decidi. Não posso continuar fazendo isso. Nós deveríamos estar trabalhando, mas desde que eu cheguei aqui... Bem você sabe.
Ele suspira, completamente aborrecido – Tudo bem. Se for isso o que você quer, então, eu vou respeitar a sua decisão. – Ele diz, mas não me solta. Sua boca continua a poucos centímetros da minha. Ele desliza seu nariz pela linha da minha mandíbula. Minha pele se arrepia e eu, em um impulso repentino, me levanto.
Ele se levanta também e sua voz muda completamente – Ok. Senhorita Burgos. Você quer trabalhar? Vamos trabalhar então. – Assim, de repente e agora eu estou falando com o Sr. Harold Parker.
─ Ok – Eu pego minha pasta no chão e retiro algumas anotações e documentos. Meus cabelos ainda estão soltos caindo sobre os meus ombros e seios. – Bem, eu elaborei um resumo de todos os empreendimentos da GE para lhe dar uma visão geral. Diante dos últimos acontecimentos, Jake concluiu que não compensa manter um setor contábil que não tem a capacidade de unificar todas as informações da empresa de forma rápida, eficaz e eficiente. De alguma maneira ele acha possível e mais confiável que a sua empresa faça isso.─ Sim. Ele me disse essa parte – ele diz de forma ríspida como se ele estivesse perdendo seu tempo. – O que temos que nos ater aqui é a metodologia que vamos utilizar para implantar esse novo formato. O grande calcanhar de Aquiles da GE está na falta de um sistema eficiente de informações. Recentemente, quando eu fiz a auditoria solicitada por Jake, eu tive uma dificuldade imensa de reunir todas as informações necessárias. Isso porque cada estabelecimento de propriedade da GE t
Terça-feira, 17 de setembro de 2013 O som das chaves e em seguida a porta da sala batendo faz todos os cabelos pelos da minha nuca se eriçarem. Eu encolho meus joelhos contra os meus seios instintivamente. Ouço seus passos pela casa e em seguida o cheiro de cigarro lentamente toma conta do apartamento. São duas horas da tarde e ele não deveria estar aqui. Eu mal respiro, com medo de que ele perceba a minha presença. Mas isso é ridículo. É claro que ele sabe que eu estou aqui, é exatamente por minha causa que ele está aqui mais cedo. Desde que ele chegou em casa deve ter passado uns cinco minutos, mas no meu desespero o tempo parece se arrastar. Como se tudo tivesse parado. Eu ainda estou lá, na minha posição defensiva. Os passos começam novamente, um após o outro e eu assisto a maçaneta do meu quarto girar em câmera lenta e ele aparecer na porta do meu quarto. Ele não diz nada, absolutamente nada. Ele só para lá e fica me olhando e eu nem pisco, na esperança de que ele apen
Eu caminho até a sala de Samanta. Ela mandou me chamar e eu sei que ela quer saber mais detalhes sobre a reunião com Harold ontem. – Bom dia – eu digo quando ela me recebe e ela me dá um abraço.─ Bom dia, amiga. Como você está hoje?─ Eu estou bem.Nós nos sentamos – Eu fiquei preocupada com você ontem. Mas eu e Jake tivemos alguns problemas e acabei não entrando em contato com você pra saber como você estava.─ Esses problemas que vocês tiveram teve algo a ver com a nossa fugida ontem na hora do almoço?─ Totalmente. A coisa foi feia. Eu tentei argumentar que não foi grande coisa, que os seguranças chamam mais atenção do que quando estamos sozinhas. E disse que nada aconteceu. Mas, segundo ele fomos fotografadas...─ É verdade. Eu vi as fotos. Nada demais, é verdade. Mas dá uma sensação de insegurança. Sei lá, ser observada assim sem nem perceber...─ É verdade. Segundo Jake, do mesmo jeito que foi um fotógrafo discreto poderia ser um daqueles perseguidores que se excedem e tentam t
O dia parece se arrastar e em vários momentos eu me vejo ansiosa para encontrar com Harold esta noite. Imediatamente eu me repreendo por isso. O telefone na minha mesa toca e isso me lembra que eu preciso arranjar uma assistente pessoal.─ Aqui é Carol Burgos.─ Aí está você – Meu coração pula uma batida e eu me vejo hipnotizada pela voz rouca que me saúda do outro lado da linha. Eu não consigo falar nada e eu não sei quanto tempo eu fico apenas ouvindo a sua respiração, até que ele volta a falar – Caroline? Você está bem?─ Hum? Err... eu... estou bem – Sério? Eu tinha que gaguejar desse jeito.─ Eu surpreendi você? – ele pergunta divertido.─ Sim. Eu não esperava que você me ligasse.─ E de que maneira você acha que eu conseguiria combinar o nosso jantar? – foi uma pergunta retórica, então ele continua – Vou buscá-la as sete.─ Aonde nós vamos?─ é uma surpresa.─ Harold, isso não é um encontro. É um jantar de negócios. Ah, e já que você insiste em me buscar ao invés de nos encontr
Eu sinto a mão de Harold pousar sobre meus joelhos, sob a mesa. – Eu posso te dar tanto, Caroline. Posso fazer coisas com você que nunca ninguém fez – ele começa a deslizar sua mão sob o meu vestido – assustada, eu olho em volta, nós estamos em uma das extremidades do grande salão, de onde podemos ver todas as outras mesas. Observo as pessoas a nossa volta, elas estão perdidas. Cada uma delas em seu próprio mundinho, em seus dramas pessoais, em seus negócios. Ninguém está prestando realmente atenção em nós dois. A mão de Harold continua seu caminho entre as minhas pernas e eu olho para baixo, uma das minhas coxas esta sutilmente à mostra, onde o vestido subiu um pouco. Eu observo a toalha da mesa e fico feliz em ver o quanto ela é longa. Sério??? O cara está a poucos centímetros de enfiar os dedos na minha boceta e eu, ao invés de impedi-lo, estou apenas preocupada em me assegurar que ele faça isso de maneira discreta. Porra! Eu sou uma puta – Você quer isso. Eu vejo. – Ele diz com a
Quarta-feira, 18 de setembro de 2013 Eu não consigo respirar. Desespero toma conta de mim e eu abro os olhos tentando descobrir onde eu estou. Está escuro, muito escuro. Algo pesado está sobre mim, me impedindo de respirar e algo está tampando a minha boca. Quando eu sinto uma dor aguda entre as minhas pernas eu, imediatamente, sei o que está acontecendo. Sua respiração ofegante no meu ouvido. Sua barba por fazer arranhando minha pele – Como é bom estar dentro dessa sua boceta – ele lambe minha pele abaixo da minha orelha – vou tirar a mão da sua boca, mas você não vai gritar, ou então, vou ter que fazer mal pra sua mãe se ela acordar. Não havia nada de novo acontecendo. Isso era bem comum. Visitas ao meu quarto no meio da noite, ou ataques durante o dia quando a minha mãe estava trabalhando – Você entendeu? – eu acenei com a cabeça. Eu tinha muito medo do que ele poderia fazer com a minha mãe ou mesmo comigo. E acabei dizendo a mim mesma que o que estava acontecendo aqui não é nada
A manhã foi de tanto trabalho que eu sequer tive tempo de tomar um pouco de água. Uma reunião atrás da outra, relatórios dos funcionários pra ler, contratos para analisar que eu nem percebi que já havia passado a hora do almoço. Um dos compromissos dessa manhã foi uma entrevista com uma candidata a ser minha assistente pessoal. O Departamento de Recursos Humanos mandou uma jovem com excelente currículo e aparentemente discreta. Eu senti que iremos nos dar bem e ela estava mais do que disposta a começar imediatamente. Com exceção da entrevista, não tivemos muito tempo para conversar e a aconselhei a manter contato com Angelina e Nicole para ir se familiarizando com os procedimentos. Entre uma reunião e outra, ela me disse que estavam se falando o tempo todo e que já estava a par de um monte de coisas, inclusive da minha agenda para os próximos dias. Por volta das duas da tarde ela bateu na minha porta e entrou em seguida com uma bandeja contendo algo que parecia apetitoso.─
Sexta-feira, 20 de setembro de 2013 Eu entro no apartamento e fico chocada com a cena diante de mim. As cortinas estão fechadas. As luzes apagadas. A única iluminação vem da televisão. Ele está sentado no sofá de frente para a televisão. Suas calças estão abaixadas e sua mão está segurando seu pau. Ele olha pra mim. Eu desvio o meu olhar e me viro de costas para fechar a porta.─ Venha até aqui.─ Onde está a minha mãe? – eu pergunto ainda de costas sem olhar pra ele.─ Dopada. Ela não vai acordar até de manhã. Agora, venha até aqui. – Como sempre nessas ocasiões, meu primeiro impulso é o de desobedecer, mas eu já senti inúmeras vezes na pele as consequências da minha desobediência. Eu aprendi que não importa o quanto eu tente resistir, ou espernear, ou ameaçar, ele sempre vai se impor a mim pela força. Minha mãe é completamente louca por ele e a certeza de que ela jamais acreditaria em mim dói mais do que as tapas que ele me dá. Ela já viu vários hematomas, mas ela simplesm