― A mamãe vai voltar, logo! ― ― Vamos esperar! ― A boquinha fofa de Chloe fez beicinho:― Sério? Mas... vai demorar muito... ― Os dois meninos pararam de falar e brincar, desanimando com o comentário da irmã. Depois de alguns segundos em silêncio, Charlie pensou em algo e seus olhos brilharam:― Vamos buscar a mamãe! ― Chris não disse nada. Ele parecia pensar que o plano era bom e seu rosto começou a ficar vermelho de excitação.Chloe espiou de sua colcha, com os olhos grandes:― Mas, mamãe está longe, Nancy disse... ela... está em... em Lu... ― ― Luton! ― Charlie respondeu.― Precisamos ir! ― Os olhos de Chloe brilharam. No entanto, ela se sentiu frustrada e disse ― como vamos chegar lá? ― Seus dois irmãos ficaram em silêncio e, então Chris concluiu:― Vamos perguntar! ― Os olhos das três crianças fofas brilhavam como estrelas, enquanto elas conversavam absurdos e davam ideias impossíveis, tornando, em suas pequenas cabeças, a ideia cada vez mais real.Na tarde
― É uma cidade grandiosa, se você souber procurar o que gosta, garanto que não vai se decepcionar. ― Com os radares instantaneamente ligados, os bebês sorriram e começaram a seguir o casal, até chegar em um dos guichês de atendimento. Em suas cabecinhas, eles tinham certeza que daquela maneira conseguiriam encontrar a mãe.Na fila, a pessoa da frente acreditava que eles fossem os filhos da pessoa de trás e vice versa, mas ambos os grupos comentavam sobre a fofura e beleza das crianças, bem como sobre a raridade de se ver trigêmeos.― Essas três crianças são muito fofas! ― ― Uau! São trigêmeos! ― ― Que coisa mais fofa, eu queria beliscar esses bochechões todos... ― Apesar de todo mundo prestar atenção nas crianças, todos as deixavam passar, sem se preocupar, acreditando que estavam sendo supervisionados. Quem imaginaria que três crianças tão pequenas podiam ser um pequeno bando em fuga? E foi assim que o trio passou pela verificação de segurança da alfândega, tendo apenas uma
― Desculpa, Anne... eu estou velha demais pra isso. Não aguento mais. ― disse Nancy.Anne colocou a mão na testa, sentindo-se impotente, tonta e ansiosa. Ela tentava entender o que se passava na cabeça da babá e percebia que envolvia virar, subitamente, mãe de trigêmeos e o fato de tê-los deixado escapar, como em uma comédia pastelão, pesava bastante. Por isso, achou melhor dizer que entendia e desligar a ligação.Então, a jovem se sentou debilmente na beirada da cama, com a mente caótica.O que ela deveria fazer depois que as crianças chegassem? Ela poderia realmente levá-las para seu pequeno apartamento e acolhê-las? E se Anthony as encontrasse? De jeito nenhum as crianças poderiam ficar com ela. Seria muito perigoso. Se Anthony descobrisse e decidisse ficar com as crianças, ela não teria a menor chance de disputar pela guarda. Isso se, na pior das hipóteses, a mente doentia do demônio não decidisse descontar toda a ira que sentia nas crianças inocentes.Entretanto, quem poderia
Desconfiado, Charlie pulou da cadeira e perguntou:― Você é mesmo a vovó? Por que mamãe não está aqui? Onde está a mamãe? ― Ainda sentados, Chloe e Chris concordavam com as perguntas, mantendo expressões sisudas nos pequenos rostos rechonchudos.Cheyenne olhou para as três crianças fofas e instantaneamente gostou delas, especialmente quando viu a garota, que parecia exatamente com Anne em sua infância. Os meninos não se pareciam com Anne. Portanto deveriam ser parecidos com o pai.Sorrindo, Cheyenne pegou as mãozinhas carnudas das crianças e disse:― Mamãe está esperando por vocês, em casa. Vocês podem vê-la quando chegarmos. ― Na casa da mãe, Anne esperava ansiosamente sem conseguir ficar parada, tamanha era sua agitação. Era muito difícil imaginar que as três crianças voaram sozinhas para Luton e nenhum adulto percebeu que algo estava errado. “Pelo amor de Deus, eles têm só dois anos”, ela pensou.A jovem achava que ia pirar, sem aguentar esperar, nem mais um minuto, quando
De qualquer forma, antes de sair, Anne insistiu em deixar o cartão. Ela se sentiria muito mal de saber que estava gastando o dinheiro de sua mãe. Mesmo depois de tantos anos, tudo na vida dela indicava uma vida solitária e de retidão.Sentindo-se aliviada, a jovem retornou para o apartamento e, a primeira coisa que fez, ao chegar em casa, foi verificar o telefone que tinha deixado na mesinha de centro da sala de estar. Pois, apesar de ser madrugada, tinha muito medo que Anthony tivesse tentado ligar. Entretanto, tudo parecia tranquilo e Anne esperava que o dia inteiro continuasse assim.O dia já estava claro e estava quase na hora de Anne sair para o trabalho, mesmo não tendo dormido quase naquela noite. Seria mais um dia de sacrifício, mas valeria à pena, faltava apenas uma semana para que recuperasse o passaporte.No entanto, mesmo assim, não conseguia se sentir à vontade, temendo que as crianças fossem encontradas com sua mãe. Cada minuto restante era um minuto de risco.Apesar
A modelo ainda tentava se acalmar quando, pela janela do carro, viu as duas mulheres saindo da Clínica Estética e teve uma ideia que, tinha certeza, resultaria em bons frutos.Então, procurou um nome na agenda de seu celular e ligou para o fotógrafo, que trabalhava eventualmente como detetive particular, mas principalmente como paparazzo: ― Peter, me ajuda a ver com quem esta pessoa anda se relacionando e me conte se souber de alguma sujeira sobre ela que eu possa utilizar. Se você conseguir alguma coisa, eu te passo o horário e o lugar do encontro de algumas celebridades. ― Michelle tinha um sorriso malicioso nos olhos, quando desligou.Mais à noite, Anne ligou para as crianças:― Mamãe acabou de sair do trabalho, mas não posso ir vê-los... mamãe está um pouco cansada, então não irei aí hoje, está bem? Só amanhã! Obedeçam a vovó! Amo vocês! ― Anne ficava com o coração mole por não poder ver seus filhos, afinal, eram crianças muito pequenas e não tinha como ela explicar o peri
De frente para o espelho, Anne lavava o rosto, enquanto, em cima da pia, os três bebês aguardavam para lavar seus próprios rostinhos.― Está limpo agora? ― Perguntou Anne, sorrindo.― Sim, mamãe! ― As três criaturinhas responderam em uníssono.Enquanto isso, parada à porta do banheiro, Cheyenne balançou a garrafa de leite em sua mão:― Quando terminarem aí, venham beber o leite. ― ― Sim, vovó! ― Depois de terminarem a higiene e o café da manhã, Anne saiu apressada, prometendo que voltaria em dois dias. Mas, os pequenos começaram a se agitar, insistindo para que a mãe ficasse. Quando já estava na porta, Cheyenne a alcançou e estendeu um molho de chaves, dizendo:― Pegue! Da próxima vez, você pode entrar sem bater. ― ― Obrigada! ― Anne respondeu, emocionada com a reaproximação com sua mãe, depois de tanto tempo.Anne foi embora, sem perceber que um fotógrafo, à serviço de Michelle, registrava aquela cena, pois já seguia a jovem há vinte e quatro horas. Após completar
Os homens caminharam, gingando, até Anne e formaram um semicírculo ao redor da jovem. Se posicionando para que Michelle pudesse ver toda a cena com clareza. Assustada, Anne queria fugir, mas um deles pressionou seus ombros contra o sofá e ela não conseguiu se levantar.Então, dois dos homens contratados sentaram-se, um de cada lado dela e começaram a acariciar seu corpo, enquanto ela se debatia dizendo:― Não me toque! Saia! ― Aproveitando que Anne ergueu a perna, na tentativa de chutar um deles, eles ergueram o quadril da jovem e, com um puxão forte, tiraram suas calças.Percebendo que a cena se desenvolvia tão bem quanto o planejado, Michelle apontou a câmera do celular e começou a gravar, dizendo:― Anne, coloque um sorriso em seu rosto, ou você não ficará bem no vídeo. ― ― Michelle, sua... ― Anne estava prestes a ofender a modelo com todas as palavras de baixo calão que conhecia, mas foi interrompida pelo barulho alto de uma porta se abrindo rudemente.Anthony estava parad