Capítulo 33 - Ruína dele.

Carolina Smith

O frio da sala parecia penetrar em meus ossos. Eu estava sentada em um canto, abraçando meus joelhos para tentar conservar o pouco de calor que ainda restava em mim. A escuridão ao meu redor era opressiva, tão intensa que meus olhos nunca se acostumavam completamente. Já fazia dois dias — pelo menos, era o que eu achava — desde que fui trazida para cá. Dois dias de medo, incerteza e lágrimas.

Meus olhos estavam inchados de tanto chorar, e minha garganta doía de gritar por ajuda sem receber nenhuma resposta. Quem quer que tenha me colocado aqui não fez questão de revelar suas intenções. Nenhuma palavra, nenhum rosto. Apenas uma porta pesada que se abria uma vez ao dia para que uma bandeja com comida simples e duas garrafas de água fossem empurradas para dentro. Não havia como saber quem estava do outro lado. Eu já havia tentado perguntar, implorar e até ameaçar, mas sempre era recebida com o mesmo silêncio.

Meus pensamentos eram um caos. A cada minuto que passava, minha
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