Querida leitora, vamos tentar aumentar o número de capítulos. Comando hoje, mas quero ver um arraso de comentários hein...Adicione o livro na biblioteca, siga o perfil da autora para saber das novidades.
Hugo dirigia com animação, recuperando o bom humor imediatamente ao perceber o quão bem-sucedido seu plano se saíra. Segurava as mãos de Jéssica, distribuindo vários beijos enquanto dirigia. Seu lugar estava mais do que marcado ao lado dela.— Você está estranhamente empolgado para quem tem um filho com febre. — Ela desconfiou do comportamento sorridente dele.— Impressão sua. — Ele negou sem nenhuma preocupação aparente.— O que será que deu em Breno? Será essa bendita virose? — Ela ainda estava preocupada, como uma boa mãe.— Ele está bem. Acho que não deve ser nada demais. Talvez já esteja até dormindo. — Hugo tentou tranquilizá-la. Planejou, então, abordar um assunto de maior interesse.— Tomara. — Jéssica se permitiu relaxar, acompanhando a leveza de Hugo.— Então, esse Marcelo... — Ele começou, tateando o terreno.— O que tem ele? — Jéssica ficou um pouco tensa no banco. Ainda sentia muita culpa perto de Hugo.— Não gostei muito. Acho que você deve tomar cuidado. — Ele usou o tom
Hugo tentava entender o que a deixou tão nervosa. Segurava Jéssica, incapaz de permitir que ela se afastasse.— O que foi? Por que ficou brava? — perguntou, após uma tentativa fracassada de um novo beijo.— O que foi? Você tá brincando comigo? Que merda está fazendo? — Jéssica estava furiosa. Lutava para sair do aperto dele, mas parecia que Hugo tinha braços de polvo, segurando-a toda vez que ela se soltava.— Jéssica, para com isso. Fala comigo! — Ele persistia na necessidade de tê-la por perto, sob seu controle.— Hugo, você está fazendo isso porque acha que eu vou abandonar as crianças? — Ela parou de resistir e fixou o olhar naqueles olhos cor de amêndoa, buscando extrair a verdade.Ele afrouxou o aperto por um instante. Não podia acreditar que ela estava levando as coisas por esse lado. Tudo o que mais queria a muito tempo era tê-la assim sem seus braços, sendo sua. Não podia deixar Jéssica entender tudo errado. — Claro que não! Eu... eu... — Hugo buscava as palavras para se expl
No dia seguinte, Hugo acordou com a cama vazia. O cheiro de Jéssica estava impregnado em seu travesseiro. A cabeça estava muito pesada e o corpo, lento. Seja o que for que ela lhe deu, deixou uma sensação muito ruim.Olhou para a mesa de cabeceira e viu um bilhete:Nada de ir para o escritório hoje. Descanse.Um recado sucinto. Sem beijos, sem emoção. Ele respirou fundo e pegou o travesseiro para sentir o cheiro dela.— Jéssica, como vou te fazer entender? — Ele questionou, falando para o travesseiro e para a cama vazia.Pensava no quanto ela estaria brava naquele momento.Deveria ligar para tentar se explicar novamente?“E você vai dizer o que para ela? Vai conseguir falar sem travar, igual a um inútil?”A voz em seu interior estava especialmente severa naquele dia.Hugo se arrastou até o banheiro com dificu
Marcelo estava radiante. Seu plano, elaborado com Nicole, parecia perfeito. Fingiriam ser um casal para justificar sua presença na casa de Jéssica e Hugo, facilitando sua aceitação como parte daquele ecossistema. Ele gesticulava animadamente, explicando para Jéssica como isso funcionaria bem.— Vai ser incrível! — Ele sorriu, empolgado. — Se nos apresentarmos como um casal, ficaremos muito mais próximos. As crianças não vão se afetar, será mais fácil para elas se acostumarem conosco.Jéssica mal ouvia Marcelo. Sua mente ainda girava em torno da conversa anterior, quando descobriu que Hugo acreditava que Jonathan era gay. Isso mudava tudo. Ela começava a repensar sua relação com Marcelo, a forma como ele havia conduzido certas situações, o que realmente esperava dela. Tudo parecia diferente agora.E ela não conseguia evitar a sensação de que tinha muito pouco para oferecer a ele, já que não sentia nenhuma culpa por ter se agarrado com Hugo na noite anterior.— Jéssica? — Marcelo franzi
Jéssica acordou às 5h40 com um barulho alto vindo da cozinha. Garantiu que Breno continuasse dormindo e foi ver o que estava acontecendo. Já podia prever a situação: Leonardo tinha chegado bêbado novamente. Essa situação se tornou frequente desde que se casaram.— Bom dia. — disse ela, chegando na cozinha para confirmar seu palpite. O marido estava caindo de bêbado. Mal se aguentava em pé. Tentava pegar um copo d’água, mas, apoiado na porta da geladeira, balançava muito e quase derrubou tudo o que tinha lá dentro. Um barulho que certamente acordaria o bebê.— Para com isso! — ela o sentou na cadeira e pegou a água para servi-lo, a fim de evitar o pior.— Meu anjo, Jéssica... — ele falava com a voz embargada pelo álcool. Não dava para saber se estava elogiando ou debochando da esposa. Ela o servia em partes para evitar o escândalo e, em parte, porque realmente acreditava que esse era o dever de uma boa esposa.— Qual é o problema com esse seu trabalho? Você é o único da banda que chega
Do outro lado da cidade, Hugo e Clara estavam discutindo sobre a campanha que Clara estrelaria. O sonho dela de se tornar uma influencer famosa parecia finalmente estar dando os frutos desejados.— Não podemos colocar cerveja numa campanha de carros, Clara!. O cliente já especificou o que gostaria que tivesse no comercial. — Hugo estava exausto nesse momento. Estava há horas tentando convencer a esposa a fazer exatamente o que o cliente queria, e não havia nenhum sinal de que ela tivesse entendido o que precisava.— Uma campanha com amigas se divertindo vai parecer muito mais legal. E vai atrair os jovens. As amigas, com roupas bem sensuais, bebendo muito... — Ela divagava, como se não estivesse falando nenhum absurdo. O problema é que o principal posicionamento das redes dela era a família. Mudar assim não fazia sentido para ninguém.— Clara, é um carro para família! Não tem nada de sensual nessa campanha! Você pelo menos leu o briefing? — Hugo parecia um pouco exasperado. Clara tem
Leonardo olha a notificação no celular com expressão neutra. Manter Clara por perto tem suas vantagens e desvantagens. Ele observa o vestido que tem nas mãos com atenção, lembrando das curvas de sua esposa. Precisa agradar a Jéssica hoje.Sabe que passou do limite, pois a vizinha veio reclamar da barulheira de bêbado que ele fez. Foi muito gentil com a vizinha, pediu um milhão de desculpas e prometeu que nunca mais iria acontecer.Não é que ele sinta arrependimento pelas suas ações. Acontece que precisa criar uma boa imagem pública, pois será uma estrela do rock algum dia. Leonardo jamais deixa qualquer coisa ao acaso. Sempre faz tudo projetando o futuro que deseja para si mesmo.Conferiu todo o cenário que montou para esposa. Se tinha flores o suficiente, se os doces estavam bem atrativos, se o cheiro traria boas lembranças. Precisava seduzir para ter o que queria. O perdão da esposa. Pediu pra mãe ficar com Breno durante a noite. Queria que a surpresa fosse completa e planejou leva
Depois da festa, Jéssica e Leonardo voltaram para casa e o clima de romance continuava. Leonardo estava sendo o melhor marido do mundo naquela noite. Tudo perfeito e muito romântico, exatamente como Jéssica sempre sonhou.Nem as grosserias de Clara conseguiram ofuscar o brilho daquela noite. ela conseguiu descansar um pouco e foi para o trabalhar.No trabalho, Jéssica estava nas nuvens, toda distraída, lembrando-se da noite passada.— Mulher, que isso? Hoje você parece tão... leve — Janete falou com um leve deboche, que Clara não percebeu.— E estou mesmo. As coisas parecem que vão melhorar — Jéssica nunca falava da vida pessoal no trabalho e foi a única coisa que disse para Janete, por mais que a amiga insistisse.— O que aconteceu que te deixou assim tão feliz? — Janete procurava saber qualquer coisa sobre a vida de Jéssica. Não entendia o porquê de Luan falar tanto com ela todo dia à tarde e pensava que estivessem tendo um caso.— Coisa minha. Nada demais. Agora, deixa eu passar as