HenryAcordo com o meu celular tocando, olho no visor e é a Sandra.— Sandra?— Meu menino. — Sua voz está tensa. — A menina Liz está ardendo em febre.— Quê?— Já fiz compressa de água fria e nada de baixar.— Fala para o Petter levá-la ao médico, e me avise!— Ok.Tento voltar a dormir, já é madrugada, mas fico me revirando na cama de um lado para outro querendo saber notícias da Liz, mas preciso manter a minha promessa.Depois de algumas horas, meu celular volta a tocar, olho no visor e é a Sandra novamente. — Ela se recusou a ir ao médico.— Ela não tem que quiser, fala que eu que mandei ela ir. — Já estou gritando.— Eu já fiz isso, ela falou que o senhor não manda nela.— Porra, Liz! — grito. — Ok, estou indo aí.Visto uma roupa mais confortável e saio às pressas até a casa da Liz.Depois de meia hora chego em sua casa, e nesse momento me arrependo de ter comprado uma casa tão longe.Assim que chego, Petter está na porta me esperando.— Senhor, ela está no primeiro quarto. — Pr
HenryJá se passaram duas semanas que Liz saiu do hospital e ainda não retornou para a faculdade.Nesse período, resolvi tocar a minha vida, pelo menos até descobrir o que realmente a Kevlin quer. Ela não me procurou mais, meu irmão matou o informante, ele resistiu até o fim e não nos falou nada. Patrick desapareceu depois daquele dia no shopping.Aproveitei esses dias e comecei a sair com a Britney, ela sempre deu em cima de mim e é fácil demais. Só será um problema quando eu largar dela, pena que é fraquinha na cama, ela não aguenta, por isso tenho que pegar leve com ela. Tem a Dalila queajuda a me aliviar, e em todas às vezes que fico com elas, sempre fecho meus olhos e imagino que é a Liz. Sei que é errado usar elas para saciar um desejo, uma vontade que sinto de outra pessoa, mas sigo fazendo.Britney fala para todos que somos namorados, mas não falo nem que sim e nem que não.Ela quer que eu conheça seus pais, é claro que isso só vai acontecer quando isso me for conveniente.***
HenryEntro nele e fico pensando no que fazer, ainda a quero, pelo menos uma última vez… preciso tirar a dúvida se ela está realmente apaixonada por aquele garoto.Saio da faculdade e vou direto para o meu apê, preciso tomar um banho rápido, tirar o gosto da Britney do meu corpo. Após o banho, visto um dos meus ternos pretos e saio de casa indo em direção à delegacia. Recebo uma mensagem do Fredy.[Fredy, hoje às 12h30]: Senhora McNight já chegou.Sim! Eu pedi para ele cuidar dela, de longe, que se aproximasse apenas se fosse necessário. E tenho certeza que ela tinha esquecido da existência dele. Só que mudo de ideia quando recebo a mensagem dele e decido ir para a casa da Liz, querendo tirar aquela dúvida agora.Estaciono na frente da casa dela, ninguém sabe, mas eu ainda tenho uma cópia da chave.Saio do carro e entro.— Senh… Senhor? — Petter está no jardim conversando com à Sandra, eles ficam surpresos com a minha presença.— Meu menino, que surpresa, não sabia que viria. — E com
Henry— Pode entrar. — falo quando alguém b**e na minha porta.— Precisa de alguma coisa? — É a Dalila. — Ou eu posso ir? — A vadia está gostosa com aquela saia azul e uma camiseta com um decote em V e ela me olha com uma cara de quem quer ser fodida.— Tranca a porta. — Ela sorri para mim e faz o que mando.Ela vem em direção a minha mesa, e saio de trás dela, fico frente a frente com Dalila, ela começa a beijar o meu pescoço.— Não! — Ela não se importa, simplesmente começa a abrir a fivela do meu cinto. — Vá com calma, bonitão. — fala quando seguro seus pulsos.— Até amanhã. — digo.Ela fica toda sem graça, me dá um beijo na bochecha e sai da minha sala.— Porra, Henry! — grito comigo mesmo.Olho no visor do meu celular e já são quase 18h.Vou para minha casa. Tomo um banho rápido e vou para a casa da Britney.***Assim que chego na casa dela, ela já me aguarda na porta e quase corre quando me vê estacionando.— Achei que não viria mais. — Ela fala quando entra no carro.— Estou a
Henry— Obrigado por tudo, John!— Que isso, Henry, você sabe que sempre é bem-vindo aqui. — Ele me abraçou.— Tchau, Jo.— Até mais, meu menino. — Ela me deu um beijo na testa. — Tchau, Britney.— Obrigada por nos receber. — Britney falou para Jo.— Até, Pedro. — Estico minha mão em forma de cumprimento e ele retribui, sinto o olhar da Liz em cima de mim, mas não a encaro.Britney termina de se despedir de todos, inclusive da Liz, por incrível que pareça, não ouço as duas se alfinetando.Entramos no carro e seguimos em direção à casa da Britney.— Não quer entrar? — Britney fala quando chegamos. — Meus pais viajaram, estou sozinha. — Ela sorri.— Tudo bem. — Ela quase pula no meu pescoço quando ouve a minha resposta.Acompanho ela e assim que entramos na sua casa, percebo que é muito extravagante, exatamente como ela.— Quer uma bebida? — Não, acho que já bebi demais. — Ela se serve com alguma bebida que não presto atenção em qual é. Fico observando um quadro que tem na parede, com c
HenryAcordo com a claridade que vem da janela. Liz continua dormindo, ela parece tão serena. Olho no meu celular e já são quase 10h da manhã, então decido preparar o café.Olho no meu closet e pego um calção cinza, visto ele e vou para a cozinha, desde quando me mudei, ainda não estreei ela.Preparo um bolo de chocolate, faço panquecas e coloco o café na cafeteira.Minutos depois, sinto sua presença na cozinha.Ela sorri quando me viro e a olho, com certeza ela sabe que eu estou devorando-a com os olhos.— Bom dia! — Ela fala com aquele sorriso lindo nos lábios e se aproxima me dando um beijo molhado e demorado.— Bom dia! — flo quando ela se afasta. — O bolo já está pronto e tem panquecas.— Meu marido ainda consegue me surpreender com os seus dotes culinários. — Ouvir ela se referir a mim dessa maneira me faz desejar nunca ter sido da máfia, nunca ter conhecido a Kevlin e a Ketlin. — Desculpa se eu falei demais.— Não, não é isso. — Suspiro fundo. — Nunca vou me cansar de ouvir voc
HenryMe ajeito no banco em que estou sentado e volto para o meu copo de whisky.— Acho que estamos sobrando. — Olho para o lado e vejo que Ana está sentada no lugar do meu irmão.— Pois é.— Posso? — Ela aponta em direção ao meu copo.— Claro. — falo e entrego o meu copo para ela, que com apenas um gole, ela acaba com a minha bebida.— Desculpa. — Ela fala quando percebe o que tinha feito.— Disponha. — Faço sinal para o barman encher o meu copo mais uma vez.— Nossa! — Ela fala enquanto olha para a mesa das meninas e vê que Hendrick e a Samantha estão se beijando. — Acho que a noite está fluindo pra alguém.— E a sua?— A minha está uma bosta, Henry. — Ela me olha. — Posso te chamar assim, né?— Por favor!— Olha só aquilo. — Ela aponta para Liz, que está beijando o cara que está na mesa com elas. — Coitado do Pedro.— Que porra é aquela?!— Calma, Henry, eles só estão se divertindo.— Ela não namora o seu amigo? — Me controlo para não ir até lá encher a cara daquele moleque de porra
LizFui obrigada a contar para o Pedro sobre a minha história e a do Henry, como se nós dois tivéssemos uma história juntos.Claro que Pedro ficou revoltado com os meus pais, ele até insinuou que eles me venderam para um homem rico, mas isso não fazia muito sentido, pois herança por herança eu também era milionária.No jantar, eu resolvi provocar o Henry, mas só fiz isso pelo fato dele não saber o que quer. Diz que me quer longe, e depois fica me elogiando.Que merda esse homem tem na cabeça?!Depois do jantar, na hora que todos se despedem, Ana não demora para fazer um comentário maldoso.— Até eu fiquei com um pouco de nojo com aquela melação da Britney com o Henry. — Todos nós rimos com a cara que Ana faz.— Posso levar vocês para casa. — Pedro fala.— Pode ser. — Ana fala.— Então eu vou com você e Liz vai com Pedro. — Sam fala.— Não precisa se incomodar Pedro, eu vou com as meninas. — falo para ele.— Tenho que passar na casa do Igor, ou seja, o caminho é o mesmo.— Vamos deixar o