Tenho um Plano

Pedro entrou pela garagem, observando que já passava da meia noite, ecoando no espaço vazio como um suspiro de cansaço. Seus sapatos pisaram o piso úmido do local, evitando com precisão a terceira lajota quebrada, aquela que sempre estalava sob pressão. A casa respirava o silêncio pesado da ausência: o relógio de pêndulo no corredor marcava o tempo com tiques que pareciam mais lentos à noite, e o cheiro de lasanha requentada ainda pairava na cozinha, embora ninguém tivesse esperado por ele. Ele fechou a porta silenciosamente, certificando-se de não acordar ninguém, e seguiu direto para o quarto.

No quarto, o celular iluminou-se sobre a cama arrumada, havia 4 mensagens não lidas (Carly). Seu polegar pairou sobre a notificação, onde uma prévia da mensagem traía a ansiedade dela: "Pedro, por favor, me deixa expli...". Mas, em vez de responder, deslizou a mensagem para o lado com um movimento brusco, como se queimasse. Bloqueou a tela e jogou o celular sobre a mesa de cabeceira. Ele não
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