Capítulo 03

Na hora do almoço, cheguei ao restaurante indicado por Richard. Assim que entrei, vi que ele já estava à minha espera.

— Você está muito linda — elogiou, sorrindo antes de beijar meus lábios.

— Obrigada por notar. Você já pediu?

Ele negou.

— Estava esperando você, linda.

Richard levantou a mão e chamou o garçom, que se aproximou rapidamente. Fizemos nossos pedidos e, assim que o garçom se afastou, ele se virou para mim.

— E então, como está sendo o trabalho?

— Cheio de surpresas. E o seu?

— Surpresas? Espero que sejam boas.

Hesitei, ponderando se deveria contar, mas preferi mudar de assunto.

— Vamos deixar os assuntos de trabalho para depois.

Ele concordou, e almoçamos em um clima leve e descontraído. Quando terminamos de comer, pedimos café. Richard começou a acariciar minhas mãos de maneira sensual, e eu sorri. Assim que os cafés chegaram, seguimos conversando animadamente.

— Quando poderemos sair novamente? — perguntou ele.

— Estou cheia de coisas para fazer. Minha mãe virá me visitar na semana que vem.

— Hum... entendo. Mas sua mãe vem só na semana que vem. E essa semana?

Uma ideia travessa passou pela minha cabeça.

— Vou ao banheiro e, assim que você pagar a conta, te espero lá.

Lancei-lhe uma piscadela e vi seu sorriso malicioso se abrir.

Não demorou para que ele entrasse na cabine, o olhar carregado de desejo ao me ver sem o vestido.

— Você é bem safada... Gosto disso.

Ele começou a beijar meu corpo, descendo lentamente enquanto deslizava minha calcinha para o lado. Prendi os lábios, abafando os gemidos que ameaçavam escapar.

Richard se ajoelhou à minha frente, o olhar cheio de desejo enquanto suas mãos exploravam meu corpo com urgência. Mordi o lábio para conter qualquer som, o coração acelerado tanto pela excitação quanto pelo medo de sermos flagrados. Seus toques eram precisos, e eu me segurava contra a parede, sentindo meu corpo reagir a cada movimento dele. A adrenalina da situação tornava tudo ainda mais intenso.

— Você realmente adora um perigo, não é? — ele murmurou contra minha pele, a voz carregada de diversão.

Passei os dedos pelos cabelos dele, puxando levemente.

— E você adora entrar no meu jogo — provoquei.

Richard riu baixinho e voltou a me provocar, suas mãos segurando minha cintura com firmeza. O tempo pareceu parar enquanto nos entregávamos ao momento.

Quando finalmente recuperei o fôlego, ajeitei minha roupa rapidamente e olhei para ele, que me observava com um sorriso satisfeito.

— Isso definitivamente fez o almoço valer a pena — brincou, me puxando para um último beijo antes de sairmos da cabine.

Verifiquei se o corredor estava vazio antes de sair. Com um último olhar cúmplice, voltamos ao salão como se nada tivesse acontecido.

— Então, posso te ver de novo essa semana? — Richard perguntou quando chegamos à porta do restaurante.

— Talvez...

— Então, vou esperar você me ligar.

Dei-lhe um sorriso travesso antes de acenar e seguir meu caminho de volta ao trabalho, ainda sentindo os efeitos da nossa pequena escapada.

Assim que cheguei à empresa, encontrei meu amigo conversando com uma das recepcionistas.

— Demorou, Analu. — Ele me olhou por um instante e então abriu um sorriso. — Você transou?

Não respondi nada, mas ele continuou me encarando, como se estivesse esperando a confirmação.

— Você transou, confessa!

— Tenho trabalho a fazer, linduxo — cantarolei, e ele sorriu, já sabendo a resposta.

Voltei para minha sala e trabalhei com afinco até o horário de saída. Ao me espreguiçar na cadeira, estiquei os braços e a coluna, depois arrumei minha mesa e me preparei para sair.

Quando cheguei ao elevador, a porta se abriu revelando Enzo. Ele segurou a porta para mim, e por um instante, hesitei se deveria entrar ou não.

— Não vai entrar? — perguntou, me encarando.

Não queria, mas também não daria esse gostinho a ele.

— Sim, claro! Obrigada por segurar o elevador.

Ele sorriu. Antigamente, eu acharia fofo, mas hoje em dia...

— Você está diferente, Analu. Muito diferente.

— Sabe o que dizem, né? As porradas da vida fazem a gente crescer.

Ele me encarou por alguns segundos, mas não respondeu.

Estar ali, naquele pequeno espaço com ele, me deixava desconfortável. Que droga, esse elevador parecia nunca chegar ao térreo! Quando a porta finalmente abriu, saí apressada, ignorando os chamados de Enzo.

Entrei no meu carro e fui direto para casa. Ao chegar, encontrei meu irmão sentado no sofá, comendo pipoca.

— Vem cá! Você não tem casa, não?

— Tenho, mas ficar na sua é ainda melhor.

Revirei os olhos e segui para o quarto, mas antes de entrar, parei na porta.

— Espero que você arrume a bagunça que está fazendo.

— Pode deixar, senhora.

Ele gargalhou ao me ver revirando os olhos.

Gaby, ou melhor, Gabriel, é meu irmão. Ele tem 25 anos e mora no andar de baixo, mas praticamente vive na minha casa. Eu gosto de tê-lo por perto. Me faz lembrar dos tempos em que éramos crianças, e eu precisava cuidar dele para que nossa mãe pudesse trabalhar.

Depois de um banho relaxante, fui para a sala ficar com ele.

— Como vi que você chegou cansada, pedi comida.

— Olha só como o Gaby está responsável, cuidando da irmãzinha — sorri, provocando.

— Não me chame de Gaby! Assim, o povo acha que sou uma garota.

— Mas você não é, então relaxa. O que pediu de bom?

— Você não muda, né?

— Não mesmo.

Sorrimos, e Gaby escolheu um filme para assistirmos juntos enquanto esperávamos nossas refeições.

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