Clara TommasoEntro no carro, deixando-o para trás. Marco em silêncio permanece, saímos com o carro, e atrás do nosso está mais alguns carros, e na frente mais dois. Pergunto: — Você realmente precisa dessa comitiva, alteza? — Sou o homem mais poderoso da Itália, odiado seria até simples para explicar a minha situação. — Confesso que não saio sozinha, mas você não acha que é um exagero? É um exército! — Sofri vários atentados, Clara, durante seis anos de reinado fiz muitos aliados e muitos inimigos. — O que queria dizer sobre Rocco me chamar de Clara? — Vai descobrir em breve, saberá quem realmente é por você. Não demorou tanto e chegamos em um grande prédio. Assim que descemos no estacionamento, Marco desce e abre minha porta, depois me oferece a sua mão. Será um passo enorme se eu der minha mão a ele, esse ato significa cumplicidade, compromisso, respeito e carinho mútuo. Ele fica me observando, é provável que Marco esteja pensando o mesmo que eu. Quebro meu ego e aceito,
Clara Tommaso Após nossa conversa hoje cedo com a esposa de um de nossos inimigos e suas revelações, criamos um plano e o melhoramos conforme pensávamos antes de nossos inimigos agirem. Acabamos de chegar em Veneza, Marco quer marcar nosso casamento, não entendo o motivo de estar tão longe, principalmente por ser fora da Sicília. Entramos juntos na Basílica de Santa Maria della Salute, observo-o rindo. — Sério, nessa igreja? — Foi aqui que eu te vi pela primeira vez. — J**a a cabeça para o lado. — Também a perdi pela primeira vez aqui, então que seja onde te tornarei minha mulher diante Deus. — É religioso, Marco? — Acredito no paraíso e no inferno, minha mãe era religiosa, seria difícil não manter as crenças. — Por que se casar em uma igreja é tão importante para você? — Se um dia me deixar por outro, nunca casará em igreja, pois diante de Deus só é válido o primeiro casamento, e enquanto eu estiver vivo perante o céu, serei seu marido e você minha esposa — Ok, eu não estava
Clara Tommaso Vejo-o tão vulnerável agora, reconheço os motivos de meu pai, ele sempre foi a minha melhor opção, alguém que me protegeria sem se importar com a própria vida, ao ponto de se mutilar para provar tamanha fidelidade. Não sei se sou digna desse voto, mas honrarei esse homem além de todas as coisas, ele é digno de honestidade. — Estou faminto — murmura em meus lábios conforme nossas testas se juntam. Pego o punhal da mão de Marco e me mutilo na palma da minha mão direita. — Eu prometo que te respeitarei por todo o tempo que passarmos juntos, serei sua aliada e esposa, não importa o que me aconteça, também te prometo minha vida. — Seguro a mão direita de Marco, unindo nossas mãos feridas. Nosso voto de sangue agora está completo. — Você não precisa fazer isso… — Com os olhos arregalados, oscila. — Preciso, nossa relação será recíproca. — Eu queria te surpreender e quem acabou surpreso fui eu, ironia… — Dá de ombros, ambos soltando risadas alegres. …………. Alguns min
Clara Tommaso — Você já sabe o que fazer — Marco segura minha mão e aperta, uma lágrima cai dos meus olhos, seco e o observo enquanto me fixa profundamente —, esteja pronta para fazer tudo que for necessário. — Não sou uma puta, se isso inclui dar para seu irmão, esqueça. — Por Deus, nunca que te pediria isso, seduza Magno, mas não se entregue aos seus encantos, achou mesmo que eu iria querer isso, Clara? — Se esse plano não der certo, matarei você! — Bato no peitoral dele levemente. — Se esse plano não funcionar, eu serei morto antes mesmo de voltar a vê-la, sabe que estou me arriscando a ficar sem nada, então isso precisa funcionar. — Se você morrer, irei onde estiver seu túmulo, te desenterrar e te matar novamente. — Aposto que sim, minha pequena selvagem. — Acaricia minha bochecha e beija minha testa. — Não diga que é agora, não estou preparada para te deixar ir. — Sussurrei. — É agora, não esqueça, não poderei saber nada além de códigos com Eric, serei monitora
Clara Tommaso Uma semana havia se passado desde a partida de Marco, treinei luta com Eric, o garoto é tão inseguro que perdeu todas as vezes para mim. Tratando-se de contabilidade, ele domina bem, e melhora a cada dia, mas acredito que ao perder as lutas comigo, seja por eu ser mulher, infelizmente é muito cavalheiro, o tipo de homem que não faz meu tipo. Graças a Deus, já chega de homens dessa família, não suporto Magno. Eric se torna meu amigo a cada dia que passa, Magno vive como um cachorro pidão aos meus pés, seduzindo, criticando o irmão. Tão babaca! — Terra chamando Clara! — Eric estala os dedos bem na frente dos meus olhos. Sorrio e debocho: — Não vive um minuto sem minha atenção? — Código verde. — Depois de sete dias eu finalmente tive uma notícia de Marco por meio de Eric, esse código significa que está dando tudo certo e talvez ele volte antes do previsto. — O que respondeu? — Código laranja. — Eric afirma o que eu conversei com ele no meio da semana, que seria
Marco Cesare — Ela desligou o celular, precisamos correr! — Estou em desespero, não posso perdê-la, a polícia não chegaria atirando para matar, tem algo errado nessa história. Uma mensagem chega, é a localização em tempo real de Clara. Embora eu conheça o lugar, procuro rotas mais rápidas, e entrego o mapa para o motorista. Por sorte, Eric me diz que ela está em Milão para provar o vestido, pois queria fazer uma surpresa. Talvez seja o destino me guiando para esse momento. — Você sabe que isso não é polícia, certo? — Eric tira o som do carro e pega uma bolsa da mala. — Eu sei, esses filhos da puta são assassinos de elite, devem ser pessoas participando do leilão. — Meu primo abre a bolsa e retira uma espingarda, pego a bolsa e diante de todas está a minha preferida, Thompson M1921 Submachine Gun. …… Quando chegamos próximo ao local, o som de tiros estava alto, meu desespero fala mais alto, pela primeira vez eu sinto medo. Guiado pelo barulho, seguimos, e como todos foram pegos
Marco Cesare Conforme ela caminha na minha direção, meu coração salta em dobro, foi aí que descubro o quanto estou perdidamente apaixonado por Clara. Totalmente sem fôlego, talvez em outra situação eu sorriria por ver a mulher da minha vida caminhando para o altar, mas agora estou controlando todas as emoções que sinto por tê-la vestida de noiva vindo para mim. Na Itália não há outra cor de vestido, sei que odeia isso, mas, assim como eu, compreende a cultura de seu país, o buquê vermelho foi escolhido por mim, rosas-vermelhas simbolizam paixão, também é cultura que o noivo escolha. Até de véu ela está, é indispensável, sou grato por manter minhas exigências.Eu a quis casando conforme nossas crenças, e até a fitinha azul na cintura ela coloca, sinônimo de pureza e sinceridade, segura um terço, e está usando o colar da minha tia. O terço é algo do passado de Clara, simboliza o passado que não pode ser esquecido, o colar que é da minha tia simboliza amizade, ter algo emprestado signi
Clara Tommaso— Clara, sente-se e respire, beba um pouco. — Eric pede como parte do plano. — Estou cansada desse ambiente, preciso de oxigênio. — Retiro-me do salão de festas, indo em direção a porta, e cada passo que dou é como se meu coração fosse sair pela boca, pois eu sinto as batidas em minha garganta. Eu sei o que me espera do outro lado dessa porta, não sei se estou preparada para ver, as portas se abrem, e como eu previ, a cena é difícil de aceitar. — Marco? Ele está beijando Maria, e ao meu chamado se afasta, todos no salão viram, sem saber como melhor atuar, ou reagir, me aproximo dele e carimbo seu rosto com um tapa forte, minha palma arde, o olhar confuso dele me pergunta os meus motivos. Sabia que ia beijá-la, porém não aceitei isso, essa merda foi ideia sua, será que queria isso? Seu cretino, ainda terei chance de arrancar seus testículos fora! A música para, ele brada: — Que porra você acabou de fazer? — Nosso casamento será anulado. A puta sorri assim que afirm