Capítulo 1 - Gravidez

Eu poderia muito bem ignorá-la e ir embora. Merda. Retiro minha blusa e saiu correndo até ela que já está dentro da água. Antes que eu chegue perto dela ela some em meio às águas. Cazzo. Mergulho, mas não enxergo ela, óbvio está escuro.

-CASSANDRA! CASSANDRA!- grito e ouço um grito. Mergulho e vou mais para frente, e é onde a encontro se afogando. Que ótimo. Pego ela, e saímos de dentro da água. Ela tosse.

-Minha vontade é de te matar!- digo irritado, e a desgraçada ainda tem coragem de ri.

-Não foi tão ruim.- diz ficando de pé e indo novamente pra água.

-Cassandra sai daí. Eu não vou mais te ajudar.- digo falando sério. Ela sorri de lado e começa a tirar a roupa. Tira o vestido, depois o sutiã, ficando apenas de calcinha.

-Sempre tive o fetiche de fazer no mar.

-Você é INACREDITÁVEL! Sai dessa água, ou eu vou embora.- ela faz menção de tirar a calcinha, mas uma onda a atinge e ela cai.

-HADES.- grita e reviro os olhos, merda. Lá vai eu salvar ela de novo, estou ficando sem palavras.

Entro no mar pela segunda vez, em plena madrugada, a água está gelada, por causa de uma louca. Pego ela pelos braços, e vitoriosa ela me mostra sua calcinha na mão. Tenho vontade de esganar seu pescoço, mas ela nem me deixa pensar, e me beija. Retribuo o beijo de forma mais agressiva, com raiva, e é exatamente assim que a m*****a gosta.

◆◆◆

Alguns meses mais tarde

Ainda em choque tento absorver a informação, já faz dois dias que a Cassandra disse que está grávida, mas ainda me sinto em choque. Tenho certeza assim como ela que foi naquele dia na praia, ali foi a única vez que não usamos camisinha, e a Cassandra disse que esqueceu de tomar a pílula do dia seguinte.

Oque vamos fazer? Eu não faço ideia. Isso é tudo culpa minha! Eu devia ter me afastado muito antes dela, me deixei levar e agora estamos nessa situação.

Apesar que depois daquela noite na praia, eu me afastei drasticamente da Cassandra, mal nos víamos, o que estava perfeito, mas agora, tudo mudou, eu me afastei muito tarde.

- Vai querer fazer um teste de paternidade?- mamma pergunta.

-A Cassandra pode ser louca o quanto for, mas sei quando está mentindo, e agora ela não está.

-Eu gostaria de poder ajudá-lo figlio. Seu olhar está tão perdido.

-Eu me sinto perdido. Mamma, um figlio? Nesse mundo que vivo? Sabe quantos inimigos eu tenho? Cazzo, isso não podia ter acontecido.

-Isso, é seu figlio. Vai ter que enfrentar tudo sem demonstrar fraqueza, não de abertura ao inimigo, traga essa moça para morar aqui, a segurança do meu neto em primeiro lugar.

-A Cassandra e eu morando no mesmo teto? Isso vai se um inferno.

-Eu conversei brevemente com ela, e percebi que apesar de não querer demonstrar, ela parece apreensiva com tudo isso.

- Tenho pena dessa criança, tendo a Cassandra como mãe e eu como pai, eu vou ser a merda de um pai.

-Hades Ambrogetti! Nunca mais repita isso. Você teve um belo exemplo de pai dentro dessa casa, o seu pai.

-Tem razão mamma, mas eu não sou meu pai.- digo com pesar.

-Não, não é. Mas se lembre de como era seu relacionamento com ele, busque em suas lembranças, amore.

-Eu adoraria ter com meu filho um relacionamento como eu tinha com o babbo.- digo me lembrando de como era bom te-lo por perto, ele era meu melhor amigo.

-E você pode ter. Hades, em primeiro tente ter um convívio agradável com a Cassandra, se lembre que tudo o que ela sente seu filho também sente. Tenha paciência.

-Paciência, tenho que ter muito autocontrole.- suspiro.

◆◆◆

Chego em casa, já passa das 23h, tive muito trabalho no bunker, mas ainda consegui chegar "cedo". Estou subindo as escadas quando ouço um barulho de algo caindo. Será que mamma esta acordada? Cassandra deve está dormindo, ultimamente ele tem dormido cedo.

Por curiosidade, sigo o som do barulho que parece ter vindo da cozinha, a luz de lá também está acessa. Chego na cozinha e vejo Cassandra sentada enquanto bebe alguma coisa.

-Perdeu o sono?- faz uma semana que ela se mudou pra cá.

-Tive um sonho ruim.- da de ombros.

-Hm, isso é chá? - ela faz careta.

-Uísque.- diz e na mesma hora pego o copo de sua mão. Ela me olha confusa. - Por que fez isso?

-Cazzo! Cassandra, você não pode beber, está querendo embreagar nosso filho?- ela revira os olhos.

-Como se você se importasse com essa criança.- suspiro e lembro das palavras da minha mamma, paciência.

-É claro que me importo, porque acha que está nessa casa?

-Não sei.- da de ombros, suspiro cansado.

-Cassandra eu me importo com esse figlio, confesso que o melhor pra ele é que eu não fosse o pai, mas eu sou, e farei de tudo para protegê-lo, para ser um bom pai. Eu quero ser um bom pai, e você? Que ser uma boa mãe?

-Que pergunta estúpida, é claro que sim.

-Então comece parando de beber, de fumar. Comece amadurecer.

-Esta bem, já parei.- diz e revira os olhos, parece uma adolescente rebelde e eu o responsável dela, céus.

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