Eu poderia muito bem ignorá-la e ir embora. Merda. Retiro minha blusa e saiu correndo até ela que já está dentro da água. Antes que eu chegue perto dela ela some em meio às águas. Cazzo. Mergulho, mas não enxergo ela, óbvio está escuro.
-CASSANDRA! CASSANDRA!- grito e ouço um grito. Mergulho e vou mais para frente, e é onde a encontro se afogando. Que ótimo. Pego ela, e saímos de dentro da água. Ela tosse. -Minha vontade é de te matar!- digo irritado, e a desgraçada ainda tem coragem de ri. -Não foi tão ruim.- diz ficando de pé e indo novamente pra água. -Cassandra sai daí. Eu não vou mais te ajudar.- digo falando sério. Ela sorri de lado e começa a tirar a roupa. Tira o vestido, depois o sutiã, ficando apenas de calcinha. -Sempre tive o fetiche de fazer no mar. -Você é INACREDITÁVEL! Sai dessa água, ou eu vou embora.- ela faz menção de tirar a calcinha, mas uma onda a atinge e ela cai. -HADES.- grita e reviro os olhos, merda. Lá vai eu salvar ela de novo, estou ficando sem palavras. Entro no mar pela segunda vez, em plena madrugada, a água está gelada, por causa de uma louca. Pego ela pelos braços, e vitoriosa ela me mostra sua calcinha na mão. Tenho vontade de esganar seu pescoço, mas ela nem me deixa pensar, e me beija. Retribuo o beijo de forma mais agressiva, com raiva, e é exatamente assim que a m*****a gosta. ◆◆◆ Alguns meses mais tarde Ainda em choque tento absorver a informação, já faz dois dias que a Cassandra disse que está grávida, mas ainda me sinto em choque. Tenho certeza assim como ela que foi naquele dia na praia, ali foi a única vez que não usamos camisinha, e a Cassandra disse que esqueceu de tomar a pílula do dia seguinte. Oque vamos fazer? Eu não faço ideia. Isso é tudo culpa minha! Eu devia ter me afastado muito antes dela, me deixei levar e agora estamos nessa situação. Apesar que depois daquela noite na praia, eu me afastei drasticamente da Cassandra, mal nos víamos, o que estava perfeito, mas agora, tudo mudou, eu me afastei muito tarde. - Vai querer fazer um teste de paternidade?- mamma pergunta. -A Cassandra pode ser louca o quanto for, mas sei quando está mentindo, e agora ela não está. -Eu gostaria de poder ajudá-lo figlio. Seu olhar está tão perdido. -Eu me sinto perdido. Mamma, um figlio? Nesse mundo que vivo? Sabe quantos inimigos eu tenho? Cazzo, isso não podia ter acontecido. -Isso, é seu figlio. Vai ter que enfrentar tudo sem demonstrar fraqueza, não de abertura ao inimigo, traga essa moça para morar aqui, a segurança do meu neto em primeiro lugar. -A Cassandra e eu morando no mesmo teto? Isso vai se um inferno. -Eu conversei brevemente com ela, e percebi que apesar de não querer demonstrar, ela parece apreensiva com tudo isso. - Tenho pena dessa criança, tendo a Cassandra como mãe e eu como pai, eu vou ser a merda de um pai. -Hades Ambrogetti! Nunca mais repita isso. Você teve um belo exemplo de pai dentro dessa casa, o seu pai. -Tem razão mamma, mas eu não sou meu pai.- digo com pesar. -Não, não é. Mas se lembre de como era seu relacionamento com ele, busque em suas lembranças, amore. -Eu adoraria ter com meu filho um relacionamento como eu tinha com o babbo.- digo me lembrando de como era bom te-lo por perto, ele era meu melhor amigo. -E você pode ter. Hades, em primeiro tente ter um convívio agradável com a Cassandra, se lembre que tudo o que ela sente seu filho também sente. Tenha paciência. -Paciência, tenho que ter muito autocontrole.- suspiro. ◆◆◆ Chego em casa, já passa das 23h, tive muito trabalho no bunker, mas ainda consegui chegar "cedo". Estou subindo as escadas quando ouço um barulho de algo caindo. Será que mamma esta acordada? Cassandra deve está dormindo, ultimamente ele tem dormido cedo. Por curiosidade, sigo o som do barulho que parece ter vindo da cozinha, a luz de lá também está acessa. Chego na cozinha e vejo Cassandra sentada enquanto bebe alguma coisa. -Perdeu o sono?- faz uma semana que ela se mudou pra cá. -Tive um sonho ruim.- da de ombros. -Hm, isso é chá? - ela faz careta. -Uísque.- diz e na mesma hora pego o copo de sua mão. Ela me olha confusa. - Por que fez isso? -Cazzo! Cassandra, você não pode beber, está querendo embreagar nosso filho?- ela revira os olhos. -Como se você se importasse com essa criança.- suspiro e lembro das palavras da minha mamma, paciência. -É claro que me importo, porque acha que está nessa casa? -Não sei.- da de ombros, suspiro cansado. -Cassandra eu me importo com esse figlio, confesso que o melhor pra ele é que eu não fosse o pai, mas eu sou, e farei de tudo para protegê-lo, para ser um bom pai. Eu quero ser um bom pai, e você? Que ser uma boa mãe? -Que pergunta estúpida, é claro que sim. -Então comece parando de beber, de fumar. Comece amadurecer. -Esta bem, já parei.- diz e revira os olhos, parece uma adolescente rebelde e eu o responsável dela, céus.- Ótimo.- respondo cansado, ela sorri de lado, levanta e vem até mim. Na maior intimidade coloca os braços ao redor do meu pescoço. -Bem que podíamos nos divertir.- beija meu pescoço, me afasto. -Não confunda as coisas. Continuamos não tendo nada. - reafirmo, falo isso diariamente, mas ela simplesmente prefere ignorar.-Porque insiste com isso? Vamos ter um filho, deveríamos nos casar! - quando ela começa a falar assim, como uma louca, tenho que pegar todas as minhas reservas de paciência.-Cassandra para! Você ainda não percebeu que somos tóxicos um para o outro? -Olha aqui Hades, você não vai se livrar de mim quando esse bebê nascer, estamos ligados para sempre, é melhor se acostumar com essa ideia.- aperto minhas mãos, em uma tentativa de aplacar minha raiva.-Você deveria ir dormir. - sai pausadamente, meu olhar já deve está escuro, demonstrando o quão irritado estou.-Não tô afim, acho que vou sair.- fala em tom provocativo e sai andando. Com a mão fechada dou um soco na mesa,
Alguns anos mais tarde:Termino de pentear os seus cabelos, tirando qualquer embaraço, e começo a trançar, ainda não sou o melhor fazendo isso, tem vezes que acabo me confundindo e me perdendo com tantos fios de cabelos nas mãos, mas sempre aceito o desafio quando ela pede, não consigo dizer não, e sua carinha feliz quando ver que fiz é impagável. Pego uma elástico de cabelo e finalizo a trança do dia.Essa saga, começou quando uma vez ela estava assistindo um desenho de uma princesa, e a bendita princesa tinha uma trança de lado, naquele mesmo dia ela me pediu para fazer nela, mas eu não sabia fazer, ficou um desastre, mas no mesmo dia eu fui ver alguns tutoriais no YouTube e aprendi direitinho, ela ama quando arrumo seu cabelo. Quem ver esse Hades, nem deve conseguir imaginar o que faço no turno que não estou com minha pequena.Para deixa-la ainda mais linda, termino colocando um laço que ela escolheu, minha menina é bem vaidosa, tão pequena mas gosta de se arrumar, de se enfeitar,
Algum tempo depois:Saio de imediato do carro assim que ele para, olho descrente para a casa a minha frente, corro até a frente da casa, subo os degraus chegando a porta principal, tento derruba-la, mas falho miseravelmente. Olho para minhas mãos e as vejo tremerem, elas nunca tremem. Olho em volta e sinto meus olhos lacrimejarem devido a fumaça. -BABBO - ouço a voz da minha garotinha vindo de dentro da casa, coloco a mão na cabeça em desespero. -SOFIA! EU ESTOU INDO. - grito em resposta, indo novamente de encontro a porta, chuto, esmurro, mas a porta não cede, pego minha arma e atiro na maçaneta, chuto a porta novamente. Sinto quando meus irmãos chegam e me ajudam. Com a porta agora caída olho em volta e a fumaça já tomou conta de todo lugar. -FILHA- grito em busca de resposta, mas ninguém responde, ela não responde. - SOFIA. - desesperado a chamo, eu não posso perde-la, minha filha não! Ando mais um pouco e vejo o teto mais a frente ceder, está quase impossivel de respirar aqui
Entro no estacionamento subterrâneo do bunker, desligo o carro e desço, retiro meu casaco e jogo no banco. Vou até o porta malas, e pego uma solução de ácido fluorídrico, pedi ontem a noite a nosso químico. Confesso que sou um grande admirador da química, principalmente na tortura. Já dentro do bunker, vou a passos rápidos e firmes até a sala onde nossos convidados estão acomodados. Entro e já vejo o estrago que possivelmente meus irmãos fizeram, estão com olhos inchados e soube que a Nefertari capou um deles, apesar do meu pedido.- Buongiorno.- falo chamando atenção. Ambos arregalam os olhos quando me veem.- Soube que já conheceram meus irmãos... e irmã. - digo e o Fedez cospe. -Aquela vadia.- Acredito que descobri quem ela capou. Me viro para minha mesa onde meus utensílios estão expostos. Não preciso de informação, sei exatamente quem mandou matar minha filha, esses dois a sequestraram e a mataram, mas quem deu a ordem foi outro, foi o maldito Henri.Depois de anos ele resolve
Sem camisa, pelo fato que a que estava está suja de sangue, mamma não suporta a ideia de estarmos em casa com resquisios de sangue de outra pessoa. Na sala está o Apolo, pensativo, vou até ele e me sento a sua frente, ele sustenta um olhar de alguns segundos comigo antes de desviar para os papeis que tem em mãos. -Me entregaram hoje pela manhã, antes de queimar, consegui trazer.- diz me entregando a segunda certidão de nascimento da Sofia, a certidão que ela teria caso tivesse que refazer sua vida. Na máfia, todos temos dois documentos, em um eu sou Hades, e caso ocorra alguma merda, e eu tenha que fugir, eu tenho outro documento que nem eu faço ideia de qual seja meu nome lá, e espero nem saber, esse documento fica em posse de um padrinho que só aparece no momento de entregar o documento, é tudo muito oculto. Pedi ao Apolo para ver o de Sofia, o porquê? Nem eu sei. Abro a pasta, e se inicia Sofia Ambrogetti, pai Hades Ambrogetti, mãe: não possui linhagem Ambrogetti - nunca cheguei
Dois anos mais tarde: ESMERALDA DEL CASTRO Sorriu e beijo várias vezes o rosto da dona Bia, não posso acreditar que ela conseguiu um emprego para mim! Já faz 1 mês que ando para cima e para baixo deixando currículos, mas acredito que por não ter um bom curriculum não fui chamada, não tenho muitos cursos, não falo dois idiomas, sem muita experiência de outros trabalhos, nada que destaque. Mas como um anjo a senhora Bia veio a meu socorro, já pronta para vender algumas coisas que acredito que daria algum valor significativo, como o conjunto de colar e brincos que meu pai me deu no meu aniversário de 15 anos. Ah meu pai, só de pensar nele meu coração fica apertado, já faz 2 anos da sua morte, e dói na mesma intensidade sua ausência. -Você é uma boa menina, e eu prometi ao seu pai que cuidaria de você. - fico emocionada, sempre que falam do meu pai fico assim, emotiva, ele era meu porto seguro, o alicerce da casa. -Na segunda você precisa ir apenas para assinar alguns papéis, e Esme, t
ESMERALDA DEL CASTRO Uma ótima forma de começar no trabalho! Meu Deus que vergonha, que vergonha, que vergonha! Pego um copo com água e bebo rapidamente, me sento em uma cadeira e tento me acalmar, que vergonha, coloco a mão no rosto. Eu só queria ajeitar o quarto. Não sabia que o filho da Sra. Atena estaria na casa, mas quando me aproximei da porta ouvi vozes, então bati, e quis enterrar meu rosto quando a porta se abriu e uma mulher enrolada em um lençol finíssimo que não cobria quase nada sua nudez. Ainda consegui ver um homem atrás dela possivelmente era o Sr. Hades, não vi seu rosto mas aquele é o quarto dele. Que vergonha, sai quase correndo, mas também não tive culpa, a mulher la que quis abrir a porta estando quase nua, pra que isso? Eu não era obrigada a vê-la daquele jeito, sem contar do clima sexual que o quarto exalava, Deus é mais. -Tudo bem, Esmeralda? Já terminou os quartos?- pergunta Rosale
ESMERALDA DEL CASTRO-Sim, senhor, deixe ao menos guardar.- ele fica calado, então entendo como um "tudo bem", rapidamente fico de joelhos e pego cada roupinha que caiu e o ursinho, coloco tudo de volta na caixa, depois coloco a tampa, faço tudo rápido, sem olhar para ele, mas sinto seu olhar em mim o que deixa-me nervosa. Faço uma pequena careta, quando me recordo que a parte onde a caixa estava no closet é bem alta, então faço o que me resta, fico na ponto do pé e dou pulinhos, mas como hoje realmente não é meu dia de sorte, parece que está ainda mais alto! E meus esforços parecem não ajudar, porque não consigo colocar a caixa, e pior a sinto escorregar das minhas mãos, e quando acho que vai cair novamente, o Sr. Hades a segura, arregalo os olhos. -Solte, e saia.- fala indo para trás de mim e não espera que eu solte, apenas a puxa rudemente das minhas mãos. Sinto meu coração acelerar quando o sinto perto. Me viro para ele, mas não olho para seu rosto, mais uma vez, olho para o chã