- Ótimo.- respondo cansado, ela sorri de lado, levanta e vem até mim. Na maior intimidade coloca os braços ao redor do meu pescoço.
-Bem que podíamos nos divertir.- beija meu pescoço, me afasto. -Não confunda as coisas. Continuamos não tendo nada. - reafirmo, falo isso diariamente, mas ela simplesmente prefere ignorar. -Porque insiste com isso? Vamos ter um filho, deveríamos nos casar! - quando ela começa a falar assim, como uma louca, tenho que pegar todas as minhas reservas de paciência. -Cassandra para! Você ainda não percebeu que somos tóxicos um para o outro? -Olha aqui Hades, você não vai se livrar de mim quando esse bebê nascer, estamos ligados para sempre, é melhor se acostumar com essa ideia.- aperto minhas mãos, em uma tentativa de aplacar minha raiva. -Você deveria ir dormir. - sai pausadamente, meu olhar já deve está escuro, demonstrando o quão irritado estou. -Não tô afim, acho que vou sair.- fala em tom provocativo e sai andando. Com a mão fechada dou um soco na mesa, de leve, e a sigo. -Cassandra não inventa. -Talvez seja um desejo, desejo de sair. - abre a porta principal e só de blusa sai. A blusa é comprida e não deixa a mostra sua calcinha, se é que ela tá usando uma. Ando mais rápido e não acredito quando a vejo subir na minha moto. Ela a liga, corro e fico na frente da moto. -Desliga isso! -Se não sair da minha frente, eu passo por cima.- diz e não duvido mesmo que passe. -Tudo bem, você que sair? Então desce, eu te levo, mas vamos de carro. -Tudo bem então.- sorri vitoriosa. -Você vai assim? -Sim, vamos pra passione.- essa gravidez vai ser demasiadamente longa. ◆◆◆ Meses mais tarde Sento no bar, mas não peço nada, fico apenas observando a Cassandra, ela está dançado. Já interceptei dois copos de uísque, da pra acreditar? E a cachorra ainda nega dizendo que não era pra ela, que o garçom se confundio. Já foram tantas loucuras que a Cassandra aprontou, que sinceramente eu não sei como minha filha ainda está bem. Não vejo a hora dela nascer, só assim saberei que nenhuma loucura que Cassandra fizer em si mesma vai mais machucá-la. -Posso sentar?- olho pro lado, e vejo uma mulher, muito bonita, balanço a cabeça positivamente, na verdade nem tinha porque ela pedi permissão, estou no bar, não é como se eu tivesse sentado em uma mesa particular. -Me chamo Luna, posso saber seu nome?- Desvio meu olhar da Cassandra e olha pra mulher. -Hades, prazer. Seus olhos são lindos.- são azuis claro, tras uma paz. Uma coisa que não tenho a algum tempo já. -Obrigada, você...- ela não tem tempo de terminar de dizer, uma mão puxa seu cabelo e ela cai no chão. -SUA CAGNA, esse homem não está solteiro ou sozinho.- diz e começa a dar t***s na mulher, na mesma hora tento separar, seguro a Cassandra, mas a mulher está completamente instável. -Sua louca!- diz e tenta bater na Cassandra, mas não deixo, tiro a Cassandra da sua visão e ela acaba dando t***s em meu braço. -CASSANDRA! Chega, vamos embora. - digo e saiu com a Cassandra no colo. Já no lado de fora eu a solto. Mas ela continua descontrolada, e eu só penso na minha filha, tento colocar minha mão em sua barriga, mas ela desvia tentando entrar na casa noturna. -Eu vou voltar lá e vou bater mais nela! Ou melhor, eu vou matar ela! - Como daquela vez? Já conversamos sobre isso, não pode sair matando só porque vieram falar comigo. - digo a olhando muito sério, ela engole em seco, mas não perde a pose. -Foi tudo culpa sua, quem mandou transar com ela. E que saber? Eu não me arrependo, faria tudo de novo. E se essa azinha aí se aproximar, eu posso não matá-la, mas ela vai apanhar de novo. -JÁ CHEGA CAZZO! PARA. - grito e ela enfim para de falar e me olha. -Você gostou dela não é? Seu desgraçado. -Cassandra olha o tamanho da sua barriga! Você podia ter machucado nossa filha. -Você Hades! Você me deixa louca. Somos uma família agora, será que dá pra você respeitar isso? -Cassandra, quantas vezes eu vou ter que te dizer que não estamos em um relacionamento? E outra, não estava acontecendo nada! A mulher só se sentou ao meu lado. -Não aconteceu nada porque eu cheguei na hora. Eu sei que estou feia, gorda e inchada, mas poxa...- diz e me olha triste, suspiro. Calma Hades, calma. -Ei, você não está feia, para de paranoia. Você está linda, você é linda.- ela sorri e vem até mim, me abraça. -Agora só falta você deixar de ser cabeça dura e me aceitar como sua mulher. Podemos casar antes dela nascer.- diz e desfaço o abraço. -Não começa Cassandra.- balanço a cabeça negativamente. -Hades, escuta bem o que eu vou te dizer. Se você não casar comigo, você não casa com mais ninguém, entendeu? -Para de falar estupidez! -Eu sumo com a Sofia. Eu faço um inferno na sua vida. -Olha aqui, eu te mato se fizer isso.- digo como uma promessa. Seu olhar não transmite medo. -Morremos juntos então.- diz e entra no carro. O que eu faço com ela? Eu sei que quando a Sofia nascer, ela vai fazer um inferno. Temo ter que tomar uma decisão drástica. Dio me ajude.Alguns anos mais tarde:Termino de pentear os seus cabelos, tirando qualquer embaraço, e começo a trançar, ainda não sou o melhor fazendo isso, tem vezes que acabo me confundindo e me perdendo com tantos fios de cabelos nas mãos, mas sempre aceito o desafio quando ela pede, não consigo dizer não, e sua carinha feliz quando ver que fiz é impagável. Pego uma elástico de cabelo e finalizo a trança do dia.Essa saga, começou quando uma vez ela estava assistindo um desenho de uma princesa, e a bendita princesa tinha uma trança de lado, naquele mesmo dia ela me pediu para fazer nela, mas eu não sabia fazer, ficou um desastre, mas no mesmo dia eu fui ver alguns tutoriais no YouTube e aprendi direitinho, ela ama quando arrumo seu cabelo. Quem ver esse Hades, nem deve conseguir imaginar o que faço no turno que não estou com minha pequena.Para deixa-la ainda mais linda, termino colocando um laço que ela escolheu, minha menina é bem vaidosa, tão pequena mas gosta de se arrumar, de se enfeitar,
Algum tempo depois:Saio de imediato do carro assim que ele para, olho descrente para a casa a minha frente, corro até a frente da casa, subo os degraus chegando a porta principal, tento derruba-la, mas falho miseravelmente. Olho para minhas mãos e as vejo tremerem, elas nunca tremem. Olho em volta e sinto meus olhos lacrimejarem devido a fumaça. -BABBO - ouço a voz da minha garotinha vindo de dentro da casa, coloco a mão na cabeça em desespero. -SOFIA! EU ESTOU INDO. - grito em resposta, indo novamente de encontro a porta, chuto, esmurro, mas a porta não cede, pego minha arma e atiro na maçaneta, chuto a porta novamente. Sinto quando meus irmãos chegam e me ajudam. Com a porta agora caída olho em volta e a fumaça já tomou conta de todo lugar. -FILHA- grito em busca de resposta, mas ninguém responde, ela não responde. - SOFIA. - desesperado a chamo, eu não posso perde-la, minha filha não! Ando mais um pouco e vejo o teto mais a frente ceder, está quase impossivel de respirar aqui
Entro no estacionamento subterrâneo do bunker, desligo o carro e desço, retiro meu casaco e jogo no banco. Vou até o porta malas, e pego uma solução de ácido fluorídrico, pedi ontem a noite a nosso químico. Confesso que sou um grande admirador da química, principalmente na tortura. Já dentro do bunker, vou a passos rápidos e firmes até a sala onde nossos convidados estão acomodados. Entro e já vejo o estrago que possivelmente meus irmãos fizeram, estão com olhos inchados e soube que a Nefertari capou um deles, apesar do meu pedido.- Buongiorno.- falo chamando atenção. Ambos arregalam os olhos quando me veem.- Soube que já conheceram meus irmãos... e irmã. - digo e o Fedez cospe. -Aquela vadia.- Acredito que descobri quem ela capou. Me viro para minha mesa onde meus utensílios estão expostos. Não preciso de informação, sei exatamente quem mandou matar minha filha, esses dois a sequestraram e a mataram, mas quem deu a ordem foi outro, foi o maldito Henri.Depois de anos ele resolve
Sem camisa, pelo fato que a que estava está suja de sangue, mamma não suporta a ideia de estarmos em casa com resquisios de sangue de outra pessoa. Na sala está o Apolo, pensativo, vou até ele e me sento a sua frente, ele sustenta um olhar de alguns segundos comigo antes de desviar para os papeis que tem em mãos. -Me entregaram hoje pela manhã, antes de queimar, consegui trazer.- diz me entregando a segunda certidão de nascimento da Sofia, a certidão que ela teria caso tivesse que refazer sua vida. Na máfia, todos temos dois documentos, em um eu sou Hades, e caso ocorra alguma merda, e eu tenha que fugir, eu tenho outro documento que nem eu faço ideia de qual seja meu nome lá, e espero nem saber, esse documento fica em posse de um padrinho que só aparece no momento de entregar o documento, é tudo muito oculto. Pedi ao Apolo para ver o de Sofia, o porquê? Nem eu sei. Abro a pasta, e se inicia Sofia Ambrogetti, pai Hades Ambrogetti, mãe: não possui linhagem Ambrogetti - nunca cheguei
Dois anos mais tarde: ESMERALDA DEL CASTRO Sorriu e beijo várias vezes o rosto da dona Bia, não posso acreditar que ela conseguiu um emprego para mim! Já faz 1 mês que ando para cima e para baixo deixando currículos, mas acredito que por não ter um bom curriculum não fui chamada, não tenho muitos cursos, não falo dois idiomas, sem muita experiência de outros trabalhos, nada que destaque. Mas como um anjo a senhora Bia veio a meu socorro, já pronta para vender algumas coisas que acredito que daria algum valor significativo, como o conjunto de colar e brincos que meu pai me deu no meu aniversário de 15 anos. Ah meu pai, só de pensar nele meu coração fica apertado, já faz 2 anos da sua morte, e dói na mesma intensidade sua ausência. -Você é uma boa menina, e eu prometi ao seu pai que cuidaria de você. - fico emocionada, sempre que falam do meu pai fico assim, emotiva, ele era meu porto seguro, o alicerce da casa. -Na segunda você precisa ir apenas para assinar alguns papéis, e Esme, t
ESMERALDA DEL CASTRO Uma ótima forma de começar no trabalho! Meu Deus que vergonha, que vergonha, que vergonha! Pego um copo com água e bebo rapidamente, me sento em uma cadeira e tento me acalmar, que vergonha, coloco a mão no rosto. Eu só queria ajeitar o quarto. Não sabia que o filho da Sra. Atena estaria na casa, mas quando me aproximei da porta ouvi vozes, então bati, e quis enterrar meu rosto quando a porta se abriu e uma mulher enrolada em um lençol finíssimo que não cobria quase nada sua nudez. Ainda consegui ver um homem atrás dela possivelmente era o Sr. Hades, não vi seu rosto mas aquele é o quarto dele. Que vergonha, sai quase correndo, mas também não tive culpa, a mulher la que quis abrir a porta estando quase nua, pra que isso? Eu não era obrigada a vê-la daquele jeito, sem contar do clima sexual que o quarto exalava, Deus é mais. -Tudo bem, Esmeralda? Já terminou os quartos?- pergunta Rosale
ESMERALDA DEL CASTRO-Sim, senhor, deixe ao menos guardar.- ele fica calado, então entendo como um "tudo bem", rapidamente fico de joelhos e pego cada roupinha que caiu e o ursinho, coloco tudo de volta na caixa, depois coloco a tampa, faço tudo rápido, sem olhar para ele, mas sinto seu olhar em mim o que deixa-me nervosa. Faço uma pequena careta, quando me recordo que a parte onde a caixa estava no closet é bem alta, então faço o que me resta, fico na ponto do pé e dou pulinhos, mas como hoje realmente não é meu dia de sorte, parece que está ainda mais alto! E meus esforços parecem não ajudar, porque não consigo colocar a caixa, e pior a sinto escorregar das minhas mãos, e quando acho que vai cair novamente, o Sr. Hades a segura, arregalo os olhos. -Solte, e saia.- fala indo para trás de mim e não espera que eu solte, apenas a puxa rudemente das minhas mãos. Sinto meu coração acelerar quando o sinto perto. Me viro para ele, mas não olho para seu rosto, mais uma vez, olho para o chã
HADES AMBROGETTI Já estou bem perto de casa, quando vejo na parada de ônibus uma mulher meio encolhida tentando se abrigar da chuva, desacelero o carro e olho mais atentamente, espera aí essa não é a nova empregada? Não me recordo de seu nome, só lembro que parecia uma gatinha assusta. Essa rua está escura e é pouco movimentada, principalmente pela chuva. Ela parece temerosa, levanta a cabeça quando um ônibus surge, ótimo deve ser o dela, não preciso ajuda-la, acelero o carro e pelo retrovisor vejo que o ônibus passa direto e ela não entra, acho que não era o dela, mas não é problema meu, seu ônibus deve está perto. Pode acontecer algo com ela, está escuro, esquisito, ela está assustada. Minha consciência acusa. Droga, minha honra não me deixa em paz, posso até ser um figlio de puttana, assassino e uma infinidade de adjetivos, mas sou um homem de honra, não machuco inocentes, pelo contrário, se possivel eu protejo. Protejer, essa palavra é amarga em meus lábios e pensame