Capítulo 10 - Carona
HADES AMBROGETTI

Já estou bem perto de casa, quando vejo na parada de ônibus uma mulher meio encolhida tentando se abrigar da chuva, desacelero o carro e olho mais atentamente, espera aí essa não é a nova empregada? Não me recordo de seu nome, só lembro que parecia uma gatinha assusta.

Essa rua está escura e é pouco movimentada, principalmente pela chuva. Ela parece temerosa, levanta a cabeça quando um ônibus surge, ótimo deve ser o dela, não preciso ajuda-la, acelero o carro e pelo retrovisor vejo que o ônibus passa direto e ela não entra, acho que não era o dela, mas não é problema meu, seu ônibus deve está perto.

Pode acontecer algo com ela, está escuro, esquisito, ela está assustada. Minha consciência acusa.

Droga, minha honra não me deixa em paz, posso até ser um figlio de puttana, assassino e uma infinidade de adjetivos, mas sou um homem de honra, não machuco inocentes, pelo contrário, se possivel eu protejo.

Protejer, essa palavra é amarga em meus lábios e pensame
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