~~CAPÍTULO 4~~
GORU Estou sentado no sofá bebendo enquanto meu irmão trabalha no seu macbook, sentado aqui, me lembro da época em que éramos mais jovens, ele lendo muitos papeis enquanto eu passava o dia todo vendo-o trabalhar. Engraçado como poucas coisas mudam. Ele continua bem ali, na minha frente, trabalhando na legalização do nosso dinheiro enquanto eu continuo aqui, observando-o desta vez com a porra de um copo de whisky para aliviar o estresse. O email que recebi ontem continha informações sobre a viagem da Marcela, estou massacrando a raiva para não explodir, e decidir pegar a porra de um jato direto para Paris. Procurar. Seus pais fizeram um bom trabalho em esconder muito detalhes, mas, eu me chamo Goru, nenhuma informação escapa de mim. Especialmente, quando ela foi parar em um hospital, no entanto seu arquivo desapareceu. Com isso, irei recorrer as delegacias, se ela foi a uma emergência, houve um registo do ocorrido. — Você está distante hoje. Meu irmão Ken comenta sem desviar seus olhos daquele aparelho. Brinco com minha bebida, ele me conhece. — Estava lembrando quando éramos jovens, você aí, eu aqui. Suspirei. — Está entediado? — Um pouco irmão. Respondi, em seguida revelei: — Ontem jantei com Marcela Mix. — Nunca pediu autorização para se relacionar. — Porque elas eram passageiras. — Porque está pedindo agora? Meu irmão tirou os olhos do macbook para me encarar, maldição, estou parecendo um menino pedindo ao seu irmão mais velho para namorar uma garota. Bom, meio que, estou pedindo autorização dele. — Ela é filha do governador da cidade, eles não são muito nossos fás. Há duas batidas na porta antes que ela seja aberta, um dos nossos homens entra, ao invés de ir em direção ao meu irmão ele dirige-se a mim. — Senhor, senhorita Marcela está aqui. Acenei minha cabeça o dispensando, coloquei copo na mesa e fiquei de pé. Em seguida Marcela entra na sala. — Tio Ken, bom dia. Marcela cumprimentou meu irmão, seus cabelos estão perfeitamente em harmonia, ela é uma garota da classe alta que foi especificamente ensinada a cuidar da sua aparência celestial. — Marcela, como vai? O que aconteceu com aquela menina rosa? Meu irmão questionou, notando sua mudança repentina. — As garotas crescem tio. — Bom, eu estou convencido que eu não sou o motivo da visita. — Em parte tio, peço autorização para Goru me levar para Dallas, gostaria de visitar Mahina. Meu irmão Ken, desvia o olhar do aparelho e olha para me depois para Marcela. Em seguida pegou seu telefone e discou seu número. Hiroshi. Nenhum membro da nossa família coloca os pés em Dallas sem autorização dele, vice-versa, essa decisão, estava no acordo estabelecido pelos Yakuzas. — Ken, pule essa Hiroshi, não liguei para negociar, você nem presta para fofocar cara, sim, foda-se cara. Meu irmão revira os olhos enquanto ri de alguma piada idiota do Hiroshi, não sei como dois sociopatas lidam com suas diferenças. Porra isso é ser louco. — Meu irmão mais novo, Goru, está chegando com uma visita para minha irmã, Oky, estou esperando você aqui. Ao encerrar a chamada ele acena. — Façam uma boa viagem. — Obrigado tio. Quando Marcela sai da sala meu irmão questiona: — Foi apenas um jantar? — Não toquei nela, irmão. Fiquei de pé na sua frente esperando. — Precisa da minha autorização? — Você é meu irmão mais velho, seja qual for sua decisão, eu irei obedecer. Estabelecer paz no nosso território é extremamente importante, se eu tiver que me afastar da Marcela em lealdade a nossa família, assim o farei, meu irmão permanece em silêncio por longos segundos até que diz: — Eu posso lidar com a ira do governador sem desestabilizar nosso território. Acenei entendendo o que ele quis dizer, abro a porta da sua sala e saio, encontrei Marcela me esperando no salão da boate. — Vamos. Eu disse a ela, atravessamos a boate até o estacionamento. Marcela abriu a bagagem do carro e tirou uma mini mala, garota esperta. Ajudei a carregar sua mala até o nosso transporte, em seguida, fomos ao aeroporto particular pertencente a nossa família. Quando o jato fica pronto para partir, nos acomodamos nas poltronas silenciosamente até Dallas onde está localizado o endereço e sede dos Yakuzas. — Marcela. Mahina, a irmã mais nova disse quando descemos do carro, elas correram para trocar abraços e carinhos. — Não acreditei quando mano ligou avisando que estão a caminho, Marcela minha amiga, seja muito bem-vinda. Irmão. Dei um breve aceno antes de dizer: — Vou falar com Yuki, talvez precise de ajuda. — Claro. Antes de entrar no carro, acenei para elas. ~~CAÍTULO 5~~ MARCELA Goru despediu-se da sua irmã e entrou no carro com os poucos homens que trouxe com ele, Mahina sorriu e beijou minha bochecha demostrando evidentemente sua felicidade. Estamos no estacionamento de condomínio, é notável os inúmeros carros estacionados por quase todo o estacionamento, alguns homens com armas exibidas em suas costas, andam tranquilamente por toda aera com um interfone na mão. Estou debaixo do prédio da nova família de Mahina. — Vamos entrar, Kira minha irmã e Marcy, minha cunhada estão de viagem, infelizmente não as conhecerá hoje, quem sabe outro dia? Assenti. Ela segurou minha mão e me guiou para o interior do elevador, digitou um código, e as partas fecham, o elevador é bastante espaçoso, cabem umas 10 pessoas e sua composição claramente seja a prova de bala. No mínimo, vi duas câmeras evidentes, acredito que existam mais, no entanto discretas. — Elas foram estaladas depois do ataque que a minha cunhada Sayuri sofreu, eles optaram por usar tecnologia de ponta a sensores, você está segura aqui. Engoli seco. As portas do elevador abrem-se revelando um lindo apartamento colorido luxuoso. — Você é muito bem-vinda. — Sua casa é linda. Eu murmurei para ela entrando no seu espaço pessoal, notei uma mulher muito bonita atrás do balcão. — Ela é Sayuri, minha cunhada. — Ela tem olhos puxadinhos, legal. — Ela é japonesa de origem, viveu e cresceu lá até seu casamento. Sayuri me deu seu melhor sorriso enquanto carrega consigo uma bandeja com taças e uma garrafa de vinho. — O que aconteceu com você? Meu rosto empalideceu com a sua pergunta. — Rosa, eu jurava que era sua referência quando se tornasse uma estilista, Marcela, minha amiga, eu nunca imaginei ver você desse jeito. Olhei para minhas calças jeans com minha camiseta esportiva. — Você pode me contar o que quiser, quando quiser. — Eu fui estuprada quando estava morando em Paris. As palavras saíram tão rápido que Mahina só digeriu minhas palavras depois de longos segundos, o choque é evidente no seu rosto segundos depois. Eu não sabia como ela reagiria se soubesse o que aconteceu naquele dia sombrio. — Eu sinto muito. Seus braços foram muito mais que acolhedores quando meu peito caiu em seu corpo, eu jurava que havia superado esse pesadelo quando Mahina chorava por mim. Ninguém merecer chorar por mim, eu fui tola. Muito tola. — Eu sinto muito, porra eu sinto muito, eu devia ter ligado, você passou por isso sozinha porra, não é justo, não é justo. Eu não sabia o que fazer. Ela está chorando por mim. — Mahina, por favor, sua crise de ansiedade. — Não gosto quando me tratam como se eu fosse uma doente. Mahina respondeu a Sayuri, limpei o rosto, Mahina tem um histórico de depressão e ansiedade, não é justo jogar meus problemas para ela. — Eu estou bem. Murmurei. Me afastei dela calmamente. — Por favor, não chore mais, eu não deveria jogar isso para você. — Marcela.. — Mahina. — Eles estão mortos? Quando o silêncio veio ela amaldiçoou. — Por que não ligou para meu irmão Ken? Ele tem muito estima por você. — Isso nunca me ocorreu. Sim. Nunca me ocorreu. — Você vai falar com Goru e contar tudo. — Marcela... eu — Ele gosta de você, sempre teve uma queda por ele. — Mahina... A que preço? — Você gosta dele. — Ele não é o cara que sonhei, corpo certo, profissão errada. — Meu irmão é legal. — Ele é um executor Mahina. — Meu marido é executor, ele é muito amoroso. — Não pertenço a máfia, meu pai nunca permitiria seu nome envolvido com máfia. — Se está pensando nas barreiras é porque gosta do meu irmão. Vai nessa, não irá se arrepender. — Querida, o círculo mafioso é exaustivo, homens esquecem de ser homens para viraram monstros, ele é um executor, sua vida não será, um mar de rosas, precisa ser inteligente, compreensiva, amorosa. Até os monstros merecem ser amados. Mahina segurou a minha mão. — Eu sinto muito, eu deveria ter ligado para saber como estava. — Não se culpe, lidar com um casamento, mudanças deve ter sido difícil. — Foi. Ela suspirou fundo e me contou o que aconteceu no ano em que estive fora. Ela casou, ficou viúva, casou novamente, teve depressão e agora superou. A vida dela foi mais conturbada que a minha, e nunca desistiu dos seus propósitos, quando anoiteceu, Goru veio me levar para o hotel aonde vamos nos hospedar. — Partirmos amanhã depois do café. Ele atravessou a sala e foi em direção ao seu quarto, segundos depois, o som do chuveiro chiando e a água batendo com força no chão chega aos meus ouvidos. Eu deveria caminha em direção contraria para meu quarto, quando abri a porta do seu e fui em direção do seu banheiro. No chão, noto sua camisa coberta de sangue, abri o zíper do vestido e tirei, caminhei em direção ao chuveiro, abrindo a porta que separa as barreiras. Quando levantei minhas mãos para segurar suas costelas, senti um empurrão e minhas costas colidindo com o vidro do banheiro. — Porra, eu poderia ter machucado você. — Não quis... colocá-lo sobre alerta. Murmurei. Goru soltou meu corpo, em seguida saiu do chuveiro, vestiu uma calça rapidamente e foi para o quarto, suspirei fundo e vesti o vestido da Mahina e o segui. — Não faça isso. — Eu, quero. — Não funciona assim. — Como funciona? — Reivindicação, se eu tocar em você, você não terá escolha a não ser ficar comigo. — Não foi assim com todas as mulheres que tocou. — Não precisei, elas são putas. — A gente pode tentar. — Eu vou matar todos aqueles que ousarem em tocar em você, você não terá escolha além de ficar comigo, dormir na minha cama, ser minha, goste ou não. ~~CAPÍTULO 6~~ GORU Com alguns passos largos, fechei a distância que nos separava. Uma onda de adrenalina alimentou minha força e queimou minhas veias quando eu agarrei seu braço e o torci atrás das costas antes de agarrar seu pescoço e forçá-la a descer, inclinada sobre a porra da cama. Empurrei com força, seus lábios franziram com a bochecha contra o colchão. Ela tentou falar, mas eu apertei meus dedos na parte de trás de seu pescoço, suas lágrimas manchando minha mesa de jantar. — É isso o que você quer? Mordi meu lábio inferior, meu pau palpitando de depravação, seu corpo dobrado e mantido no lugar perfeitamente para eu levá-la aqui, agora. Não havia ninguém por perto, ninguém que pudesse me parar. E mesmo que houvesse, ela está no meu quarto. Eu a possuía. — Por favor... — A menos que por favor seja seguido pelas palavras 'me' e 'foda', sugiro que mantenha a boca fechada. Ela fechou os olhos, mais lágrimas escorrendo, e então eu perdi todo o controle. Perdi todo o senso de certo e errado, vendo apenas minha vontade. Meu desejo. Meu anseio. Meus dedos rasgaram a sobreposição de seu vestido, frenéticos para expor a parte dela que eu queria reivindicar. Não havia nada que ela pudesse fazer além de chorar, me dando mais lágrimas que me mergulharam mais fundo na escuridão um lugar onde eu não dava a mínima. Isso veio com o sangue que percorreu minhas veias, um direito de sempre levar o que você queria sem remorso, sem arrependimento. — Por favor. — Eu sou um monstro. Puxei a saia do vestido por cima da bunda, calcinha branca de cetim me provocando em um frenesi. Seus quadris se moveram, e eu sorri enquanto deslizava um dedo dentro de sua calcinha, puxando-o para o lado, expondo uma firme, redonda e sensual bochecha que praticamente implorava para ser punida com carne vermelha e ardente. Sentei-me e olhei para baixo, querendo ver se sua boceta brilhava para mim. Meu pau pressionou contra o zíper da minha calça, latejando e doendo com a necessidade de foder. No segundo em que deslizei meu dedo nela, gemi quando sua boceta necessitada me recebeu – toda ensopada e pronta. — Jesus Cristo. Puxei meu dedo para fora dela, apenas para afundá-lo novamente. Desta vez, seus quadris se moveram, seu corpo querendo brincar junto. — Você está molhada, Marcela. Seu corpo está chorando por mim. Que significa... Afundei meu dedo nela. Cheguei mais fundo entre suas pernas e substituí meu dedo indicador com o polegar dentro dela enquanto procurava por seu clitóris o pequeno feixe de nervos que a deixaria em espiral fora de controle. Seu corpo arqueou quando eu pressionei o botão sensível, meu polegar continuando a trabalhar em sua vagina. Eu podia ouvir sua respiração ficando mais rápida, seu corpo se movendo mais livremente ao ritmo enquanto eu a fodia com os dedos mais forte, mais rápido, nunca deixando esse nervo central sob a ponta do meu dedo. Minha mente estava em um frenesi, todos os músculos do meu corpo implorando por liberação. Mas eu queria vê-la se desfazer pela minha mão, vê-la tentar combater o prazer que eu a forcei. Havia também uma parte de mim que queria vê-la sucumbir, testemunhá-la perder o controle enquanto se perdia com a luxúria perversa que tinha seu corpo amarrado. Abruptamente, parei de bombear meu dedo nela, liberando seu clitóris debaixo da ponta do dedo. O gemido que rolou de seus lábios foi delicioso, um som entre prazer e agonia. Dor e desejo. — Você quer gozar, Marcela? Olhei para o rosto dela, os olhos fechados e mordendo o lábio inferior. Ela não respondeu, e sua recusa em responder me forçou a mostrar a ela quem estava no controle, dando um tapa na bunda dela com força uma marca de mão instantaneamente queimou sua pele. — Eu perguntei, você quer gozar? Ela gritou, o lábio tremendo, mas seus quadris continuavam se movendo, procurando, implorando. — Vou lhe dar uma última chance de me responder, ou juro por Deus que irei embora e deixarei você assim. Inclinei-me, meu peito contra seu corpo pesado e lábios contra sua orelha. — Você. Quer. Gozar? — Sim. Havia uma ligeira hesitação em sua voz, incerteza, mas eu aceitei. Aceitei sua resposta e toquei sua entrada com um único dedo. — Se você quer gozar, precisa fazer isso sozinha. — O que... o que você está dizendo? Afastei os cabelos do pescoço e coloquei meus lábios na pele abaixo do pescoço. — Foda meu dedo, Marcela. Se faça gozar. — Eu não consigo. — Sim, você consegue. Você continua movendo os quadris gananciosos. Eu empurrei meu pau contra o lado de sua bunda. — Você tenta fingir que não quer, que me odeia e menospreza meu toque, mas seu corpo diz outra coisa. Então, se você quer que esse corpo libere seu corpo tão desesperadamente, você precisa tomá-lo. Ela permaneceu em silêncio, sem se mexer enquanto respirava rapidamente. — Vou contar até três e, se você não começar a foder meu dedo, vou sair. — Goru, não! — Um. Ela gemeu, virando o rosto sobre a mesa. — Dois. — Jesus. Ela choramingou, e eu pude praticamente sentir sua luta, sua determinação de não ceder às necessidades de seu corpo. Para a fraqueza da carne, um campo de batalha entre ódio e luxúria. — Três. Ela flexionou os quadris e pegou meu dedo dentro dela, seu corpo ganancioso pelo meu toque. Soltei um suspiro pesado e adicionei outro dedo, recompensado com um gemido de seus lábios. Uma pontada de desejo bateu contra o meu núcleo, e eu não podia mais controlá-lo. Eu precisava de alívio da dor latejante que ameaçava me rasgar ao meio. Tudo nela seu corpo, seu cheiro, sua pele, seus gemidos suaves tudo passou direto através de mim e rasgou meu autocontrole em fios. Soltei a parte de trás do pescoço dela, e ela não tentou escapar. Para escapar do meu ataque em seu corpo. A fome tomou conta dela e sua necessidade de prazer superou sua vontade de lutar. Com Marcela ainda montando minha mão, puxei meu pau da minha calça e o segurei firmemente na palma da minha mão. Não era isso que eu queria. Eu queria estar dentro dela, vê-la montar meu pau até o nascer do sol. Eu queria sentir seu calor em volta do meu pau, sentir sua buceta inchar quando ela alcançou a borda. Ela mal acelerou o ritmo, os quadris rolando e balançando, os dedos arranhando a mesa. Eu bombeei meu pau ao ritmo que ela fodeu meu dedo mais profundo, mais duro, mas não mais rápido. Meus dedos se apertaram ao redor do meu pau, e enquanto eu assistia sua boceta trabalhar contra a minha mão, o som de sua boceta molhada batendo na minha palma, eu sabia que ela estava ali. Direita. Porra. Lá. Eu encontrei seu clitóris, pressionado com força, e suas costas arqueadas, gemidos de prazer ecoando ao nosso redor. Eu bombeei meu pau com mais força, mais rápido e, como uma bola de demolição, bateu contra minha espinha, ricocheteando diretamente na ponta do meu pau, e eu gozei as fitas brancas do meu orgasmo manchando sua calcinha de seda e vestido de noiva arruinado. O corpo dela relaxou na cama, os quadris não se movendo uma polegada. E foi quando eu ouvi. O som mais assustador, perturbador e angustiante que eu já tinha ouvido. O som dos soluços de Marcela. Porra.~~CAPÍTULO 7~~MARCELAMinhas pernas estavam fracas e meu joelhos tremendo, a saia do meu vestido ainda puxado nos meus quadris. Não consegui me mexer. Eu não conseguia nem me empurrar para fora da mesa. Anestesiada e totalmente gasta, continuei deitada ali enquanto soluços se espalhavam por mim. Como carne rasgada e feridas escorrendo, minhas lágrimas rasgaram do meu corpo quando a infecção se espalhou. Minhas veias ardiam com sangue envenenado, meu intestino pesado e rasgado por dentro. Eu me senti miserável. Maculada, como se tivesse sido tocada pelo próprio diabo. Goru conseguiu virar meu corpo contra mim. Minha cabeça perdeu a batalha, e eu sucumbi a algo sórdido e torcido, algo que me fez desmoronar sob seu toque, e eu perdi o controle. E agora que o êxtase se dissipou, a realidade afundou e, como uma âncora, me puxou para debaixo d'água e enchia meus pulmões, afogando-me uma lágrima de cada vez. Um pano passou pela minha cintura e pela minha coxa, e fiquei quieta enqu
~~CAPÍTULO 8~~GORUDUAS SEMANAS DEPOIS.Abro a porta do escritório do meu irmão e encontrou-o reunido com o Naruto, me sento no sofá calmamente enquanto espero eles terminarem a reunião. Quando finalmente fecham seus macbooks soube que o importante havia sido encerrado.— Vou ao cartório oficializar estes documentos.Naruto disse encerrando seu dia, quando ele sai, me levanto do sofá e parou em frente do meu irmão.— Ela sumiu, não sei nada sobre Marcela desde o dia que deixei-a em casa.— Tem certeza? Talvez ela não queira te ver.Recuando, meu irmão Ken questionou se realmente é importante o estado de alerta que estou o dando.— Marcamos um jantar no dia seguinte, ela não apareceu, no sábado antepassado ela me convidou para desfile de moda, por sinal muito importante para ela, não compareceu. Entreguei uma pasta da investigação que fiz sobre sua viagem.— Durante a viagem, ela foi estuprada por esses homens, são conhecidos por seduzir mulheres e roubarem todos seus pert
~~CAPÍTULO 1O~~MARCELAQuando o sol nasceu, Goru estava na cozinha preparando nosso café da manhã, ele está mais tranquilo que ontem, o susto de conviver com uma mulher deve ter passado e tudo tornou-se realidade. Essa é a nossa realidade, minha realidade.Vesti seu moletom e uma camisa branca, prendo meus cabelos e desci segurando telefone na minha mão, quando entro na cozinha, vejo Goru falando ao telefone, ele não parece chateado nem feliz. Me acomodo no meu lugar e sirvo um pouco de tudo.— Bom dia princesa.Meus olhos se iluminam graciosamente quando ouço ele me chamar de princesa.— O quê?— Você é o cara com palavras limitadas, me dar um adjetivo me deixou animada.Sorri.Uma vez Mahina comentou seus irmãos são privados e silenciosos, pouco sabem sobre o amor, ou sobre sentimentos, isso me ajudou a entender seu modo e dar-lhe tempo para digerir tudo sem pressão.— Comprei ontem.Goru coloca uma caixa veluda da cor preta na minha frente, sorri surpresa que ele tenha m
~~CAPÍTULO 13~~MARCELAGoru levou muito a sério meu monitoramento, a cada 30 minutos alguém veio me verificar, eu não posso ter nem um momento de paz que alguém entra para saber como eu estou e se estou precisando de algo.Entretanto a pessoa que acaba de entrar é diferente dos outros.— Desculpa?— Bom dia senhorita, sou Olga, menino Goru me pediu para cuidar de vocês.Ela tem um sotaque chinês muito forte, Olga tem cabelos grisados, ela é baixa, ela é muito elegante, suas roupas caras e de marca comprovam que ela é muito bem paga pelo seu trabalho.— Seja bem-vinda, Olga.Meu telefone tocou, desviei o olhar dela e voltei para o sofá para levar o telefone.— Oi.Eu murmurei depois de atender a chamada do Goru. Olhei para Olga atrás do balcão e segui até as escadas.— Olga chegou?— Sim.— Nara estará ai de tarde, peça para ela preparar alguma coisa para visita.Goru me informou, sua voz soou triste ou preocupado, subo os degraus das escadas lentamente até ficar fora de
~~CAPÍTULO 16~~GORU— Por que precisava dessa droga com urgência?Naruto me entregou os documentos da Marcela.— Comprei um pequeno galpão para montar um ateliê.— Ela deseja trabalhar e você concordou.Ele afirmou insatisfeito com a minha atitude.— Ela é minha mulher.— Porque estou ouvindo múrmuros de briga?Ken entrou na sala concentrado na tela do seu telefone.— Ele vai permitir a boneca barbie trabalhar.— A esposa é dele, nesse caso, apenas ele toma decisões sobre sua casa.— Por que Nara não está trabalhando? Ahw, ela trabalhou quando quase se divorciaram, quando reataram ela parou. Hipocrisia reinando?— Sua cabeça vai rolar quando decidir continuar com esse deboche de quinta, não sou eu que prendi minha esposa em casa ao ponto de dela fugir de você.— Não pisa na ferida, não é legal.— Hipocrisia reinando?— Foi uma brincadeira.— Nara não trabalha por que não gosto, sou ciumento e ponto, nós entramos em um acordo, ela concordou, problema resolvido. E não é
~~CAPÍTULO 19~~MARCELAEu estava hipnotizada e totalmente fascinada. Meu corpo estava em chamas e o prazer permanecia em minhas veias. A brisa fresca beijou minha carne aquecida, minha pele faminta por sentir a dele. Eu tinha acabado de quebrar em pedaços com sua língua entre as minhas pernas, mas meus sentidos aguçados ainda estavam hiperativos de quão profundamente eu ansiava por mais. Não importa quantos orgasmos ele me deu com a mão ou boca, foi apenas quando ele se moveu dentro de mim que fiquei totalmente satisfeita. Goru se estabeleceu entre minhas pernas, seu corpo quente e suave enquanto seu pau duro pressionava firmemente contra meu sexo. O azul de seus olhos ganhou vida sob o céu noturno. Ele me beijou. Ele me beijou como se procurasse seu último suspiro. Foi o tipo de beijo que você podia sentir penetrar em sua alma. Um beijo que carregava tudo o que sentia, despejando em mim, permitindo que eu sentisse o que ele fazia. Foi difícil e desesperador, mas puro e
~~CAPÍTULO 21~~MARCELAOs voos para a Inglaterra são longos e lentos, mas voamos de primeira classe juntos, bebendo champanhe e assistindo filmes. Quando finalmente chegamos a Londres, chamo um táxi para nos levar ao hotel que Goru escolheu para nós. O Plazza é deslumbrante, tudo o que eu sempre teria esperado para um local de lua de mel, e a suíte que temos é luxuosa com uma vista de morrer para a cidade. Os outros convidados e o camareiro ficam longe de nós enquanto caminhamos juntos pela recepção.Eu amo isso. Passamos a noite juntos na cama enorme, os lençóis macios como seda. Nosso horário habitual de dormir o dia funciona a nosso favor para o jet lag e, quando acordamos, peço serviço de quarto para comermos juntos na cama. Temos um grande dia planejado. Hoje ainda não é o início de nossa lua de mel. Temos trabalho a fazer, o plano cuidadosamente traçado do Goru está fresco em minha mente. Ele me explicou, respondeu a todas as minhas perguntas e se ofereceu para mudar
~~CAPÍTULO 23~~MARCELAA lua está pendurada no céu, brilhando sobre nós e iluminando o apartamento para que eu possa ver o quarto claramente. O homem sorridente na porta tem quatro homens com ele, papai me deixou com homens desconhecidos por mim e saiu, segurei minha barriga tranquilizando-me para não apressar o parto. Vamos ganhar algum tempo até papai chegar.Minha filha ficou quietinha e eu joguei minhas costas contra travesseiros na cama. Meu coração começa a bater forte em meu peito, o som ensurdecedor em meus ouvidos. Não posso ser imprudente, dormir é a melhor solução agora para proteger minha menina, papai não quer a mim, sim minha filha, quanto mais ela demorar vir ao mundo melhor.Goru, cadê você? Eles estão aqui para machucar nossa menina através de mim. Depois de tudo que ele fez por mim, de todo o amor e ternura que ele me deu, não há como eu permitir que ele seja ferido por mim... não se eu puder evitar de qualquer maneira. Quero deixá-lo orgulhoso de mim e sei q