O sol da manhã filtrava-se pelas cortinas do quarto de hotel, lançando uma luz suave sobre os corpos entrelaçados na cama. Sofia piscou algumas vezes antes de abrir os olhos completamente, sentindo o calor de William ainda junto ao seu corpo.
Ela nunca havia dormido tão bem. O cheiro dele estava impregnado nos lençóis, misturado ao aroma da noite insana que tiveram. O braço forte de William estava sobre sua cintura, e o peito dele subia e descia suavemente contra suas costas. Por um momento, Sofia se permitiu apenas sentir. O calor do corpo dele, a respiração tranquila, a forma como seus dedos estavam entrelaçados inconscientemente. Mas então a realidade bateu. Ela dormiu com William Carter. Seu rival. Sofia virou-se devagar, tentando sair dos braços dele sem acordá-lo, mas assim que moveu o corpo, William soltou um gemido preguiçoso e abriu os olhos. – Bom dia, princesa. – A voz dele estava rouca e carregada de sono. Sofia revirou os olhos, mas o sorriso dele a fez sentir um calor perigoso se espalhar por dentro. – Não me chama assim – ela resmungou, deslizando para fora da cama e puxando o lençol para cobrir seu corpo nu. William se apoiou no cotovelo, observando-a com um olhar satisfeito. – E por que não? Depois da noite que tivemos, acho que posso te chamar como quiser. Sofia o fuzilou com o olhar, mas sua mente a traiu, revivendo cada toque, cada gemido, cada vez que ele a fez perder o controle. Ela respirou fundo e passou as mãos pelos cabelos, tentando recuperar sua compostura. – O que foi isso, William? Ele se espreguiçou, completamente à vontade, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. – Uma noite incrível – disse, sem hesitação. Sofia cruzou os braços. – Eu não estou falando disso. Estou perguntando... o que isso significa? William a encarou por alguns segundos, como se ponderasse a resposta. – O que você acha que significa? Ela desviou o olhar, mordendo o lábio. O problema era que ela não sabia. E odiava não ter controle sobre a situação. – Foi só... culpa da bebida e do estresse – Sofia disse, sem muita convicção. William arqueou uma sobrancelha e soltou um riso baixo. – Ah, claro. Porque a bebida e o estresse fazem as pessoas transarem como se não houvesse amanhã. Sofia pegou um travesseiro e jogou nele. – Para de falar assim! William segurou o travesseiro e riu, mas seus olhos estavam fixos nela. – Está tentando se convencer ou me convencer? Sofia estreitou os olhos. – Não começa. Ele se levantou da cama, completamente nu, e caminhou até ela com aquele maldito sorriso de quem sabia exatamente o efeito que tinha sobre ela. – Ok, Sofia. Foi só bebida e estresse – ele disse, puxando-a pela cintura. – Mas então por que você ainda está aqui? Ela abriu a boca para responder, mas não conseguiu pensar em nada que não soasse como desculpa. William sorriu, passando os dedos suavemente pelo rosto dela. – Você pode continuar mentindo para si mesma, mas eu sei a verdade. Você gostou. Tanto quanto eu. Sofia sentiu o coração acelerar, mas sua expressão continuou impassível. – Não importa se eu gostei ou não. Isso não pode acontecer de novo. William inclinou a cabeça. – Por quê? Ela se afastou dele e começou a pegar suas roupas. – Porque somos rivais. Porque amanhã estaremos um contra o outro no paddock. Porque isso... – ela gesticulou entre os dois – não faz sentido. William cruzou os braços, observando-a. – Você pode dizer tudo isso, mas não pode negar o que aconteceu aqui. Sofia respirou fundo. – Foi só uma noite, William. Uma única noite. Ele se aproximou novamente, dessa vez pegando o rosto dela entre as mãos e forçando-a a olhar para ele. – E se eu não quiser que seja só uma noite? Sofia ficou em silêncio, seu coração batendo forte demais contra o peito. Ela não tinha resposta para isso. E isso a assustava mais do que qualquer corrida. Sofia piscou algumas vezes, atordoada com a pergunta de William. Ele não queria que fosse apenas uma noite? Aquilo era ridículo. Ela riu, cruzando os braços. – Você é hilário, Carter. William estreitou os olhos, analisando-a. – Eu não estou brincando, Sofia. Mas ela não queria continuar com aquela conversa. Engolindo em seco, Sofia respirou fundo e manteve a postura firme. – Eu vou tomar banho. E quando eu sair, não quero mais ver você aqui. Ela virou-se sem dar tempo para ele responder, caminhando rapidamente para o banheiro. Seu coração estava disparado, seu corpo ainda sentia os resquícios do prazer da noite passada, e a presença dele tornava tudo ainda mais caótico. Ao entrar no chuveiro, deixou a água quente cair sobre seu corpo, tentando relaxar. Mas assim que fechou os olhos, sentiu um movimento atrás de si. Antes que pudesse se virar, mãos fortes seguraram sua cintura, puxando-a contra um corpo quente e molhado. William. – Eu pensei que tivesse sido bem clara – ela sussurrou, sentindo o peito dele contra suas costas. – E eu acho que temos um problema de comunicação – William murmurou contra sua orelha, seus lábios roçando na pele sensível de seu pescoço. Sofia se arrepiou, mas manteve a pose. – Eu te mandei embora. – Você disse que não queria me ver quando saísse do banho. Tecnicamente, eu estou dentro dele com você e além disso esse quarto é meu. Ela se virou para encará-lo, e seu olhar encontrou os olhos intensos de William, cheios de desejo. O vapor do chuveiro fazia a pele dele brilhar, as gotas de água escorrendo pelos músculos definidos. Ele era pecado, tentação pura. Sofia abriu a boca para responder, mas antes que qualquer palavra saísse, William a pressionou contra a parede de azulejos frios e tomou seus lábios em um beijo faminto. Ela cedeu no mesmo instante. As mãos dele desceram por suas costas, segurando firme em sua cintura antes de escorregar até suas coxas e erguê-la contra ele. Sofia arfou quando sentiu sua dureza contra si. – Eu te quero de novo – William sussurrou, mordiscando o lóbulo de sua orelha enquanto se movia contra ela. – Então me tenha – ela respondeu sem hesitação. William segurou suas pernas e a puxou ainda mais para cima, alinhando seus corpos antes de finalmente afundar dentro dela. Sofia soltou um gemido alto, segurando-se nos ombros dele enquanto ele começava a se mover. A água quente caía sobre seus corpos enquanto William investia contra ela com força e precisão, cada estocada arrancando um suspiro entrecortado de Sofia. Os gemidos dela ecoavam pelo banheiro, o vapor misturando-se ao calor intenso entre os dois. William a beijava com urgência, sua boca explorando cada parte de sua pele enquanto seus movimentos se tornavam cada vez mais rápidos, mais intensos. – Você é tão maldita e gostosa – ele rosnou, cravando os dedos em sua cintura, puxando-a para si a cada estocada. Sofia cravou as unhas em suas costas, sentindo o ápice se aproximar como uma onda avassaladora. – William… eu… – sua voz saiu entrecortada, os músculos se contraindo ao redor dele. – Goza para mim – ele ordenou, movendo-se com ainda mais força. E foi o suficiente. Sofia se desfez em espasmos contra ele, um grito escapando de seus lábios enquanto o prazer a dominava completamente. William a seguiu logo depois, enterrando-se fundo dentro dela e gemendo seu nome contra sua pele. Os dois ficaram ali por um momento, recuperando o fôlego, seus corpos colados sob o chuveiro. Até que uma batida forte na porta do quarto os fez congelar. – Senhor Carter? – uma voz masculina ecoou do lado de fora. William soltou um palavrão baixo, ainda segurando Sofia contra a parede. – Que merda é essa? – ela sussurrou, arregalando os olhos. – Relaxa. É só o meu assistente – William respondeu, deslizando lentamente para fora dela e colocando Sofia de volta no chão. Ela o empurrou, pegando uma toalha às pressas. – Você pediu alguém para vir aqui? William riu, pegando uma toalha para si também. – Pedi roupas para que pudéssemos sair discretamente do hotel. Parece que ele chegou na melhor hora possível. Sofia bufou, saindo do banheiro com William logo atrás. O assistente, um homem de terno impecável, estava parado ali, segurando uma sacola. Assim que viu Sofia e William – ambos ainda molhados e só de toalha –, sua expressão passou de choque para um sorriso divertido. – Eu… ahm… deixei as roupas aqui. Vou esperar lá fora. Ele colocou a sacola sobre a mesa e saiu rapidamente, mas não sem antes lançar um sorrisinho sugestivo para William. Sofia cobriu o rosto com as mãos. – Isso não pode estar acontecendo. William deu de ombros, pegando as roupas da sacola e jogando uma peça para ela. – Acho que agora já sabemos quem ganhou a corrida de hoje. Sofia pegou a roupa que ele jogou e atirou um travesseiro contra ele. Mas, no fundo, não conseguiu evitar um sorriso. Sofia então se vestiu,olhou para William uma última vez e foi embora,sem dizer nada.William decidiu se divertir um pouco. Ele sabia que Sofia era teimosa, orgulhosa e tentava resistir ao que havia entre eles, mas ele não era do tipo que desistia fácil.Começou com pequenos gestos. Pela manhã, Sofia chegava ao escritório da Hamptons Motors e encontrava um buquê de flores sobre sua mesa. Sempre rosas vermelhas, sempre acompanhadas de um bilhete escrito à mão."Não consigo esquecer como você gemeu meu nome. Como seu corpo tremeu sob minhas mãos. Como seu gosto ficou marcado em mim."Sofia suspirava, tentando ignorar o calor subindo por sua pele. Pegava as flores e colocava discretamente em um canto, mas a cada dia seguinte, outro buquê aparecia.As mensagens não paravam por aí. No meio do dia, no intervalo entre reuniões e estratégias para a próxima corrida, seu celular vibrava.William: Se eu fechar os olhos agora, consigo sentir seu cheiro na minha pele.William: Me diz que você também está pensando naquela noite… ou melhor, no jeito que você reage a mim.Ela tentava
O sol brilhava forte sobre o autódromo, enquanto as últimas voltas da corrida estavam prestes a acontecer. A tensão no ar era palpável. As equipes estavam no limite, tentando obter a melhor estratégia para garantir a vitória. As máquinas rugiam em aceleração, os pneus queimando o asfalto, e os engenheiros na garagem estavam todos atentos, esperando que seus pilotos completassem as últimas voltas com maestria.As previsões diziam que a corrida seria uma disputa acirrada entre a Red Bull e a Hamptons Motors, mas, ao contrário do esperado, a vitória não foi para nenhuma das duas. De forma surpreendente, uma equipe que vinha se destacando pela sua estratégia inovadora conseguiu superar os favoritos e cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. A vitória foi inesperada, mas o clima de celebração no paddock era indescritível.No pit da Hamptons Motors, Sofia observava, atônita, a equipe campeã comemorar. A derrota não a afetava tanto quanto o que havia acontecido anteriormente no motorhome
William e Sofia saem da festa, a tensão entre eles ainda palpável, mas agora mais intensa. Eles caminham até o estacionamento, os passos rápidos, os olhares furtivos, como se o desejo entre eles fosse mais forte do que qualquer palavra. O silêncio é quebrado apenas pelos sons dos passos e do vento suave que balança as árvores ao redor.– Então... – William diz, quebrando o silêncio, sua voz rouca. – sua casa ou a minha?Sofia, com um sorriso travesso, responde sem hesitar:– A minha.Eles entram no carro, o motor ronca e o som da estrada é o único som que preenche o espaço entre eles. O clima dentro do carro está elétrico, ambos sabem o que está por vir, mas ainda se mantêm em uma tensão silenciosa. Sofia sente seu coração batendo mais forte, e William, com o olhar fixo na estrada, parece estar igualmente absorvido, mas com um brilho nos olhos.Ao chegarem ao prédio de Sofia, ela aperta os botões do elevador sem dizer uma palavra. O elevador sobe lentamente, mas a ansiedade entre eles
Eles foram para a cozinha e prepararam tudo juntos. Sofia misturava a massa das panquecas enquanto William preparava o café, de tempos em tempos roubando beijos dela. Entre risadas, farinhas espalhadas pelo balcão e provocações, eles finalmente sentaram-se para comer.Depois, seguiram para o banheiro. William encheu a banheira com água morna e espuma enquanto Sofia observava.– Acho que podemos aproveitar o dia todo juntos, então. Sofia entrou primeiro na banheira, suspirando ao sentir a água quente envolver sua pele. O aroma suave do sabonete misturava-se com o vapor que subia pelo banheiro. Ela se acomodou, deixando a espuma cobrir parte de seu corpo, e encostou a cabeça na borda, sentindo os músculos relaxarem.William a observava com um sorriso de canto, já se livrando da toalha. Ele entrou na água logo atrás dela, puxando Sofia para seu colo. As costas dela encontraram o peito dele, e ele deslizou os braços ao redor de sua cintura, trazendo-a mais para perto.– Acho que esse banh
As primeiras grandes corridas da temporada estavam se aproximando, e os testes haviam sido exaustivos para todas as equipes. Mas, naquela noite, ninguém queria falar sobre carros, estratégias ou tempos de volta. Era a noite de relaxar, esquecer as rivalidades e simplesmente se divertir.Os pilotos, engenheiros e chefes das principais equipes se reuniram em um clube exclusivo, reservado apenas para eles. A música vibrava no ambiente, os drinks circulavam sem parar, e todos estavam entregues à euforia da noite.Sofia e William, que até então mantinham seu relacionamento longe dos holofotes, começaram a baixar a guarda à medida que as doses de tequila iam acumulando. Sentados no bar, rindo juntos, as mãos de William já não se preocupavam em se manter discretas. Ele tocava a perna de Sofia sob o vestido justo, os dedos traçando caminhos provocantes pela sua coxa.– Você está pedindo para que percebam – Sofia murmurou, levando o copo aos lábios, um brilho divertido nos olhos.William sorri
Naquela tarde Sofia organizou uma reunião com sua equipe na Hamptons Motors. Assim que entrou na sala de conferências, encontrou os olhares curiosos de seus engenheiros, estrategistas pilotos e assessores de imprensa. Respirou fundo e foi direta:–Para evitar mais especulações, quero esclarecer algo. William e eu estamos juntos.Houve um burburinho imediato na sala. Um dos engenheiros, Marco, ergueu a mão.–Isso significa que pode haver alguma aliança entre as equipes?Sofia sorriu de canto, já esperando essa pergunta.–Não. Continuamos rivais dentro da pista. Isso não muda nosso comprometimento em vencer. Minha prioridade é a Hamptons Motors, e nada vai interferir nisso.–E a Red Bull pensa o mesmo? - perguntou a assessora de imprensa.–William fará seu próprio anúncio. Mas saibam que nossa relação não afeta nosso trabalho. Continuamos focados na temporada.A equipe parecia satisfeita. Alguns até brincaram que William precisava "tomar cuidado" porque Sofia era uma mulher determinada.
O fardo estava finalmente nas costas deles, mas agora o trabalho seria provar que podiam ser competidores imbatíveis, apesar da intimidade que compartilhavam. Quando saíram da sala de coletiva, Sofia sentiu o celular vibrar. Olhou rapidamente para a tela e viu a mensagem do pai. Ele queria um almoço em família – mas não só com ela. Ele também queria William presente.Antes que pudesse falar com William sobre isso, ela ouviu a voz dele ao telefone, um pouco à frente dela no corredor.– Sim, senhor Hamptons, estarei lá… Claro, Sofia e eu vamos juntos. Até mais.Sofia ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços.– Eu ia te chamar para o almoço, mas parece que meu pai foi mais rápido.William deu de ombros com um sorriso travesso.– Seu pai gosta de mim. E pelo visto, quer garantir que você não me trate mal na frente dele.Ela revirou os olhos, mas no fundo estava nervosa. Embora os pais fossem amigos de longa data, não sabiam como reagiriam ao relacionamento deles.No caminho para a casa
O Grande Prêmio da Itália era sempre um evento especial. A atmosfera vibrante de Monza, a multidão apaixonada e a história do circuito faziam dele um dos mais aguardados da temporada. Mas, desta vez, a tensão estava ainda maior.Sofia e William chegaram separadamente ao autódromo, cada um acompanhado de sua equipe. Era estranho manterem distância depois da noite intensa que passaram juntos, mas era necessário. A rivalidade entre eles precisava ser mantida – ao menos diante das câmeras.Quando Sofia entrou nos boxes da Hamptons Motors, todos estavam focados nos ajustes finais dos carros. Seus engenheiros discutiam estratégias, e os pilotos estavam concentrados.– Como estão os pneus? – ela perguntou ao chefe dos engenheiros.– Já ajustamos a calibragem para evitar desgaste excessivo, mas ainda precisamos monitorar as temperaturas na pista.Sofia assentiu e olhou para a garagem da Red Bull do outro lado do pit lane. William estava ali, de braços cruzados, analisando os dados no tablet.