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Capítulo 4 - cedendo aos poucos

William decidiu se divertir um pouco. Ele sabia que Sofia era teimosa, orgulhosa e tentava resistir ao que havia entre eles, mas ele não era do tipo que desistia fácil.

Começou com pequenos gestos. Pela manhã, Sofia chegava ao escritório da Hamptons Motors e encontrava um buquê de flores sobre sua mesa. Sempre rosas vermelhas, sempre acompanhadas de um bilhete escrito à mão.

"Não consigo esquecer como você gemeu meu nome. Como seu corpo tremeu sob minhas mãos. Como seu gosto ficou marcado em mim."

Sofia suspirava, tentando ignorar o calor subindo por sua pele. Pegava as flores e colocava discretamente em um canto, mas a cada dia seguinte, outro buquê aparecia.

As mensagens não paravam por aí. No meio do dia, no intervalo entre reuniões e estratégias para a próxima corrida, seu celular vibrava.

William: Se eu fechar os olhos agora, consigo sentir seu cheiro na minha pele.

William: Me diz que você também está pensando naquela noite… ou melhor, no jeito que você reage a mim.

Ela tentava ignorar, mas estava cada vez mais difícil. Principalmente porque, à noite, quando estava sozinha em seu apartamento, as palavras dele ecoavam na sua mente.

O pior momento foi quando ela encontrou um presente inesperado. Ao entrar no motorhome da Hamptons para uma reunião, viu uma pequena caixa sobre sua mesa. Olhou desconfiada para os lados antes de abrir. Dentro, uma peça de lingerie vermelha extremamente delicada, acompanhada de um novo bilhete:

"A última que vi estava jogada no chão do meu quarto. Quero ver essa quando você vier me provocar de novo."

Sofia fechou os olhos, respirando fundo. Esse homem queria enlouquecê-la. E o pior? Estava conseguindo.

Ela tentou se concentrar, mas seu corpo a traía. Nos dias seguintes, sua mente vagava para lembranças proibidas no meio de reuniões, briefings e até mesmo nas reuniões estratégicas com os pilotos.

Ela sabia que, mais cedo ou mais tarde, cederia.

E William sabia disso melhor do que ninguém.

O fim de semana de corrida começou, e o paddock estava em plena atividade. Membros das equipes caminhavam apressados, engenheiros discutiam estratégias, jornalistas tentavam arrancar declarações polêmicas.

Sofia estava no pit stop da Hamptons Motors, focada nos dados dos carros, enquanto sua equipe revisava os últimos ajustes. Ela precisava se concentrar. Precisava esquecer William.

Mas seu corpo teimava em lembrar.

O toque dele ainda queimava em sua pele. O jeito que ele a segurou, o olhar intenso, o prazer insano que compartilharam.

Balançando a cabeça, Sofia pegou seu rádio e começou a checar a comunicação com os pilotos.

– Tudo certo por aí? – perguntou, tentando se distrair.

Do outro lado, sua engenheira de pista confirmou os ajustes, e Sofia se forçou a focar nos detalhes técnicos.

Mas então seu celular vibrou ao lado dela.

William Carter: Você pode correr de mim, mas sabe que não pode fugir do que aconteceu entre nós.

Ela respirou fundo, apertando os lábios. Ignorou a mensagem e voltou a olhar os dados do carro.

Minutos depois, outra mensagem.

William Carter: Fazendo muito esforço para me ignorar, Sofia?

Ela revirou os olhos. Ele estava se divertindo com isso.

Então o rádio de sua equipe chiou.

– Sofia, o pessoal da Red Bull quer discutir a questão dos pneus para a corrida. William Carter pediu para você ir até a sala de reuniões deles.

Ótimo.

Respirando fundo, Sofia largou o rádio e caminhou em direção ao motorhome da Red Bull. Ela não podia evitar William para sempre.

Mas precisava deixar claro que aquilo não significava nada.

Sofia entrou no motorhome da Red Bull com passos firmes, determinada a manter a compostura. O lugar estava movimentado, engenheiros discutindo estratégias, mecânicos passando com peças, telas exibindo dados dos carros.

E, no meio disso tudo, William.

Ele estava encostado na mesa de reuniões, camisa branca impecável dobrada nos antebraços, a postura relaxada, mas os olhos predadores. Assim que a viu, um sorriso surgiu em seus lábios.

– Finalmente resolveu atender meus chamados, Sofia?

Ela cruzou os braços.Recusando-se a falar,ela não sabia se a voz sairia se ela falasse agora.

William levantou e fechou a porta de sua sala.

William se aproximou dela, o sorriso malicioso nunca deixando seus lábios. Ele não estava interessado em discutir pneus, e Sofia sabia disso. Ele queria outra coisa. Sofia abriu os lábios, mas antes que pudesse responder, William segurou sua cintura e a deixou contra si, a boca quente colidindo com a dela em um beijo intenso e faminto.

Ela gemeu contra os lábios dele, os dedos se agarraram aos fios escuros do seu cabelo, enquanto ele pressionava contra a mesa de madeira. William manteve o beijo apenas para levantar Sofia e coloque-la sentada na beirada da mesa.

      –Eu estou com saudade do seu gosto.– Ele murmurou contra sua boca, puxando levemente a saia que ela usava.

Sofia mordeu os lábios, os olhos fixos nele enquanto lentamente deslizava o tecido para cima, revelando sua pele macia e quente.Ele a olhou como se pedisse permissão, William se ajoelhou à frente dela, com as mãos separando suas coxas, e antes que ela pudesse sequer pensar, a boca dele a encontrou, quente, úmida, faminta.

Sofia soltou um gemido, os dedos se enterrando nos cabelos dele, puxando, guiando, incentivando. William segurou sua cintura,mantendo-a no lugar enquanto devorava cada suspiro, cada tremor, cada gemido que escapava de seus lábios.

– Eu estou aqui para resolver o que foi pedido. Não quero mais nada além disso.–Mas a cada palavra que ela dizia, William estava mais fundo ela tentava resistir,mas seu corpo traia sua mente,ela sentia uma atração que queimava,por mais que ela tentava desesperadamente bloquear.

Sofia tentou se manter focada, mas não pôde evitar notar o modo como William a observava. Seus olhos, sempre tão intensos, pareciam analisá-la de uma forma que a fazia sentir como se estivesse sendo desnudada, em todos os sentidos. Cada passo dela, cada respiração, ele captava.

– Então você está me dizendo que está aqui só por causa dos pneus? – disse ele, com uma voz baixa e quase provocante, seus olhos fixos nos dela.

Sofia revirou os olhos, mas por dentro, o coração estava disparado.

– É claro. Não estou aqui para brincar com você, William.

Ele deu um sorriso torto, aquele sorriso que fazia seu estômago revirar. Ele sabia exatamente o que estava fazendo.

– Brincar? Quem disse que estou tentando brincar? – Ele se levantou e se aproximou do rosto dela, e Sofia sentiu o calor de seu corpo contra o seu. O espaço entre eles era tão pequeno agora que ela podia ouvir a respiração dele, quente e profunda.

O mundo ao redor parecia desaparecer.

Ela segurou firme, tentando se manter calma, mas suas mãos começaram a suar.

– Você sabe o que está fazendo… – ela disse, tentando manter a voz firme, mas a tensão estava transbordando em cada palavra.

– Eu sei e você não consegue resistir– William murmurou, sua mão deslizando lentamente até a de Sofia. Ele a puxou gentilmente para mais perto dele. Seus dedos encostaram na pele dela, e foi como um choque elétrico. Ela queria se afastar, mas algo em seu corpo a impedia.

– Você sempre foi boa em manter a distância, Sofia – ele disse em um sussurro, sua voz agora carregada de desejo.

Ela engoliu em seco, a batalha interna crescendo dentro dela.

– Eu não quero isso – disse ela, mas suas palavras soaram fracas até para ela mesma.

William riu suavemente, seus olhos fixos nos dela, e ele moveu a mão até seu pescoço, acariciando com a ponta dos dedos.

– Eu acho que você quer,se não você não deixaria eu te chupar. – Ele se inclinou para mais perto, seu rosto a milímetros do dela. Sofia podia sentir a respiração dele sobre sua pele, quente e pesada. Cada palavra dele, cada gesto, estava minando sua resistência.

Com um movimento brusco, William a puxou para si, e seus lábios colidiram com os dela em um beijo feroz e incontrolável. Sofia tentou resistir, mas a intensidade do desejo era tão forte que ela não pôde mais lutar. Ela o desejava, mais do que qualquer outra coisa.

Ele a empurrou suavemente contra a parede do motorhome, seus corpos colados, e a pressão de seu corpo contra o dela fez seu coração disparar ainda mais. A língua dele explorava a boca dela com urgência, e Sofia, sem pensar duas vezes, respondeu com a mesma intensidade.

– Você ainda vai implorar por mim, Sofia – William disse entre beijos, sua voz rouca.

Sofia não queria mais resistir. Ela o empurrou contra a parede, tomando as rédeas da situação, e William a deixou fazer isso, aproveitando o momento. Seus corpos se moviam em sintonia, a paixão crescendo a cada toque.

A tensão que os cercava estava finalmente sendo liberada, e o que antes era apenas um jogo de palavras agora se tornava algo muito mais intenso.

Mas logo a porta do motorhome se abriu, interrompendo o que estava prestes a se tornar ainda mais profundo.

– Senhor Carter, os relatórios sobre os pneus chegaram… – A voz de um assistente parou abruptamente quando viu o que estava acontecendo.

Sofia rapidamente se afastou de William, sentindo o calor em seu rosto e o embaraço subir até a sua garganta. William, no entanto, não parecia nem um pouco constrangido. Ele se virou para o assistente com um sorriso arrogante, como se nada tivesse acontecido.

– Deixe os relatórios na mesa e saia – William disse com calma, a voz controlada, como se o que acabara de acontecer fosse apenas mais uma coisa cotidiana.

O assistente, visivelmente desconfortável, deixou os relatórios e rapidamente saiu do motorhome, fechando a porta atrás de si.

Sofia não sabia o que sentir. Seu corpo ainda estava em chamas, mas sua mente estava em completo caos. Ela olhou para William, que ainda a observava com um sorriso provocante.

– Agora você vai me dizer que não sentiu nada disso? – Ele se aproximou dela, sua voz suave, mas carregada de um desejo que ainda estava muito presente.

Sofia mordeu o lábio inferior, tentando manter o controle, mas sabia que, no fundo, já não havia mais como negar o que estava acontecendo entre eles.

– Eu não sei o que isso significa, William. – Ela disse, sua voz falhando um pouco, o corpo ainda tremendo com a intensidade do momento.

– Eu sei – ele sussurrou, tocando seu rosto com delicadeza, ainda mantendo o olhar fixo nela. – Mas, de alguma forma, isso não pode acabar por aqui, pode?

Sofia se afastou dele, ainda sem saber como lidar com a situação. O que tinha acontecido entre eles era uma linha tênue entre rivalidade e desejo. Algo que ela não podia simplesmente ignorar.

Ela respirou fundo, tentando recuperar a compostura.

– Você tem razão – ela respondeu, com um tom mais sério. – Não podemos deixar que isso atrapalhe os negócios.

Mas a verdade era que, no fundo, ela sabia que as coisas entre eles já haviam mudado para sempre.

E não havia mais como voltar atrás.Ela saiu sem olhar para trás.

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