Abrindo mão

– POV Felipe

O céu estava pintado de vermelho e laranja, mas o espetáculo da natureza não tinha nenhum efeito sobre o caos dentro de mim. Sentado na área de ginástica do castelo, eu tentava a todo custo acalmar o turbilhão na minha cabeça, mas não tive muito tempo de paz.

Os saltos ecoaram pelo corredor de pedra, e antes mesmo de virar, eu já sabia quem era.

“Felipe, você não cansa de fugir, não?”

Olhei por cima do ombro, encarando Miranda com a paciência que me restava. “O que você quer, Miranda?”

“Conversar, talvez? Ou isso também é pedir demais pra sua Alteza Real?”

“Se for sobre esse casamento, nem abre a boca.” Levantei, cruzando os braços. “Já tô de saco cheio de você e de toda essa palhaçada.”

Ela arqueou uma sobrancelha, aquele maldito sorriso arrogante brincando nos lábios. “Ah, tá de saco cheio? E eu, Felipe? Você acha que essa merda é fácil pra mim? Ter que aturar o ingrato que você está sendo?

Soltei uma risada amarga. “Ingrato? Eu não pedi nada disso, Miranda. Essa merda
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