O carro parou suavemente, e Lorena sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao notar que estavam em um local desconhecido. O cheiro salgado do mar invadiu suas narinas, misturado com a brisa fresca da noite.
Rick saiu primeiro e abriu a porta para ela, ajudando-a a descer. Antes que pudesse perguntar onde estavam, sentiu o toque quente das mãos dele em seu rosto.
— Rick, o que está acontecendo? — Sua voz saiu baixa, ansiosa.
Antes que ele respondesse, um tecido macio deslizou sobre seus olhos, bloqueando sua visão.
— Você já vai descobrir, meu amor. — A voz dele soou baixa e cheia de mistério perto de seu ouvido.
Seu coração acelerou. Rick segurou sua mão e a guiou pelo caminho, seus passos afundando levemente na areia. O som das ondas quebrando ao longe preenchia o silêncio da noite, e o aroma suave de velas aromáticas se misturava à brisa do mar.
— Pronto, amor. Agora pode tirar a venda.
Lorena deslizou os dedos pelo tecido e o remov
— Agora é a sua vez amor. — Rick fala enquanto levanta, tirando toda a sua roupa, ao tirar sua cueca box, ele massageia seu pau sob o olhar atento e quase perde o controle quando Lorena lambe o lábio superior..— Chupa!— Ele diz firme.— Sim, senhor. — Provoca. Atrevida e safada.Lorena obedece na hora, começando um boquete gostoso.— Boa, garota. — Ele diz gemendo — Quero gozar com você olhando para mim, e depois vamos ver até onde você é uma boa menina.Os olhos de Lorena demonstram luxúria a cada estocada que Rick dá em sua boca.— Porra. Isso é o paraíso. — Rick diz ao gemer alto de prazer, agarrando o cabelo dela, conduzindo ainda mais os movimentos.— Quer leitinho na boca safada?— Eu quero. — Ela responde e continua chupando ele com maestria.—
O sol já estava alto quando Lorena finalmente despertou, seus músculos ainda relaxados pelo cansaço delicioso da noite anterior. A tentação de permanecer ali, entre os lençóis amassados e o perfume amadeirado que impregnava o quarto, era grande. Mas a fome começou a falar mais alto.Ela se vestiu com preguiça, ajeitando os cabelos diante do espelho antes de descer as escadas. O perfume de café fresco e pão quentinho tomou seus sentidos, despertando ainda mais seu apetite.Assim que pisou no andar de baixo, sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Rick já estava ali, como se pressentisse sua chegada. Ele se virou imediatamente, seus olhos percorrendo cada detalhe dela, como se quisesse guardá-la na memória. Embora a casa estivesse cheia de seguranças, naquele instante parecia que apenas os dois existiam.— Você está maravilhosa, querida — sua voz grave ressoou, carregada de admiração.Lorena sorriu, aproximando-se até repousar a mão no peito dele. A firmez
O cheiro de ferrugem e sangue impregnava o ar do porão úmido. A luz fraca de uma lâmpada balançava lentamente no teto, criando sombras distorcidas nas paredes de concreto frio. O chão estava sujo, com marcas de botas e pequenos rastros de sangue seco.Rick desceu os degraus com passos firmes, sua expressão era sombria, perigosa. Os homens ao redor silenciaram ao vê-lo se aproximar. Ele não era apenas um chefe da máfia — era um predador prestes a destroçar sua presa.— Chefe, pegamos ele. Está no porão. — A voz do segurança III ecoou pelo galpão.Rick não respondeu de imediato. Apenas ajustou o paletó, respirou fundo e seguiu em direção ao local onde o bastardo que ousou tocar em Lorena estava preso.No centro da sala, Tomás, um mafioso rival, estava amarrado a uma cadeira de ferro. O rosto sujo, o lábio cortado, e um olhar debochado, como se ainda tivesse algum poder naquela situação.— Meu amigo Rick… — Tomás ergueu o olhar, um sorriso cínico curv
Depois de um banho rápido para se livrar do cheiro de sangue e pólvora, Rick pegou o carro e dirigiu até uma floricultura. O aroma das flores frescas preencheu o ambiente assim que entrou, mas ele mal prestou atenção. Escolheu um buquê elegante, cheio de rosas vermelhas, pagou e voltou para o carro.Ele precisava vê-la.Se encostou no capô do veículo em frente ao hospital, segurando as flores, esperando por Lorena.***No vestiário do hospital, Lorena jogou a bolsa no banco e suspirou.— Cami, ele poderia pelo menos ter me avisado que não vinha. Me deixou plantada no restaurante.Camila cruzou os braços, olhando-a com paciência.— Lore, ele deve ter uma boa explicação. Você sabe que ele não faria isso por querer.Lorena passou as mãos pelo rosto, exausta.— Talvez tenha se enrolado no trabalho.— Talvez… — Ela fala suspeita.Camila segurou suas mãos.— Ei, não faz isso. Não coloca coisa na sua cabeça
Rick atendeu no terceiro toque.— Meu amor... — A voz dele era suave, mas Lorena sentia o gosto amargo da dúvida.Ela respirou fundo.— Oi, amor. Você está em casa?— Não, estou no trabalho. Hoje nem sei que horas vou sair, apareceram alguns problemas para resolver. Por quê? Aconteceu alguma coisa, meu amor?Ela fechou os olhos. Ele mentia?— Não aconteceu nada, só queria te ver.— Amor, amanhã é sábado, seu dia de folga. Podemos passar o dia todinho juntinhos. O que acha?Lorena sentiu o peito apertar. Ele parecia tão carinhoso... Mas as fotos ainda estavam ali, queimando sua consciência.— Pode ser, amor. Até amanhã.— Eu te amo, minha garotinha.Ela hesitou por um segundo.— Tchau, Rick.Desligou, sentindo o coração pesar.Camila observou sua expressão abatida.— Lore...— Cami, você vai comigo hoje. Aposto que ele estará no escritório da boate.Camila s
O hospital estava mergulhado em sua calmaria habitual, apenas o som distante dos monitores cardíacos e o murmúrio dos funcionários preenchiam os corredores. Lorena Fischer aproveitava esse breve momento de paz em sua sala, organizando alguns relatórios, quando uma voz grave e furiosa cortou o silêncio.— Cadê o médico? Não tem médico nessa porra não?! — A voz ecoou pela recepção, carregada de impaciência e fúria.Camila, a enfermeira, ergueu o olhar, mantendo a postura profissional.— Senhor, por favor, acalme-se. Em que posso ajudá-lo?O homem à sua frente não parecia disposto a ouvir. Sua mandíbula estava travada, os olhos intensos como lâminas afiadas, e a presença dele exalava autoridade.— Eu quero a porra de um médico AGORA!Lorena franziu a testa ao ouvir a discussão. Saiu da sala com passos firmes, sentindo a tensão no ar aumentar a cada segundo. Assim que chegou à recepção, seus olhos captaram a cena. Um homem de terno preto, ombros largos e expressão feroz dominava o espaço.
A sala estava silenciosa, exceto pelo bip ritmado dos monitores cardíacos e pelo sutil zumbido do ar-condicionado. O cheiro de antisséptico ainda dominava o ambiente, misturando-se ao leve aroma metálico de sangue seco. Lorena examinava o paciente, conferindo seus sinais vitais, quando um movimento brusco fez seu coração disparar.Gustavo Maxwell agarrou seu braço com força inesperada.— Ai, meu Deus! — ela exclamou, recuando levemente. — Você quase me mata de susto!Os olhos dele estavam confusos, piscando várias vezes antes de se fixarem nela.— Onde eu estou? — sua voz saiu rouca, carregada de sono e desorientação.Lorena sorriu, profissional, mas aliviada.— Sou a Dra. Lorena. Que bom que você acordou. Seu amigo já estava surtando porque não deixei ele te ver.— Por quê? — Gustavo franziu a testa, ainda tentando processar a informação.— Você passou por uma cirurgia bem delicada e ficou inconsciente por dois dias.— Dois dias? — ele repetiu, incrédulo. — Com certeza o chefe deve e
O olhar de Rick se tornou ainda mais frio.— Dra., preciso tirar ele daqui ainda hoje. Saia desse quarto agora e volte com a alta dele assinada — ordenou, sua voz carregada de ameaça.Lorena cruzou os braços, desafiadora.— Senhor, como eu disse...Rick deu um passo à frente, sua presença tornando-se opressora.— Dra., saia agora da porra do quarto, antes que eu...— Espera, chefe! — interrompeu Gustavo, com esforço. — Dra., por favor, vá... depois você volta.Lorena lançou um último olhar a Rick, contendo sua raiva, e saiu do quarto sem dizer mais nada. Assim que chegou ao seu consultório, soltou um suspiro frustrado e passou as mãos pelos cabelos.— Meu Deus, o que foi aquilo? Esse homem é louco, só pode! — murmurou, sentindo a raiva borbulhar dentro de si.***No quarto, o silêncio era interrompido apenas pelo barulho distante dos monitores cardíacos e pelo leve zumbido das lâmpadas fluorescentes. Gustavo, ainda pálido, ergueu os olhos para Rick Ocasek, que mantinha a expressão dur