TOM NARRANDO Não tive outra alternativa a não ser ficar na festa, minha mãe conversar com as três garotas, separadamente claro, mas acho que ela estava querendo conhecê-las. Parece que eu sou um ser delinquente que não tem a palavra final da sua vida. Por isso a Eliza me taxou de medroso. Preciso mudar isso de alguma forma. E ficamos lá mesmo, o restaurante foi fechado para nós e eu e os meus amigos bebemos até de madrugada. Cheguei em casa acabado e com vontade de ligar para ela, falar tudo o que estava sentindo, colocar para fora essa angústia, mas não posso. Entro no banho e ponho água fria, numa forma de me punir por tudo que venho passando nessas últimas semanas. Encosta a minha testa na parede fria e deixo a água escorrer, queria que a água me banhasse e levasse fora tudo que me angustia, e que amanhã fosse um novo dia e eu me sentisse melhor. Saio do banho, visto o short do pijama e me deito. Não demora tanto e o pensamento constante nela foi substituído por um
MARCO NARRANDO. Andei recebendo informações que ao que tudo indica agora vai, enfim vou conseguir pegar aquela garota fruto da traição. Sei que eu já deveria ter passado isso na minha vida, mas a minha gana por vingança é maior que eu. Só em pensar que posso fazer o que quiser com ela, me dá uma sensação tão boa. Uma coisa é certa, pretendo estuprá-la quantas vezes eu quiser antes que eu corte a sua cabeça. Comi a mãe, vou fazer o mesmo com a filhinha. É Ana, o que você e o e Feliciano deixaram foi uma ninfetinha né? Mas não vai viver por muito mais tempo, agora está muito mais perto do que vocês imaginam e os dias estão contados. Fico aqui pensando o quanto um sentimento nos deixa perdidos. A máfia nos obriga a criarmos laços de todas as formas, porque a família é sagrada e precisamos construir uma. Só nos esqueceram de falar que isso muitas vezes pode nos foder literalmente. Deveria ser o oposto, deveríamos ser proibidos terminantemente de criar laços afetivos que
ELIZA NARRANDO Desço e vou pela garagem, a Carmem está me esperando, ela é como minha irmã, então tem o controle do portão da garagem, chave da casa, sabe grande parte da minha vida. O que seria a minha de mim sem ela. Só ainda não tive coragem de contar a minha verdadeira história. Não que eu não confie nela, acho que é mais para nos preservar mesmo. Espero um dia não precisar contar nada. Entro na garagem puxando a minha mala, das grande claro, porque não ando com pouca coisa. — Como assim? Você vai morar em Roma? Que tamanho de mala é essa mulher? ou você está escondendo algum corpo, conta aí? - Ela fala rindo e alto, ainda bem que não tinha ninguém, essa maluca me mata de vergonha. — Ah, você me conhece sabe que eu amo escolher roupa, então vai ser essa mesma. - Coloco no porta malas. — Podemos ir então? - A Carmem fala. — Vamos embora chofer. - Nós duas rimos. — E o tonto? voltaram a se falar? ele estará la em Roma essa semana, e ontem o Alex já falou q
FERNANDO NARRANDO Depois da festa de aniversário do Tom, a Márcia ficou encantada com a Beatrice Zagario, tenho certeza que ela não vai sossegar enquanto ele não escolher essa moça. Dei ao meu filho todas as oportunidades dele escolher uma noiva sem que eu precisasse fazer isso. Queria que diferente de mim ele fizesse a escolha por amor, que ele aprendesse a amar de verdade. Porque sou um carrasco como mafioso, mas abri o meu coração uma vez na vida, e gostaria que o meu filho tivesse feito isso. No entanto o Tom só quer levar uma vida de sair para beber com os amigos, uma vida de orgias. Ele apesar de ser um homem de negócios muito competente, é muito imaturo nas suas decisões pessoais. E a sua mãe tem muita culpa nisso, apesar de eu tentar fazer a minha parte. Tantas vezes eu falei para ele, filho, toma jeito, namora uma garota que você se sinta atraído, ai o amor vem com o tempo. Tantas vezes eu incentivei ele a procurar por ele mesmo, mas ele dizia que não queria
TOM NARRANDO Meu pai tenta explicar aquele telefonema, mas algo não me soa verdadeiro, e eu nunca fui desconfiar dele, mas o que seria aquilo? quem eles teriam perdido de vista? e quem será que também estava procurando? Aquilo não me cheira bem, mas por hora eu não vou fica encucado, mas ainda vou tirar isso a limpo. Sigo para mesa assim que o Alex desce, fomos então comer juntos com meu pai e a minha mãe. Depois que terminamos fomos para os nossos quartos para nos organizarmos e seguimos para o aeroporto. No carro meu pai conversa com o Alex, eu respondo em alguns momentos, mas a minha mente tá longe, eu preciso de todo jeito arrumar uma forma de conversar com meu pai, eu preciso dizer a ele tudo o que eu estou sentindo em relação a Eliza, ele precisa entender os meus sentimentos. Sei que será uma quebra de braço com a minha mãe, ela vem de um família de máfia muito rigorosa, onde todos se casaram com pessoas de dentro da máfia. Antes eu até achava legal isso, no fun
MARCO NARRANDO. A viagem de volta para casa parecia uma eternidade, decidi que não iria para Roma, não quero ficar em evidência. Volto para Palermo e vou esperar de casa, que ela venha para que eu possa fazer tudo de ruim que eu desejei esse tempo todo. Ela vai pagar com correções, tudo que ela e seus pais me fizeram passar. Fui humilhado de todas as formas, mas agora eu vou ter a cabeça dela em uma bandeja, e será um prazer colocar ela numa bandeja e mandar pro Fernando, ou ele não sabe que eu sei que ele anda procurando ela? Aquele idiota todas as vezes que me via com a Ana ,os seus olhos iam diretamente nela, ele pensa que eu esqueço disso. Já quis matá-lo um dia, mas meu pai não deixou, disso que a máfia Satana poderia nos exterminar, e ele preferia ser aliado, e não ficar como inimigos mortais. Uma vez que eles poderiam colocar várias organizações contra nós. Tive que engolir o meu desejo, mas é meu sonho matá-lo, e ainda vou fazer isso, mas antes farei com a ELIZ
ELIZA NARRANDO Droga o meu jantar tinha tudo para dar certo aí vem o Tom e faz o que? me desestabiliza toda com aquele toque dele. E ao vê-lo foi que eu pude perceber a saudade absurda que eu estava. — Está tudo bem com você? - O Ítalo percebeu o meu embaraço depois que o Tom veio aqui. — Está sim. Não é nada demais. - Tomo um pouco de água. — Vocês dois? Já tiveram algum relacionamento? — Aí íTalo a história é complicada, mas não estamos juntos se é isso que quer saber. — Tudo bem então, vamos mudar de assunto, né? — Isso, melhor. - Eu consegui respirar melhor. Mas saber que ele estava aqui e queria conversar ao mesmo tempo que me irrita, meu coração me trai. Ele não sabe o que quer, num dado momento me quer perto e em outro me afasta. Eu nunca sei o que pensar nessas oscilações dele. Mas pude notar que ele ficou com ciúmes, e me deu uma vontade de rir na hora que ele fala com o Ítalo todo irritadinho. Bom, apesar de tudo a noite foi ótima. Voltei para o
FERNANDO NARRANDO — Por favor, volta para casa. - Ela fala com a voz embargada, chorando copiosamente. — O que está acontecendo Márcia? Porque você está chorando tanto. — Meu pai hoje teve um ataque cardíaco, eu não liguei para você cedo porque sei que você estava com muita coisa para fazer. — Ele foi internado com dores no peito por volta das 12h, e está muito mal, os médicos não sabem se ele vai sair dessa, afinal já é o 3 ataque em menos de 2 anos. - Ela continuava a chorar muito. Eles são muito ligados. — Fique calma, eu vou mandar preparar o avião, e jájá estarei aí com você, não se preocupe. - Não posso deixá-la so nessa hora. Quando perdi o meu pai ela não largou de mim um instante. — Está certo, eu espero você aqui. Não conte nada ao Tom por enquanto, você sabe que ele é apaixonado pelo avô. — Fique tranquila, não vou falar. Até logo mais. - Depois que desliguei, falo com o piloto. Sairia dali a meia hora. Ligo então para o Enzo. — Ola Enzo, já d