Encontrei Amanda na entrada do shopping já com um sorvete em mãos. Soltei um riso doce e corri até ela. Era a primeira vez que eu a via usando um vestido leve e sandálias os pés. Ela sempre estava de social. —Achei que você não viria. Não sei por quê, mas você anda tão obcecada por aquele escritório! - Disse Amanda, exibindo um tom divertido, mas me repreendendo internamente. Eu então sorri. —Calma, eu vou te contar tudo! - Falei entrelaçando nossos braços, entrando no shopping com ela. Fomos primeiro em uma loja de maquiagens. Amanda amava esse tipo de coisa. Em seguida, entramos em uma de sais de banho e em seguida em uma loja infantil para completarmos o enxoval do nosso pequeno bebê. — Nada no mundo supera isso. — Amanda suspirou, rodopiando com sacolas nos braços. Eu ri, ajustando a alça da bolsa no ombro enquanto caminhávamos lado a lado. — Está falando das compras ou do cheiro de café misturado com loja de perfume? — De tudo! — Ela abriu um sorriso enorme. — O shopping
Christian Müller -Ivy havia saído para encontrar Amanda sobre meu pedido. Eu e Mark estávamos vigiando algumas empresas de longe. Ouvindo a ideia de Mark, decidi fazer um stand dos novos produtos da minha empresa, para termos uma aceitação melhor no mercado.Como envolvia muita gente poderosa, cheia de esquemas e ambições, decidi deixar Ivy longe de problemas e ir sozinho a essa reunião.E então, a tão esperada mensagem chegou ao meu celular. “Encontre-nos no Sky Pub para acertarmos os detalhes”. Disse Jonathan me avisando.O dia já havia sido longo, e agora, sentado naquela sala privada no bar, eu aceitava um copo de uísque enquanto escutava Jonathan e seu pai, Jack, falarem sobre o evento. O espaço que eu queria para o stand da nova coleção de móveis era estratégico, e Jonathan tinha a influência necessária para facilitar isso. Mas, como eu já esperava, tudo tem um preço. De repente, a porta foi aberta e mais uma pessoa entrou por ela. Era Richard, o Homem que até meses atrás q
Assim que ouvi as palavras de Christian, meu olhar se fixou no dele, tentando decifrar o que realmente queria me dizer.Eu senti como se tivesse algo a mais por trás disso. Como se ele estivesse me polpando de alguma coisa. E foi então que me lembrei das palavras dele na noite do teatro.“Eu estava mesmo disposta a aguentar aquilo para estar ao lado dele”?Soltei um suspiro pesado, sentindo um aperto no peito. Dei um passo à frente, reduzindo a distância entre nós, meus olhos ainda presos aos dele.Christian abriu um sorriso ladino, aquele que sempre me fazia perder o fôlego, e ergueu a mão para tocar meu rosto. Seu toque era quente, reconfortante, mas também me deixava vulnerável.— Foi por isso que você ficou assim? — sua voz saiu baixa, como se apenas eu devesse escutar.Fechei os olhos por um segundo antes de soltar o ar preso em meus pulmões.— Eu a vi comprar essa gravata... — minha voz saiu mais suave do que eu esperava. — E ela me provocou.Os dedos dele traçaram um caminho le
A água quente envolvia meu corpo como um abraço confortável, o cheiro suave dos óleos essenciais se misturando com o toque hábil dos dedos de Christian em meu couro cabeludo.Eu já estava completamente entregue àquela sensação, com os olhos fechados e um suspiro de contentamento escapando dos meus lábios.Os movimentos dele eram lentos, cuidadosos, como se ele quisesse prolongar cada instante, aproveitando o efeito que causava em mim.E então, sua voz soou baixa, profunda e irresistivelmente sensual:— Quero fazer um acordo.Minhas sobrancelhas franziram levemente e abri os olhos o olhando com curiosidade.—Um acordo? – Perguntei me sentando para o olhar.Christian respirou fundo e deslizou os dedos da minha nuca para meu ombro, me exibindo sua expressão séria.— Sim. Algo que vai ser bom para nós dois. – Disse ele, traçando um círculo na minha pele com seus dedos. — No trabalho, podemos continuar fingindo para mantermos nosso relacionamento entre nós. Se eu precisar ser rude, gritar,
O despertador tocou suavemente, mas eu já estava acordada. Nos últimos dias, meu corpo parecia ter se ajustado a um novo ritmo, e eu costumava despertar antes mesmo do alarme.Me espreguicei devagar, sentindo meus músculos relaxarem com o movimento. Passei as mãos sobre minha barriga e sorri ao notar o quanto ela já estava evidente. Meu coração aqueceu no mesmo instante.Era estranho pensar que tudo começou de uma maneira inesperada e que agora, eu carregava dentro de mim uma parte de Christian.E mesmo que eu tentasse ignorar, a cada dia essa conexão se tornava mais intensa.Depois de alguns segundos imersa nesse pensamento, respirei fundo e me levantei. Precisava me arrumar para o trabalho.Fui até o closet e escolhi um vestido midi creme, que se ajustava ao meu corpo sem apertar. Coloquei um blazer branco por cima e finalizei com um salto mais baixo; era mais confortável para um dia inteiro de trabalho.Eu havia passado o olho rapidamente pela agenda de Christian na noite anterior
O caminho até a sala de Christian foi uma batalha interna para manter minha expressão neutra. Eu tentava ignorar a sensação incômoda das palavras de Sophie ainda ecoando na minha cabeça. Respirei fundo, ajustei a postura e entrei na sala com naturalidade.Pelo vidro, vi Christian concentrado no notebook. Seus olhos estavam fixos na tela e uma expressão séria no rosto.Fui até a cozinha do escritório para pegar uma xícara de café para ele, tentando ignorar completamente o olhar de Sophie e agora o de Bianca sobre mim.Assim que entrei na sala dele, estendi a xícara para Christian o ouvindo soltar um respiro forte. Ele ergueu os olhos para mim e um pequeno sorriso surgiu no canto de seus lábios enquanto aceitava a bebida.— Obrigada pequena, você é sempre muito atenciosa. — Disse ele, com aquela voz rouca que sempre me desarmava.Pequena. Aquele apelido fazia meu coração palpitar.Assenti com um pequeno sorriso e observei enquanto ele tomava um gole e voltava a encarar a tela do comput
O olhar de Andressa passou lentamente entre mim e Christian, carregado de satisfação.Era como se tivesse acabado de flagrar algo comprometedor e estivesse adorando cada segundo daquilo.Christian se levantou lentamente, exibindo seu rosto assumindo a expressão fria e calculista que eu já conhecia tão bem.Ele enfiou as mãos nos bolsos do terno e arqueou uma sobrancelha.— O que você está fazendo aqui tão cedo, Andressa?Ela não se deu ao trabalho de responder de imediato.Em vez disso, caminhou até o sofá e se sentou com elegância, cruzando as pernas e nos encarando como se estivesse prestes a se divertir.— Eu vim tomar café com meu sócio, claro. — Respondeu, lançando um olhar afiado para mim antes de voltar sua atenção a Christian. — Precisamos acertar alguns detalhes... Afinal, onde vai ficar minha mesa?Meu coração falhou uma batida.Mesa?Meu olhar se voltou automaticamente para Christian, buscando alguma explicação, mas ele manteve sua postura firme, analisando Andressa com pac
O ar dentro da sala de reuniões estava carregado. Eu sentia os olhares sobre mim, analisando cada passo que eu dava enquanto levava a jarra de água até a mesa. Mas nada me incomodava mais do que o sorriso venenoso de Andressa.Ela se inclinou ligeiramente na cadeira, cruzando as pernas com ares de superioridade, e então abriu a boca:— Querida, poderia me trazer um café sem açúcar, por gentileza? – Disse ela com aquela voz que me causava ânsia.Minha respiração travou.Por um instante, pensei ter ouvido errado. E ao encará-la, percebi que seu pedido era intencional. Ela queria me reduzir a uma simples serviçal, bem ali, diante de todos.Engoli a raiva que queimava dentro de mim, sentindo meu sangue ferver.Meu trabalho ali não era servir café. Eu não era copeira, era assistente de Christian. E ela sabia disso.Minha mandíbula travou, mas antes que eu respondesse, a voz firme e gelada de Christian cortou o ambiente:— Se quer café, vá e pegue. Ivy não é sua empregada. – Disse ele a olh