— Entrei no banho e tentei esquecer tudo e todos à minha volta, mas a todo o tempo o garoto vinha em minha mente. A forma como Edu me olhava, a forma como tratava Enzo, os olhares para a empregada. Falando nela essa mulher estava me tirando do sério a algum tempo e não estava gostando nada da forma como Edu a olhava, certo que não tenho e nunca terei nada com ele. Mas ainda assim ele me deve respeito. Saí do banho, peguei uma roupa bem leve e deitei tentando dormir. Fiquei na cama rolando de um lado para o outro, muitas coisas me incomodavam, o fato de Edu estar fora de casa era uma delas, não que eu me importasse com aquele pirralho. Depois de horas rolando de um lado para o outro enfim consegui dormir. Era madrugada acordei com um barulho, de repente um vidro se estilhaçando, levantei assustada. Edu havia esbarrado em um dos meus jarros mais caros, ele estava ainda mais embriagado que na noite anterior, ao me olhar ele falou dessa vez sendo bem ríspido. — Me perdoe Helena, eu não q
— A noite por incrível que pareça correu bem, meu avô até conseguiu rir, meu filho Enzo passou a noite brincando com Edu como se fossem duas crianças. Quando saímos da mansão de vovó, Edu me convenceu a irmos para a boate de seu pai, meu filho seguiu para casa com o motorista. — Edu LeBlanc se ainda não percebeu, odeio barulho e esse lugar é insuportável. Irei permanecer por pouco tempo e vamos embora. — Tudo bem Helena, mas você precisa se divertir pelo menos um pouco. Você fala do seu avô mas a rabugenta aqui é você. — Cala essa boca, e vá se acostumando, essa é a última vez que venho aqui com você. — Tudo bem, eu venho sozinho. — Você é casado agora, infelizmente comigo. — Infelizmente Helena, sou assim tão insuportável para você? — Sim, você é. Falei olhando bem em seus olhos, ele me olhou e se aproximando falou. — Entendi, não se preocupe, vou fazer o possível para não atrapalhar mais sua vida perfeita. — Ele falou e saiu de perto, logo após começou a beber feito um louco
COMO TODA NOSSA HISTÓRIA COMEÇOU— Me chamo Helena Sullivan, acabei de acordar em minha cobertura, o dia começou tranquilo como todos os outros, levantei cedo, me espreguicei indo até a varanda e abrindo as portas do quarto, ao fazer isso pude contemplar a vista dali que por sinal era sem dúvidas magnífica. Moro em Miami, minha cobertura dá direto para a praia, o dia começou perfeito, quem diria que terminaria com tantas surpresas. Mas voltando a minha bela varanda, dali conseguia avistar as gaivotas voando e o balançar das palmeiras, a brisa serena e calma,tão leve, confesso que uma verdadeira paz me inundava. Sempre gostei de ficar assim olhando o mar, me acalmava. Porém resolvi sair para correr como fazia todas as manhãs, logo fechei as portas do quarto, fui até meu enorme closet e peguei ali uma blusa longa e um short branco, pus meus tênis e logo estava descendo os elevadores indo para a praia. Odiava o fato de que minhas memórias sempre me traiam, lembro que antes era uma mulh
— Confesso que senhor Lennion é a minha pessoa nesse lugar, aquele homem me conhece tão bem e sabe exatamente o que falar e não falar. A manhã estava realmente uma delícia, corri o suficiente para ficar bem suada. A areia da praia trazia uma serenidade, a água estava fria resolvi então dá um leve mergulho coisa que nunca fazia.Quando de repente um dos seguranças resolveu me interromper, eles nunca faziam isso. Na maior parte do tempo mal percebia a presença deles. Saí do mar totalmente irritada, e peguei o telefone da mão de um deles, sem me incomodar em saber quem era. Para estar me ligando a essa hora da manhã só podia ser vovô.Alô! Porque me incomodar tão cedo meu avô?— Helena sou eu Bruno, temos um jantar de negócios hoje a noite com seu avô. Se prepare e me encontre às 20:00 horas, e não esqueça isso não é um convite. — Que maravilha estão me obrigando então? — Querida, não pense assim. Você sabe que é de seu total interesse, é pela empresa Helena, então até mais.— Eles def
— Meu avô era um velho ríspido, briguento, rabugento diria, porém era a única pessoa que sempre tive como família. Meus pais morreram quando tinha apenas 16 anos em um acidente de avião, meu avô nunca superou essa perda, ele sempre cuidou muito bem de mim, até a catástrofe de meu casamento, quando me casei o velho ficou todo feliz, quando engravidei Vovô não se aguentava de tanta alegria, até que aconteceu o triste incidente que veio a ceifar a vida de meu amado Lorenzo, e como ele não fui capaz de superar, passei dias sem sair de casa, não comia, não trabalhava, quando comecei a sair a única coisa que sabia fazer era destruir tudo à minha volta, bebia noite e dia, meu avô tentou de todas as maneiras me fazer me reerguer do fracasso que me tornei, por último veio a falência, o velho já sem controle nenhum tentou me internar, também sem êxito, meu avô já não sabia mais o que fazer nem do meu filho eu conseguia cuidar. Até que conheci o sócio do vovô. O homem mais inteligente e sagaz qu
— Ainda no mesmo jantar continuamos revendo os motivos pelos quais teria que me casar novamente. — Meu avô, com todo o respeito, por mim não vejo problema nenhum em casar, desde que seja de fachada. Agora o senhor e o Oleg vão ter que controlar o garoto. Já que ele não quer, resolvam com ele. — Não se preocupe Helena, Oleg sabe como conter o fedelho do filho dele. — Meu Deus vovô a que ponto cheguei na vida. Ter que casar com um fedelho por dinheiro. Que droga. — Helena entenda, ou você se casa ou iremos à falência. — Respirei fundo e falei pensativa novamente. — Diga vovô esse golpe que sofremos tão de repente, acaso não foi o senhor e Oleg que planejaram para me casar a força não né? O Senhor não está armando dessa vez para me ver casada? Ou está? Me perdoe por pensar assim. — Não estou armando nada. Fizemos um grande contrato milionárioanos atrás, infelizmente eu tinha uma grande dívida a pagar, Helena, me perdoe por está te fazendo passar por isso. A empresa e tudo que te
— Li e reli todas as cláusulas várias vezes, não havia nada nelas que impedissem o casamento. Então é isso Helena você vai se casar mais uma vez. Estava totalmente perdida em meus pensamentos quando a senhora governanta chegou e falou. — Senhorita Helena seu avô ligou perguntando se a senhorita já está de malas prontas, eles marcaram o casamento para amanhã.— Meu Deus, eles não me dão um minuto de paz. Tudo bem, tranquilo. Então é isso, infelizmente vamos ao casamento. Estava indo ver meu filho em seu quarto quando meu advogado me ligou. — Helena já está tudo pronto para o casamento. Só que tem algo que queria lhe informar antes.— O que houve dessa vez? — Edu, o jovem noivo, ele pediu para mudar alguns detalhes, pediu que fosse mudado umas cláusulas do contrato. E isso nos preocupa um pouco. — E o que é de tão importante? O que o pirralho quer mudar? — Irei te enviar exatamente as palavras dele, espero que a senhorita leia rumo a Madri, ou não iremos chegar no horário marcado
Helena Sullivan — Empresária muito bem sucedida no ramo de exportação e importação de tecidos. Neta do poderoso Gustave Sullivan. Helena é uma mulher de 27 anos, Viúva, mãe de um lindo garotinho de cinco anos. Muita bonita e cobiçada. Helena a anos atrás para fugir da falência e fazer de seus negócios um sucesso ainda mais promissor acabou fazendo um grande empréstimo mais o poderoso avô, porém devido a isso agora estão passando por uma crise financeira que ameaça os falir. Sendo assim ela acaba assinando um contrato com seu melhor amigo e sócio. A condição principal do contrato é que Oleg lhe dê tudo o que desejar para impedir que ela vá à falência contanto que ela se case com seu único filho. Helena sempre muito ambiciosa fez tanto sucesso que se tornou uma CEO muito conhecida, só que diante da enorme crise que ameaça seu império ou ela casa ou perderá tudo. Sendo assim Helena não pensa duas vezes em cumprir com sua promessa de casar com o jovem Edu, o importante para ela é garanti