— Estava tensa, como se o mundo inteiro estivesse nos observando. Seus olhos estavam fixos nos meus, de uma maneira tão profunda, não posso negar que carregava comigo muitos medos, incertezas e uma dor absurda, que nem mesmo o tempo era capaz de apagar. O luto de anos havia deixado suas cicatrizes em mim e a ideia de me abrir para alguém me aterrorizava me impedindo de abrir meu coração para ele. Estávamos próximos, quase nos tocando. O ar estava carregado de tensão, mas também de uma atração irresistível. Ele me olhava carinhosamente me envolvendo, seus olhos se encontrando com os meus. Como se o tempo tivesse parado, e estivessemos em câmara lenta, Edu se inclinou lentamente, como se não quisesse me assustar, e colando seus lábios aos meus suavemente, nos beijamos pela primeira vez, o beijo era carregado de amor, e sensações que a muito tempo não sentia, como se uma brisa leve suave em uma tarde de primavera estivesse me acolhendo em seus braços. Aquele era um beijo gentil, mas c
— Confesso que fiquei surpresa, quando Edu me falou que iria me acompanhar. Saímos de minha cobertura naquela manhã meio tímidos, tudo o que havia acontecido na noite anterior havia reaberto grandes feridas em mim, mas depois de muito tempo eu conseguia sentir que essa dor poderia sumir. Quando entramos no elevador, ele veio para perto e colocou sua mão timidamente em meu rosto ao falar. — Então Helena, estou curioso, o que você vai me colocar para fazer afinal não sei fazer nada. — Posso te ensinar, se você me permitir. Ele sorrindo se aproximou ainda mais e falou baixinho ao meu ouvido. — Então está combinado, você me ensina o que sabe, e eu te ensino o que sei. — Como assim, Edu, você acabou de dizer que não sabe fazer nada. Ele sorriu aproximando mais ainda seu corpo ao meu, suas mãos sobre meu pescoço e afastando meu cabelo beijou-me o pescoço subindo seus beijos em minha orelha. Quando Edu ia pronunciar algo a porta do elevador se abriu indicando que havíamos chegado à port
— O clima no carro de repente começou a esquentar, Edu sabia que sentia desejos por ele, mesmo que eu tentasse dizer que não meu corpo falava exatamente o contrário. Porém ainda não me sentia preparada para viver algumas coisas com ele, mas pelo menos eu queria tentar, queria dar um primeiro passo. Os momentos ao lado de Edu passaram a ser todos um pouco encantadores, embora ele fizesse de tudo para me deixar louca, a impressão que tinha era que ele parecia me enfeitiçar. O tempo ao seu lado havia passado a ser algo tão prazeroso que mal percebia ele passando a minha volta, estamos nos olhando enquanto sua mão passeia por meu rosto quando o motorista fala que acabamos de chegar, o segurança desce e faz a volta vindo abrir a porta para mim, quando Edu faz sinal para que o mesmo pare. Edu desce do carro e vem ele mesmo abri-la, sorrio para ele meio timidamente, não estou acostumada a ser tratada assim, saímos do carro entrando no prédio mais uma vez de mãos dadas, quando entramos no ele
— Nos despedimos de meu filho amado e fomos às pressas para o aeroporto, Bruno ligou várias vezes indignado porque estávamos atrasados, quando chegamos lá, Edu mais uma vez desceu do carro e veio abrir a porta para mim, ao me olhar seus olhos completamente penetrantes ele sorriu e falou baixinho ao meu ouvido. — Se você soubesse como fica linda assim toda seria. — Sorri para ele estendendo minha mão indo em direção ao avião que já nos esperava, quando entramos havia um enorme buquê de tulipas sobre meu acento, as peguei e abri o bilhete com a seguinte mensagem. — Helena que essa seja apenas a primeira de todas as viagens que ainda faremos juntos, Edu. — Olhei para ele e o abracei sorrindo como gesto de agradecimento. Embora estivesse totalmente feliz nesse momento, parte de mim me levava a memórias de Lorenzo. — São as minhas preferidas, como você sabia? — Você me criticou porque casei com você sem ao menos saber seu nome completo, fiquei curioso em saber quem era você Helena Sul
— Quando Edu falou isso fiquei totalmente desconcertada, era impossível não ficar tímida com uma situação dessas, ele continuou com a flor brincando sobre meu rosto e falou. — Você é tão linda Helena. — Obrigado Edu. Ele pegou minha mão e a beijou, depois falou baixinho fechando os olhos. — Vou tentar dormir, quem sabe eu também tenha a sorte de sonhar com você linda. — Confesso que essa foi a melhor viagem que já fiz, ele estava bem ali ao meu lado, meu coração conseguia encontrar equilíbrio agora, embora eu ainda tivesse muito medo, a única dor que sentia agora era de pensar que Edu poderia ir embora. Meu coração estava repleto de sentimentos novos, e eu ansiava mais uma vez por vivê-los todos eles. Não quisemos comer, afinal estávamos viajando a noite, por volta das cinco da manhã ouvimos o piloto anunciar que estávamos chegando à Suíça. Desembarcamos e fomos todos juntos para o hotel, Bruno me olhava curioso embora sempre fosse muito discreto. Ao chegarmos no hotel ele me pedi
— Era impossível negar que me encontrava em um total êxtase, finalmente depois de muito tempo posso afirmar que ainda havia espaço para a felicidade em minha vida. Me encontrava completamente apaixonada por ele. Edu continuava me olhando ao sorrir quando repetiu a pergunta. — Dormiu bem meu amor? — Sorri para ele e o respondi, impossível ter dormido melhor, e você? — Na verdade eu não dormi, Helena, fiquei te admirando. — Ele sorriu maliciosamente e pulou sobre meu corpo, me beijando e acariciando, aos beijos Edu sussurrou sobre meu ouvido. — Helena, você faz ideia do quanto sonhei com esse momento? — Edu, se isso for um sonho, não me acorda por favor. Ele sorriu e cochichou. — Quer tomar um banho comigo? — Sim, afinal a gente precisa sair para comer alguma coisa. Edu me provocando a ponto de quase me deixar à beira da loucura de tantos desejos falou ao morder a ponta de minha orelha. — No momento só quero comer Você. — Adorava seu jeito simples de ser, ele era sempre tão e
— Edu parou me observando, como se estivesse planejando algo. Depois chegando bem perto, suas mãos sobre meu queixo enquanto seus olhos estavam fixos nos meus, aquele olhar sedutor parecia que estava lendo minha alma, Edu mordeu o lábio depois falou baixinho ainda me olhando. — Helena, estou completamente enfeitiçado por você. Vem cá me deixa te mostrar o que sei fazer. — Me envolvendo em seus braços musculosos ele colou seus lábios nos meus e foi descendo lentamente por meu pescoço, me deixando arrepiada, suas mãos começaram meio que uma dança silenciosa jogando nossas roupas ao chão, seus dedos sagazes desfilavam por meu corpo me dominando, enquanto sua boca ia deslizando por toda parte, quando ele começou a chupar meus seios já estava totalmente excitada, ele desceu seus dedos sobre minha intimidade e voltou seus lábios para meu ouvido sussurrando meio que um gemido. — Haaaaa Helena, tão molhadinha, assim você me deixa ainda mais apaixonado por você. — Depois, sua língua volto
— O desfile demorou algumas horas para terminar, Edu passou o tempo inteiro sendo atencioso e educado, pude perceber que ele realmente parecia gostar do ambiente, não sei bem se do desfile ou das mulheres as quais vestiam todas aquelas peças feitas com nossos tecidos. Não que eu quisesse ser chata, mas não pude deixar de notar os olhares para ele, por um momento senti vontade de voar no pescoço de algumas modelos que pareciam querer fazer o mesmo só que com meu marido. Quando enfim o desfile terminou, levantamos e nos dirigimos a parte reservada para onde estava acontecendo parte da festa comemorando o desfile que havia sido um sucesso. Ele não desgrudava um momento sequer, o olhei e não pude deixar de perguntar. — Querido, você já dormiu com todas essas mulheres? Ele me olhou com um olhar bem perspicaz e sorriu ao me responder. — Não linda, porque? — Porque os olhares delas dizem o contrário disso. — Helena, você é a única mulher a qual quero ter, qualquer um que olhe em meus olho