Atravessar a fenda foi como entrar em um pesadelo e um sonho ao mesmo tempo. Quando Lira deu o primeiro passo, o mundo ao seu redor se distorceu. O ar pulsava com uma energia que desafiava a lógica, e as cores eram mais vívidas do que qualquer coisa que ela já tivesse visto. Cada respiração era carregada de uma tensão indescritível, como se algo maior observasse cada movimento.A Terra das SombrasAo chegarem do outro lado, os guardiões se encontraram em um mundo que parecia ser uma distorção de tudo o que conheciam. O céu era de um tom profundo de violeta, com estrelas que piscavam com uma frequência acelerada. As montanhas ao fundo pareciam flutuar, e o chão sob seus pés era de uma substância viscosa e translúcida.— Onde estamos? — perguntou Celina, tentando compreender o que seus olhos estavam presenciando.— Não é um lugar físico... ou pelo menos, não de uma forma que entendemos — respondeu Eshara, que sentia uma pressão crescente em sua mente. — Isto é uma extensão do Véu. Estam
A jornada pelo reino das distorções não foi uma simples travessia, mas uma luta constante contra o que o Véu representava: a fronteira tênue entre o conhecido e o desconhecido, entre a realidade e os abismos da criação. Enquanto Lira e os outros avançavam, o ar parecia se espessar, com cada passo mais difícil que o anterior. A energia do Véu estava agora agindo diretamente sobre suas consciências, como uma força invisível que os testava em níveis que não imaginavam ser possíveis.Os Cristais da VerdadeEles chegaram a uma clareira. O terreno, agora totalmente alterado, tinha uma textura líquida, fluindo como se fosse composto de matéria e energia simultaneamente. No centro da clareira, erguia-se um pedestal de cristal. Ao seu redor, várias pedras flutuavam, brilhando com uma intensidade que variava conforme os movimentos daquelas energias circulantes.— Os Cristais... — murmurou Eshara, uma onda de entendimento iluminando seus olhos. — Eles são a chave para restaurar o Véu.Os cristai
Após a restauração inicial dos Cristais da Verdade, o grupo sentiu que o ar ao seu redor começava a mudar. A energia do Véu, antes caótica e instável, fluía agora como uma melodia, um canto que ecoava nos corações de todos. Era como se o Véu estivesse contando uma história, sua própria história, através de notas e vibrações que transcendiam palavras.O Chamado da Harmonia— Vocês ouvem isso? — perguntou Celina, fechando os olhos para se concentrar no som. Era uma música etérea, uma mistura de vozes e instrumentos que pareciam vir de todos os lugares e de lugar nenhum.— Não é apenas som — disse Arian, o rosto iluminado por uma compreensão súbita. — É o próprio Véu tentando se comunicar.Eshara tocou um dos cristais que ainda brilhava suavemente. Ao fazê-lo, sentiu-se transportada para um espaço além da realidade. Era um lugar vazio, mas preenchido por luzes dançantes, como constelações vivas. Uma figura começou a se formar ali, feita de pura energia, com traços vagamente humanos.— Eu
Os guardiões estavam exaustos, mas o Véu pulsava suavemente no céu, como um coração universal que acabara de ser estabilizado. A Canção da Origem havia desaparecido, mas seu legado permanecia nítido. Agora, as dimensões estavam conectadas, mas a harmonia recém-criada exigia vigilância constante.Um Novo Horizonte— Isso é só o começo — disse Eshara, olhando para os cristais que agora estavam profundamente integrados ao solo. Suas cores dançavam com uma tranquilidade que acalmava os sentidos, como se o universo estivesse finalmente respirando aliviado.— É estranho... — murmurou Arian, franzindo a testa. — Parece que alcançamos o fim de algo grandioso, mas sinto que algo maior ainda está por vir.Celina concordou silenciosamente. O silêncio que se seguira ao ritual estava longe de ser vazio; era carregado de promessas, de perguntas sem resposta e de um mistério que ainda pairava.A Visita InesperadaEnquanto refletiam sobre seus papéis futuros, uma figura apareceu à distância, caminhan
Os primeiros raios do sol atravessavam o Véu, projetando feixes de luz iridescente sobre o vilarejo. O ambiente estava em paz, mas os corações dos guardiões sabiam que essa tranquilidade era uma ilusão passageira. A luta contra a entidade do caos havia deixado marcas invisíveis, não apenas no Véu, mas também em cada um deles.Um Chamado do VéuCelina foi a primeira a perceber que algo havia mudado. Enquanto caminhava pelas bordas do vilarejo, os cristais emitiram um som sutil, quase como um sussurro.— Vocês ouviram isso? — perguntou, reunindo-se com Arian e Eshara.— Não ouvi nada, mas... — Eshara parou, colocando a mão no coração. — É como se o Véu estivesse tentando falar conosco.Arian olhou para o céu, onde as cores do Véu pareciam formar padrões efêmeros, como mensagens codificadas.— Talvez a restauração tenha despertado algo adormecido por eras. Precisamos entender o que isso significa.A Reunião dos GuardiõesOs guardiões se reuniram no centro do vilarejo, onde Elias aguardav
Os primeiros raios do sol atravessavam o Véu, banhando o vilarejo em uma luz suave e iridescente. Era como se o próprio universo quisesse lembrar aos habitantes de sua vastidão e mistério. Apesar da tranquilidade aparente, os guardiões sabiam que o caos nunca dormia. A restauração do Véu havia trazido um equilíbrio momentâneo, mas suas almas carregavam cicatrizes invisíveis das batalhas recentes. Celina acordou com um peso no peito. O som de sussurros a despertara no meio da noite, mas ela não conseguira entender suas palavras. Agora, enquanto caminhava pelas bordas do vilarejo, os cristais emitiam um som distinto, um murmúrio constante. — Vocês ouviram isso? — perguntou ela, chamando Arian e Eshara. — Não ouvi nada — disse Arian, franzindo a testa. — Mas sinto algo. O ar parece... mais denso. Eshara colocou a mão sobre o coração, seus olhos se enchendo de uma luz suave. — O Véu está falando conosco, mas não em palavras. É como uma melodia distante, que ainda não conseguimos en
Os guardiões avançavam pela floresta ao redor do vilarejo, seguindo as linhas douradas e prateadas do mapa que o Véu lhes apresentara. Cada passo parecia guiado por uma força invisível, como se o próprio universo conspirasse para levá-los ao seu destino. Apesar disso, o ar estava carregado de tensão. A jornada prometia tanto revelações quanto desafios.Arian liderava o grupo, com Lira logo atrás. Celina e Eshara observavam os arredores, alertas a qualquer sinal de perigo. O som do vento entre as árvores lembrava o sussurro do Véu, um lembrete constante de que o equilíbrio estava sempre em jogo.— Vocês sentiram isso? — perguntou Eshara, parando abruptamente.O grupo congelou. O chão sob seus pés vibrava levemente, como se uma força profunda estivesse se movendo abaixo da superfície.— Não é daqui — respondeu Lira, olhando para o céu. — É como se algo além desta dimensão estivesse tentando se conectar.A Porta Entre MundosPouco tempo depois, chegaram a uma clareira. No centro dela, um
O retorno ao vilarejo foi marcado por um silêncio incomum. O Véu parecia mais denso, mais presente, como se tivesse se aprofundado na própria essência do mundo. Os guardiões estavam exaustos, mas a missão cumprida trouxe uma paz temporária, uma sensação de que algo maior estava em movimento.Ao atravessarem o portal de volta, uma sensação inquietante os envolveu. O vilarejo parecia intocado, mas algo no ar estava diferente, como uma sombra invisível pairando sobre eles.— O que aconteceu? — murmurou Arian, olhando para os cristais que circundavam o vilarejo. Eles estavam mais opacos, suas cores menos vibrantes.Eshara, com os sentidos aguçados, sentiu a energia distorcida ao seu redor. — Algo não está certo. O Véu… ele mudou.Lira, sempre perceptiva, olhou para o horizonte. O céu, antes claro e pacífico, agora parecia obscurecido por uma névoa escura que se aproximava.— Não é possível — disse Celina, o olhar fixo no que parecia ser uma figura se erguendo entre as sombras.A figura pa