******SARAH*****
Fico assustada quando alguém toca meu ombro, e acabo gritando. Ao olhar para trás, vejo o Caleb. Sarah: Você quase me matou de susto, Caleb! Por que fez isso? Ele começa a rir da minha expressão assustada. Caleb: O que tanto chamou sua atenção que gritei e você não me respondeu? Sarah: Para ser sincera, nem eu sei ao certo. Foi tudo tão rápido, mas pareceu uma espécie de lobo. Caleb: Lobo? Impossível, Sarah! Você deve ter visto errado. Os caçadores eliminaram todas as espécies da região e certamente não deixaram nenhum vivo. Sarah: Talvez tenha sido só uma impressão. Não sei. Mas vamos embora, já chega dessa floresta. Peguei minha mochila, subi na moto com Caleb e ele me deixou em casa. Antes de entrar, ele me puxa pela mão. Caleb: Está tudo bem, pirralha? Desde que saímos da floresta, você não disse mais nada. Está estranha. Normalmente, você é a que mais fala aqui. Sarah: Apenas me lembrei que preciso entregar um trabalho para a faculdade. Preciso ir. Tchau, Caleb. Entro apressada em casa e me deparo com minha mãe, de braços cruzados. Salomé: Muito bonito, Sarah. Eu preocupada e você se divertindo com o Caleb, só Deus sabe onde. Não se esqueçam de que vocês já não são mais crianças. Embora tenham crescido juntos, vocês não são irmãos. Sarah: Não se preocupe, mamãe. Eu jamais olharia para o Caleb de outra forma; ele é como um irmão para mim e eu sou como uma irmã para ele. Nunca pensei de maneira diferente. Estávamos apenas passeando. Salomé: Você não voltou àquela floresta que frequentavam quando eram crianças, não é? Você sabe que seu pai não aprova que vocês vão até lá. Sarah: Mamãe, por que o papai tem tanta aversão àquele lugar? Eu não consigo entender. Salomé: Não sei, filha, mas é melhor não ficar perguntando. Você sabe que seu pai não gosta de falar sobre isso e é importante respeitar o espaço dele. Sarah: Às vezes, acho que o papai gosta de me controlar e esquece que já não sou mais criança. Ele mandou o Caleb me acompanhar da escola até em casa, como se eu não soubesse andar sozinha. Ele parece pensar que, por ser delegado, tem o direito de mandar em mim. Ele pode dar ordens aos empregados dele, mas não a mim. Se meu pai pudesse, já teria me casado com aqueles amigos dele da polícia, aqueles velhos nojentos. Mas como ele não pode me obrigar, precisa respeitar a minha decisão. Salomé: É melhor você não irritá-lo. O humor dele está péssimo, sempre chegando em casa estressado. O que costumava aliviar era a caça, mas não sei o que aconteceu na última, que ele não quis mais voltar a caçar. Sarah: Mãe, qual tipo de animal o pai costuma caçar? Nunca tive curiosidade de perguntar. Salomé: Ele caça diversos tipos de animais, mas o que mais o agrada é caçar lobos. Sarah: Lobos? Salomé: Sim, por que essa reação, Sarah? Sarah: Por nada, estou indo para o meu quarto. Beijei minha mãe e dirigi-me ao meu quarto. Ao me deitar na cama, olhei fixamente para o teto, refletindo sobre o lobo que avistei na floresta. Será que meu pai tem conhecimento da presença de lobos naquela floresta? E, caso ele venha a saber, será que teria a intenção de ir até lá para eliminar os lobos remanescentes? O Caleb mencionou que os caçadores exterminaram todos os lobos, mas isso não condiz com a verdade. Será que meu pai foi um dos caçadores que matou os lobos no passado? Existem tantas perguntas que gostaria de fazer ao meu pai, mas não posso, pois ele iria querer saber por que estou interessada, algo que nunca aconteceu antes. Na verdade, nem sei por que ainda estou pensando nisso. Depois de alguns minutos com a mente cheia de pensamentos, acabo adormecendo. (...) Havia algo nas profundezas da floresta, e quanto mais eu corria para escapar daquela criatura, mais a sentia se aproximando. Parecia que nada poderia me proteger dele. Mesmo assim, busquei abrigo entre os arbustos. Mordi os lábios para conter um possível soluço ao ouvir a respiração do animal. No entanto, era tarde demais; ele havia me encontrado. Fechei os olhos com força e abracei os joelhos. — Sarah. Em meio ao pânico, uma voz grave ressoou. Era humana, mas como poderia ser, se ele era um lobo? Reunindo o pouco de coragem que me restava, voltei a correr sem olhar para trás, enquanto a escuridão me envolvia. Comecei a correr para bem longe, sem saber aonde estava indo, e ouvi ele dizendo... — Sarah, não adianta fugir. Não importa o quanto você corra, você será minha. Quando percebi, encontrei-me em um abismo que parecia interminável e comecei a gritar em desespero até que... despertei assustada, o corpo suando, e olhei ao redor, como se tudo tivesse sido real. Ao olhar pela janela do meu quarto, percebi que estava aberta, o que me causou um arrepio inexplicável. — Que sonho foi esse? Por que sonhei com o mesmo lobo da floresta?*****DARIO*****Dario: Deixa eu entender essa ideia que estou tentando processar como humano, pois a visão do lobo a considera ridícula. Vocês realmente desejam se misturar com os humanos, conscientes de que eles não nos aceitam? Afinal, eles não apreciam nossa raça, assim como nós não temos afeições pela deles, especialmente por causa das perdas que tivemos, como a de nossos pais e amigos lobos. Mesmo assim, vocês ainda querem estar perto deles? Rudi: Positivo. De fato, Dario, a sua capacidade de raciocínio como humano parece superar a de um lobo.Dario: Vocês têm ciência de que somos lobos e não humanos, correto? Aquela tarde estava quente e, sentindo uma pontada de frustração, percebi que, apesar de amar meus irmãos, eles não conseguem compreender a gravidade de viver entre os humanos. Isso é perigoso para eles e, principalmente, para nós. O homem que matou meus pais e muitos de nós ainda está solto, vivendo livremente por aí. Apenas por enquanto. No momento certo, eu o en
. SARAH Permaneci deitada, tentando compreender aquele sonho perturbador. Os intensos olhos vermelhos do lobo negro não saíam da minha mente, como se estivessem gravados em minha alma. Nunca havia visto um lobo de perto, apenas em documentários na televisão, mas aquele... aquele não parecia um animal comum. Havia algo nele que despertava em mim um misto de medo e fascínio. Por que ele não me atacou? O que significava aquele olhar fixo em minha direção? As dúvidas começaram a se acumular dentro de mim como uma tempestade, intensificando minha confusão. Seria aquele sonho um presságio? Meu coração batia acelerado apenas ao considerar essa possibilidade. Tentei afastar esses pensamentos, mas era uma tarefa impossível. Era como se algo dentro de mim já soubesse que o encontro na floresta e o sonho estavam conectados de uma maneira que eu ainda não conseguia compreender.Suspirei profundamente e me forcei a sair da cama. Caminhei em direção à suíte, determinada a tomar um banh
****SARAH***** Sarah: Se você não me levar, eu vou sozinha, Caleb. A escolha é sua. Quando eu disse de forma decidida ao Caleb que, com ou sem a presença dele, eu iria à floresta, ele apenas revirou os olhos e soltou um suspiro. Logo em seguida, me entregou o capacete, colocou o dele e subiu na moto. Eu rapidamente subi na garupa, e ele ligou a moto, saindo da rua da faculdade e seguindo em direção à floresta.Meu coração pulsava forte e rápido, cheio de expectativa para chegarmos logo. O vento que soprava em meu rosto ajudava a controlar minha respiração, mas era difícil conter a ansiedade que crescia dentro de mim. Quando avistei a entrada da floresta, senti uma mistura de alívio e alegria. Assim que Caleb parou a moto, desci rapidamente. Ele retirou o capacete, mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, seu celular começou a tocar. Enquanto ele atendia, eu observava atentamente a floresta ao meu redor, buscando perceber algum detalhe, tentando sentir a presença de
**DÁRIO** O dia amanheceu, e observar os lobos correndo pela floresta, despreocupados, era uma imensa satisfação. Eu já estava em minha cabana, contemplando meus irmãos e os outros, que competiam para ver qual lobo era mais veloz e apresentava melhor desempenho. Embora houvesse um tom de infantilidade nessa competição, os pequenos lobos possuíam um dom especial de alegrar todos ao seu redor. Meus pensamentos estavam desorganizados. Na noite anterior, fui em busca da garota na cidade, e meu lobo a farejou, reconhecendo praticamente seu cheiro. Até agora, o aroma estava atormentando minha mente: uma mistura de especiarias, mel e lavanda. Agora, essa garota se tornava meu maior tormento, perturbando minha paz. Não consegui resistir e fui até ela para vê-la pessoalmente; entrei em seu quarto e a observei dormir. Queria entender que tipo de feitiço ela havia lançado sobre mim, já que me sentia hipnotizado por uma simples humana. Que a Deusa me liberte desse sentimento que me e
SINOPSE:ALCATÉIA:O AMOR PROIBIDO.Eu levava uma vida que muitos alfas desejariam ter, sendo o lobo alfa da alcateia Satomi, forte e poderoso, cercado por todas as lobas que quisesse. No entanto, ao completar trinta anos, encontrei minha companheira predestinada enquanto passeava pela cidade.Um acasalamento predestinado com uma humana?! Isso parecia inacreditável. Mas eu a desejava intensamente, e meu instinto de lobo a cobiçava mais do que jamais quis com qualquer loba. Um alfa lobo de uma alcateia, apaixonado por uma humana que não sabe quem realmente sou. E quando ela descobrir que sou um alfa, será que ainda vai querer estar ao meu lado? Como meus companheiros da alcateia reagirão ao saber que quero me unir a uma mulher humana? A verdade é que, por causa dela, sou capaz de encarar até meus colegas alfas para proteger nosso amor. Quer saber como essa história se desenrolará? Venha embarcar nessa aventura comigo, onde a alcateia e o amor proibido se entrelaçam.Olá, pes
SARAHA vida de estudante pode ser desafiadora; em alguns momentos é cansativa e, em outros, monótona. Atualmente, estou no último ano da faculdade, cursando Pedagogia com ênfase em Educação Infantil e Adolescente. Meus pais se esforçam ao máximo para arcar com as despesas da minha formação. Em razão do esforço que meus pais fazem, dou o meu melhor, mesmo que, às vezes, me sinta cansada das aulas que considero monótonas. Após a última aula, eu e minhas amigas, Vitória e Daiana, decidimos ir à sorveteria da cidade.Meu nome é Sarah, tenho 19 anos, sou solteira e nunca namorei ou até mesmo beijei algum garoto. Não é por falta de oportunidades, mas porque nenhum dos rapazes que conheci até agora me agradou. Sinto que os meninos da faculdade são bastante imaturos e, para mim, isso não é aceitável. Minhas amigas parecem se contentar com isso, enquanto eu busco algo mais significativo.Meu pai é delegado na cidade e também é apaixonado por caça; ele adora sair para caçar nos fi