SARAH
A vida de estudante pode ser desafiadora; em alguns momentos é cansativa e, em outros, monótona. Atualmente, estou no último ano da faculdade, cursando Pedagogia com ênfase em Educação Infantil e Adolescente. Meus pais se esforçam ao máximo para arcar com as despesas da minha formação. Em razão do esforço que meus pais fazem, dou o meu melhor, mesmo que, às vezes, me sinta cansada das aulas que considero monótonas. Após a última aula, eu e minhas amigas, Vitória e Daiana, decidimos ir à sorveteria da cidade. Meu nome é Sarah, tenho 19 anos, sou solteira e nunca namorei ou até mesmo beijei algum garoto. Não é por falta de oportunidades, mas porque nenhum dos rapazes que conheci até agora me agradou. Sinto que os meninos da faculdade são bastante imaturos e, para mim, isso não é aceitável. Minhas amigas parecem se contentar com isso, enquanto eu busco algo mais significativo. Meu pai é delegado na cidade e também é apaixonado por caça; ele adora sair para caçar nos finais de semana, considerando isso um momento de lazer fora do trabalho. Minha mãe não está mais empregada, mas dedica seu tempo a causas sociais, auxiliando em orfanatos e asilos, e frequentemente a acompanho nessas atividades. Vitória: Sarah parece estar sonhando acordada novamente. Saio do meu devaneio com a vitória me chamando. Sarah: O que eu perdi? Estava distraída. Daiana: Notamos que, ultimamente, você tem estado bem distraída. Estávamos comentando sobre os novos rapazes da nossa sala. Você não percebeu o quanto são atraentes? Sarah: Não reparei nem em quem entrou hoje. Daiana: Sarah, acho que você poderia ser um pouco mais ousada! Se continuar assim, vai acabar envelhecendo sem ter perdido sua virgindade. Vitória: ou ela não se interessa por nenhum homem, porque tem um gosto diferente do nosso. Sarah: Claro que não, vitória! Você está maluca! Não tenho nada contra quem gosta do mesmo sexo, mas isso definitivamente não é para mim. Daiana: Isso explicaria uma garota de 19 anos que ainda é virgem e nunca teve um namorado. Sarah: Não me levem a mal, meninas, mas eu não sou como vocês, que são mais ousadas. Eu sou mais reservada e espero pelo cara certo. Não desejo me entregar a alguém que possa me magoar. Vocês costumam se envolver com meninos imaturos e, muitas vezes, acabam se machucando por causa disso. Enquanto vocês acreditam que eles estão se comprometendo com vocês, acabam se decepcionando ao vê-los beijando outras garotas na sua frente. Se for assim, prefiro continuar sendo virgem. Coloco minha mochila nas costas e sigo meu caminho para casa, que fica a aproximadamente 20 minutos da faculdade. Estava imersa em meus pensamentos quando uma moto parou à minha frente, o que me assustou. Ao olhar, vi que era o Calebe, meu amigo de infância, que retirou o capacete e sorriu para mim. Caleb: Ei, Sarah, que tal eu te oferecer um sorvete em troca dos seus pensamentos? Sarah: Você vai ter que me pagar vários, Caleb, porque eu tenho tantas coisas na cabeça que você nem imagina. Você não deveria estar aqui, deveria estar na delegacia. (Caleb é policial e trabalha na delegacia do meu pai.) Caleb: Seu pai pediu para que eu te acompanhasse até em casa. Sarah: Sério? Não estou acreditando! Meu pai e suas manias de achar que ainda sou criança. Caleb: Ordem do delegado. Você sabe como é, né? Sobe aqui. Olhei para a moto e voltei a olhar para o Caleb. Sarah: Só subo se me levar até aquela floresta distante da cidade, onde íamos quando éramos crianças. Caleb: Você sabe que seu pai te proibiu de ir lá, não sabe? Sarah: Ele não precisa saber, só nós dois. Ele sorri de forma travessa e me entrega o capacete. Subo na moto e ele acelera. Eu adoro essa adrenalina de andar de moto; é a melhor sensação. Caleb e eu sempre fomos mais do que amigos; somos como irmãos. Ele praticamente cresceu na minha casa, depois que os pais dele faleceram em um acidente de carro. Assim que chegamos à floresta, descemos da moto e seguimos em direção ao lago que havia lá. Sentei-me e fiquei admirando aquele lindo lago que havia na floresta. Caleb: O que levou você a vir aqui após tantos anos, piralha? Sarah: Às vezes, sinto-me desmotivada e percebo que minhas amigas, que eu acreditava serem verdadeiras amigas, insistem em me incentivar a me relacionar com qualquer homem, como se isso fosse o que eu realmente precisasse. Essa situação tem gerado conflitos entre nós. Na verdade, sinto que apenas você, Caleb, é quem realmente me compreende e não me julga. Caleb: Elas, por serem como são, mulheres fáceis podem querer que você também se comporte assim. Mas não deixe que o conselho delas te influencie. Pode ser que sintam ciúmes por você ser uma mulher linda, estudiosa e admirada por muitos homens, enquanto elas têm uma reputação diferente. Entende? Não consigo evitar de rir do jeito que o Caleb fala. Caleb: Vou dar um mergulho, você não vem, piralha? Sarah: Hoje eu deixo só para você, seu chato. Ele mergulha no lago com as roupas que está vestindo e começa a jogar água em minha direção. De repente, um barulho atrás da árvore me pega de surpresa e me levanto para investigar. Quando olho, deparo-me com uma cena inimaginável: um lobo, bem na minha frente, me encarando como se eu fosse uma presa. Estranhamente, não sinto medo, mas uma sensação curiosa percorre meu corpo, como se algo estivesse despertando dentro de mim. Levo um susto quando ouço Caleb chamar meu nome. Caleb: Sarah! Dirigi meu olhar na direção de Caleb, que se aproximava rapidamente. Em seguida, voltei minha atenção para o lobo, que me observava de forma peculiar; parecia mais interessado em me estudar do que em me atacar. Seus olhos brilhantes e vermelhos não me causaram temor. De repente, um calafrio percorreu minha espinha, e, como em um ato de mágica, ele desapareceu entre as árvores. Tentei segui-lo, mas, em questão de instantes, ele havia simplesmente sumido. Paro no meio daquela floresta, observando ao meu redor, mas não encontro nenhum sinal dele. Fico assustada quando alguém toca meu ombro, e acabo gritando.******SARAH*****Fico assustada quando alguém toca meu ombro, e acabo gritando. Ao olhar para trás, vejo o Caleb.Sarah: Você quase me matou de susto, Caleb! Por que fez isso?Ele começa a rir da minha expressão assustada.Caleb: O que tanto chamou sua atenção que gritei e você não me respondeu?Sarah: Para ser sincera, nem eu sei ao certo. Foi tudo tão rápido, mas pareceu uma espécie de lobo.Caleb: Lobo? Impossível, Sarah! Você deve ter visto errado. Os caçadores eliminaram todas as espécies da região e certamente não deixaram nenhum vivo.Sarah: Talvez tenha sido só uma impressão. Não sei. Mas vamos embora, já chega dessa floresta.Peguei minha mochila, subi na moto com Caleb e ele me deixou em casa. Antes de entrar, ele me puxa pela mão.Caleb: Está tudo bem, pirralha? Desde que saímos da floresta, você não disse mais nada. Está estranha. Normalmente, você é a que mais fala aqui.Sarah: Apenas me lembrei que preciso entregar um trabalho para a faculdade. Preciso ir. Tcha
*****DARIO*****Dario: Deixa eu entender essa ideia que estou tentando processar como humano, pois a visão do lobo a considera ridícula. Vocês realmente desejam se misturar com os humanos, conscientes de que eles não nos aceitam? Afinal, eles não apreciam nossa raça, assim como nós não temos afeições pela deles, especialmente por causa das perdas que tivemos, como a de nossos pais e amigos lobos. Mesmo assim, vocês ainda querem estar perto deles? Rudi: Positivo. De fato, Dario, a sua capacidade de raciocínio como humano parece superar a de um lobo.Dario: Vocês têm ciência de que somos lobos e não humanos, correto? Aquela tarde estava quente e, sentindo uma pontada de frustração, percebi que, apesar de amar meus irmãos, eles não conseguem compreender a gravidade de viver entre os humanos. Isso é perigoso para eles e, principalmente, para nós. O homem que matou meus pais e muitos de nós ainda está solto, vivendo livremente por aí. Apenas por enquanto. No momento certo, eu o en
. SARAH Permaneci deitada, tentando compreender aquele sonho perturbador. Os intensos olhos vermelhos do lobo negro não saíam da minha mente, como se estivessem gravados em minha alma. Nunca havia visto um lobo de perto, apenas em documentários na televisão, mas aquele... aquele não parecia um animal comum. Havia algo nele que despertava em mim um misto de medo e fascínio. Por que ele não me atacou? O que significava aquele olhar fixo em minha direção? As dúvidas começaram a se acumular dentro de mim como uma tempestade, intensificando minha confusão. Seria aquele sonho um presságio? Meu coração batia acelerado apenas ao considerar essa possibilidade. Tentei afastar esses pensamentos, mas era uma tarefa impossível. Era como se algo dentro de mim já soubesse que o encontro na floresta e o sonho estavam conectados de uma maneira que eu ainda não conseguia compreender.Suspirei profundamente e me forcei a sair da cama. Caminhei em direção à suíte, determinada a tomar um banh
****SARAH***** Sarah: Se você não me levar, eu vou sozinha, Caleb. A escolha é sua. Quando eu disse de forma decidida ao Caleb que, com ou sem a presença dele, eu iria à floresta, ele apenas revirou os olhos e soltou um suspiro. Logo em seguida, me entregou o capacete, colocou o dele e subiu na moto. Eu rapidamente subi na garupa, e ele ligou a moto, saindo da rua da faculdade e seguindo em direção à floresta.Meu coração pulsava forte e rápido, cheio de expectativa para chegarmos logo. O vento que soprava em meu rosto ajudava a controlar minha respiração, mas era difícil conter a ansiedade que crescia dentro de mim. Quando avistei a entrada da floresta, senti uma mistura de alívio e alegria. Assim que Caleb parou a moto, desci rapidamente. Ele retirou o capacete, mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, seu celular começou a tocar. Enquanto ele atendia, eu observava atentamente a floresta ao meu redor, buscando perceber algum detalhe, tentando sentir a presença de
**DÁRIO** O dia amanheceu, e observar os lobos correndo pela floresta, despreocupados, era uma imensa satisfação. Eu já estava em minha cabana, contemplando meus irmãos e os outros, que competiam para ver qual lobo era mais veloz e apresentava melhor desempenho. Embora houvesse um tom de infantilidade nessa competição, os pequenos lobos possuíam um dom especial de alegrar todos ao seu redor. Meus pensamentos estavam desorganizados. Na noite anterior, fui em busca da garota na cidade, e meu lobo a farejou, reconhecendo praticamente seu cheiro. Até agora, o aroma estava atormentando minha mente: uma mistura de especiarias, mel e lavanda. Agora, essa garota se tornava meu maior tormento, perturbando minha paz. Não consegui resistir e fui até ela para vê-la pessoalmente; entrei em seu quarto e a observei dormir. Queria entender que tipo de feitiço ela havia lançado sobre mim, já que me sentia hipnotizado por uma simples humana. Que a Deusa me liberte desse sentimento que me e
SINOPSE:ALCATÉIA:O AMOR PROIBIDO.Eu levava uma vida que muitos alfas desejariam ter, sendo o lobo alfa da alcateia Satomi, forte e poderoso, cercado por todas as lobas que quisesse. No entanto, ao completar trinta anos, encontrei minha companheira predestinada enquanto passeava pela cidade.Um acasalamento predestinado com uma humana?! Isso parecia inacreditável. Mas eu a desejava intensamente, e meu instinto de lobo a cobiçava mais do que jamais quis com qualquer loba. Um alfa lobo de uma alcateia, apaixonado por uma humana que não sabe quem realmente sou. E quando ela descobrir que sou um alfa, será que ainda vai querer estar ao meu lado? Como meus companheiros da alcateia reagirão ao saber que quero me unir a uma mulher humana? A verdade é que, por causa dela, sou capaz de encarar até meus colegas alfas para proteger nosso amor. Quer saber como essa história se desenrolará? Venha embarcar nessa aventura comigo, onde a alcateia e o amor proibido se entrelaçam.Olá, pes