Não me olhe assim Lucine, essa é uma vila pequena, em uma cidade pequena. Nosso clã ainda é bastante tradicional, como você pode notar. E independente de qualquer coisa, eu nunca tive nem um namorado, nada que fosse realmente tentador. Rosina se justificou a Lucine, que tratou de deixar claro que compreendia a amiga.— Aqui as coisas são diferentes de como eram no meu clã. Lá todos eram tão liberais…faziam coisas que às vezes me revoltava o estômago. Eu também nunca tive um namorado, estava sempre ocupada demais sendo a mãe dos meus pais, então não tenho muito com o que comparar. Mas eu li alguns livros da esposa do Alfa, em que as mulheres gostavam muito de serem tocadas. Eu não entendia, mas agora eu entendo.Rosina lhe deu um sorriso tímido ao falar.— Bem, então isso é bom não é? Visto que ele é seu marido, é ótimo que você goste quando ele te toca.— Mas não é tão simples, você sabe que nenhum de nós queria realmente esse casamento, e nem achamos que iria durar. Estávamos começ
Aram estava sentado no balcão do bar bebendo sozinho, ele já deveria ter ido embora a umas cinco doses atrás. Na verdade ele sabia que nem deveria ter entrado por aquela porta. Havia prometido a si mesmo que não voltaria a beber, por ela, para poder cuidar dela, como era sua obrigação. Mas agora ela estava a um passo de ir embora e ele não poderia impedi-la. Faltava muito pouco para ela dominar completamente seus poderes, se tornando assim mais poderosa que seu clã inteiro, inclusive mais poderosa que ele próprio. Bebeu o último gole do copo e pediu mais uma dose, talvez o seu destino fosse mesmo o fundo da garrafa.Alguém ocupou a cadeira vazia ao seu lado no bar, era Szafir. Ele sabia que o amigo não era frequentador de bares, por isso seria capaz de apostar que alguém o havia informado que o Alfa da matilha havia novamente se entregue ao alcoolismo.— Que surpresa ver você por aqui, o meu Beta favorito!— Eu poderia dizer o mesmo, estou surpreso em vê-lo outra vez por aqui. Mas nã
Quando Aram chegou na cabana, Lucine estava sentada no sofá com a sala iluminada apenas pela luz da tv. Estava coberta até as orelhas com um edredom, assistindo a um filme. Aram havia bebido várias doses mas sentia-se apenas levemente influenciado pelo álcool. Achou melhor começar a falar de uma vez, antes que perdesse a coragem.— Lucine, eu acho que precisamos conversar.Ele disse, escorado com os braços cruzados no arco da porta que separava a sala da cozinha.Lucine não desviou os olhos da TV mas respondeu depois de alguns instantes. — Você acha? Eu achava isso pela manhã quando eu acordei e você não estava, agora já não tenho certeza.O tom que ela usou fez com que Aram sentisse sua resposta como uma bofetada, ela soava fria e distante.— Eu precisava de um tempo para absorver as coisas.— Eu sei, já que você não tinha trabalho hoje ficou bem óbvio que estava querendo me evitar. Mas não tem problema Aram, eu entendi a mensagem.Ela seguia falando, sem encará-lo. Aquilo o irritou
Lucine encarava Aram perplexa.— Você só pode estar brincando!Ela disse, entre chocada e divertida.— Não estou! Obviamente eu não posso te manter aqui contra a sua vontade, mas se você for embora agora, saiba que estará condenando a todos aqui, a guerra irá reiniciar e dessa vez será muito mais sangrenta, espero que você consiga conviver com isso. A única forma disso não acontecer é se todos pensarem que o casamento vai bem e que estamos providenciando um herdeiro.A sugestão dele a havia pego de surpresa inicialmente, porém ela precisava admitir que ele estava certo, ela não se sentiria bem sendo responsável pelo início da guerra entre Lycans e Lobisomens. A proposta era um pouco absurda, mas totalmente compreensível. Ele amava aquelas pessoas, faria de tudo para protegê-las, até mesmo ter um filho com ela.Lucine ainda não estava certa se queria uma criança, mas dentro de si sabia com certeza que queria estar com ele. Queria experimentar mais daquelas sensações indescritíveis que
Aram achou incrivelmente provocante a forma como Lucine se despiu para ele, mesmo ela demonstrando não ter muita experiência naquilo. Na verdade, o fato dela estar parada nua na sua frente agora, apenas aguardando o próximo comando, era o suficiente para que seu pau se mantivesse duro igual a uma rocha. Algum tipo de instinto de Alpha havia aflorado dentro dele e Aram precisou se controlar para não soltar um uivo gutural e primitivo. Seus olhos passearam pelo corpo dela, admirando cada curva. Em um movimento quase involuntário, ele envolveu seu membro com a mão e começou a acariciá-lo. Afinal, não era o que todos queriam, que ele retomasse de vez a posição de comando de um Alfa? Era isso que ele faria a partir de agora, começando pela sua fêmea. Ele não queria apenas possuí-la, queria poder farejar o odor que ela exalava quando estava excitada. Queria sentir ela pronta para recebê-lo, quente e molhada. Queria provocá-la até que ela implorasse para que ele entrasse nela.Com esse pe
Aram e Lucine ficaram por alguns momentos, encarando o teto da cabana exaustos. Depois de um tempo, Aram se levantou nu como estava e foi para o banheiro tomar um banho. Aquilo havia sido incrível, ele pensou enquanto deixava a água escorrer pelo seu corpo.Nunca havia tido tanto prazer com uma fêmea antes, talvez fosse devido à ligação com a Luna. Tudo nela o atraía, o cheiro, maciez da pele. Os beijos eram viciantes, definitivamente não conseguia mais imaginar um mundo onde ele não pudesse beijá-la ou estar com ela. Só de pensar nisso, Aram já ficou duro novamente. Talvez fosse o momento de ir até o quarto convidar sua Luna para se juntar a ele no banho. Havia ainda uma infinidade de coisas que planejava fazer com ela.Quando voltou para o quarto com apenas uma toalha enrolada na cintura, viu que Lucine estava adormecida na cama. Mal havia se movido desde que ele foi para o banheiro, devia mesmo estar exausta. Ele a cobriu, vestiu uma cueca e se deitou ao lado dela. Com certeza ter
Na tarde do dia seguinte, Aram levou Lucine para a floresta para continuar com o treinamento. Lucine tentava se concentrar para transformar-se em lobo, mas por algum motivo naquele dia seu foco estava um pouco disperso. Talvez fossem as lembranças do que eles haviam feito na noite passada. Era sempre um pouco constrangedor encará-lo no dia seguinte, e ela não sabia bem como agir. Ele a havia ensinado a tocá-lo de uma forma que lhe dava prazer, além de ter dado prazer a ela também de várias formas diferentes. Outra vez foram dormir muito tarde, mas nenhum dos dois reclama da privação de sono. Aram foi trabalhar pela manhã e ela cuidou de seus afazeres em casa. Ele havia dito na noite do dia anterior que iriam novamente treinar na floresta, ela não se preocupou, pois julgou que já estava com seus dons bastante evoluídos.— Aram, eu não sei o que está acontecendo, a transformação está sendo mais difícil hoje.Aram esboça um sorriso irônico, afinal ele nem havia começado e seu plano já
Aram demorou mais do que o previsto e quando chegou em casa, Lucine estava na cozinha terminando o jantar. Ele se escorou de braços cruzados no arco que levava à cozinha e ficou a observando.— Ah, você já chegou, acho melhor jantar antes de ir tomar banho. Já está tudo pronto, se demorar vai esfriar.Lucine usava um dos suéteres que ele havia a cedido quando ela ainda não tinha muitas roupas. Aquela foi uma das peças que ela nunca devolveu, obviamente era uma de suas roupas favoritas, pela frequência com que ele a via vestindo. A peça ficava como um vestido nela, indo até quase a altura dos joelhos.Ela estava usando uma meia 7/8 preta grossa com a cara de um gatinho de orelhas rosadas no topo. Havia as comprado com o primeiro dinheiro que ganhou descascando nozes com Ruth e Rosina, um serviço que fazia esporadicamente. Quando ela percebeu a cara que ele fez para a peça na loja, justificou que era algo muito comum e bastante usado nas séries asiáticas que ela assistia.A combinação