Ellora já tinha terminado tudo que precisava fazer e quase pegava no sono no sofá enquanto via seja lá o que fosse que estava passando na TV, realmente não estava prestando muita atenção. Era estranho deitar naquela cama sozinha, ainda se sentia deslocada. Então, ficou ali no espaço mais neutro que encontrou.
No meio da tarde, Raj aparecia novamente com duas sacolas enormes que pareciam ser da grife Balmain.
Na caixa, encontrava um vestido midi de frente única, com as costas quase tão amostra como o que usou na primeira noite que o conheceu. Tinha o mesmo tom de azul e era óbvio que ele se lembrava, tecido leve e lindíssimo. Só pela etiqueta sabia que ia servir perfeitamente. Aquele modelo era melhor do que ela pensou em trazer, assim como um casaco de a
Pouco tempo depois, estavam em uma das partes mais antigas de Londres, perto do palácio Buckingham e ainda sim era muito tranquilo por aquelas horas da noite, tinha aquele toque histórico na rua, tudo muito calmo, poucas pessoas se movimentando. Mas não deixava de ficar encantada, não conhecia nada da cidade, era Max que conduzia.Ambos desciam do carro na frente de um pequeno restaurante, que parecia escondido pela noite gelada que vinha tomando conta, talvez até voltasse a chover antes de irem embora.Mas assim que passava pela porta de braços dados a ele, sentia a atmosfera se transformar.Acolhedor, tão íntimo, sofisticado e até um toque familiar como se já conhecesse, o Maître que os recebia indicava
Já era tarde da noite, Max fez questão de demorar enquanto tirava o vestido de Lola em seu quarto. Uma tentativa de decorar a pele e cada curva com as pontas dos dedos outra vez, alinhava o seu cabelo longo escuro cheio de ondas e macio, ia além do meio das costas e podia beijar o quanto quisesse e ouvir aquele suspirar baixo e lento enquanto o soltava o fecho do pescoço e abria o zíper nas costas. Tinha que se segurar para não se declarar no mesmo instante que as mãos dela o agarravam quando descia um pouco mais por todo o corpo. Sempre ansiosa o desejando, nem tinha começado. – Vira para mim, deixa te ajudar com a sandália. – A boca de Max estava colada entra o pescoço e ouvido dela e nem imaginava que uma frase simples poderia arrepiar inteira. Mas era forma que a tocava que excitava, como se disse ou quisesse provar que seria dele. Em outros momentos pensaria que era estranho deixar alguém fazer isso por ela, ainda mais do jeito que estava excitada e apenas de calcinha. Simp
Max nem tinha ouvido direito Raj o chamar mais cedo, apenas o dispensou sem dar atenção e continuou na cama por mais um tempo. Ellora ainda estava apagada e nem percebeu nada. Só ouvia de longe a porta da sala abrindo e uma voz familiar se aproximando do quarto. – Espero que esteja vestido Max. – Era Charlotte. Há alguns dias que não se viam, mesmo morando no mesmo espaço, acabava que dificilmente conseguia se encontrar sem combinar algo antes. Mas não esperava ela pela manhã, muito menos no quarto dele. – Já passou da hora do café e eu estou com fome. – A voz dela era alta e perto da porta tentava abrir as duas ao mesmo tempo. Max sentava na cama tão rápido e já procurando Ellora era para estar ao seu lado na cama ainda dormindo. Mas não estava, nem tinha a visto levantar. Quanto tempo passou entre Raj ao chamar e a irmã surgir ali na frente dele?A porta do quarto logo se abriu no mesmo segundo e lá estava a versão menor dele, de cabelos ruivos e enxerida demais. – O que est
– Sou nascida e criada na Califórnia. – Costa Oeste. Um dos meus lugares preferidos. E seus pais? – Ela continuou. – Os meus pais são latinos, é um estado praticamente construído por imigrantes. Então os dois se mudaram para lá por conta do trabalho do meu pai a muito tempo. Então pode me considerar o que chamam de Brasílio-americana. – Aquela frase sai quase que automática de tantas vezes que repetiu, em apresentação de negócios, reuniões com clientes e até jantares que diziam ser formais e cheios de etiquetas a questionavam a mídia sem disfarçar. – Diferente, acho que nunca tinha ouvido assim. É como os ítalos-americanos? – Todos se olharam, por um segundo era novidade para todo. – Isso, por conta da dupla cidadania. Só que é mais fácil dizer que sou americana de família latina. Todo mundo está mais acostumado. – Só então via o príncipe com o olhar, sabia que estava segura e se sairia bem. Ela já tinha dito em outros momentos o quanto a questionava sobre as origens e como t
Logo depois deixaram a mesa e enquanto caminhavam para a sala principal, Ellora contou como foi lidar com a primeira exposição sobre eles. Ninguém ainda sabia quem ela era, mas Charlotte já alertava que poderia piorar e exemplificar algumas situações que passou com o noivo.Sempre causava alvoroço a novidade de um relacionamento, mas não sabia como poderia ser com eles dois se tornassem mais sério. Se ela quisesse continuar se encontrando com Max, deveria estar pronta e mentalmente preparada para o que estava por vir.Ela era educada, tinha senso de humor como Max e também um pouco mais alta que Lola, tinha traços que lembravam o príncipe como se fosse gêmeo, era lindíssima. Se não fosse os cabelos ruivos e liso na altura dos ombros e os olhos da mesma cor do irmão. De certo modo gostava da companhia dela. E conseguia ver o quanto era transparente mesmo sem conhecer muito bem Lola. – Eu soube que vocês foram ao Mits, ontem. – É claro que ela sabia, dúvida que existia algo que poderia
Mesmo com o tempo fechado, o que era comum em Londres, nada diminuiu a empolgação dos dois. Max tinha colocado uma touca para se proteger do vento gelado e Lola um boné para não bagunçar tanto o cabelo longo por conta dos ventos fortes e familiares. Talvez assim passassem despercebidos na rua. Dessa vez era o príncipe que dirigia, Raj ia os acompanhar até centro em um segundo carro, seguiam na frente e no caminho passaram pelo palácio de Buckingham, o lugar que mais queriam evitar no momento.Não dava para negar que avenida e o chafariz da matriz que dava acesso até ele era incrível, grandioso e a praça central que ostentava uma enorme fonte era de tirar o fôlego.Realmente Lola sentia como uma turista na cidade, o p
Perto dali ficava uma barraquinha de falafel, e Max garantia que era o melhor da vida e queria muito que ela provasse. Às vezes até pedia para alguém do palácio buscar uma porção quando estava lá e não podia ir ele mesmo.Era a última parada antes do grande final do passeio e esperava a chuva diminuir, levava Ellora até lá ainda agarrada ao corpo dele.O dono da barraquinha já o conhecia de longe e mantinha o segredo, sempre que via Max chegar o senhor se animava pela presença dele e o fato de ser um dos clientes mais fiéis, e sempre preparava o pedido exato.Com a pequena caixa de comida na mão, ele a olhava sério, quase como se ela negasse ou fizesse alguém criticar aquilo,
Era tudo que precisava para acalmar toda tensão e preocupação de Max, que a beijava com carinho e demora. Gostava que os lábios dela sempre pareciam pedir para ser beijados, de como eram macios e da atenção que depositava quando se moviam, com preguiça e calor. Convidava a língua dela para a dele, e explorava devagar. Só parava quando sentia o corpo aquecer e Ellora suspirava completamente derretida e entregue a ele com o sorriso preferido nos lábios e os olhos brilhavam.Eram perfeitos um para o outro.— Como vou deixar você ir embora amanhã? — Provocou Max, e rouba outro pequeno beijo.Ellora estava pronta para o responder, que não precisava pensar nisso, que estava apaixonada por ele. Mas ouvia