Max nem tinha ouvido direito Raj o chamar mais cedo, apenas o dispensou sem dar atenção e continuou na cama por mais um tempo. Ellora ainda estava apagada e nem percebeu nada. Só ouvia de longe a porta da sala abrindo e uma voz familiar se aproximando do quarto. – Espero que esteja vestido Max. – Era Charlotte. Há alguns dias que não se viam, mesmo morando no mesmo espaço, acabava que dificilmente conseguia se encontrar sem combinar algo antes. Mas não esperava ela pela manhã, muito menos no quarto dele. – Já passou da hora do café e eu estou com fome. – A voz dela era alta e perto da porta tentava abrir as duas ao mesmo tempo. Max sentava na cama tão rápido e já procurando Ellora era para estar ao seu lado na cama ainda dormindo. Mas não estava, nem tinha a visto levantar. Quanto tempo passou entre Raj ao chamar e a irmã surgir ali na frente dele?A porta do quarto logo se abriu no mesmo segundo e lá estava a versão menor dele, de cabelos ruivos e enxerida demais. – O que est
– Sou nascida e criada na Califórnia. – Costa Oeste. Um dos meus lugares preferidos. E seus pais? – Ela continuou. – Os meus pais são latinos, é um estado praticamente construído por imigrantes. Então os dois se mudaram para lá por conta do trabalho do meu pai a muito tempo. Então pode me considerar o que chamam de Brasílio-americana. – Aquela frase sai quase que automática de tantas vezes que repetiu, em apresentação de negócios, reuniões com clientes e até jantares que diziam ser formais e cheios de etiquetas a questionavam a mídia sem disfarçar. – Diferente, acho que nunca tinha ouvido assim. É como os ítalos-americanos? – Todos se olharam, por um segundo era novidade para todo. – Isso, por conta da dupla cidadania. Só que é mais fácil dizer que sou americana de família latina. Todo mundo está mais acostumado. – Só então via o príncipe com o olhar, sabia que estava segura e se sairia bem. Ela já tinha dito em outros momentos o quanto a questionava sobre as origens e como t
Logo depois deixaram a mesa e enquanto caminhavam para a sala principal, Ellora contou como foi lidar com a primeira exposição sobre eles. Ninguém ainda sabia quem ela era, mas Charlotte já alertava que poderia piorar e exemplificar algumas situações que passou com o noivo.Sempre causava alvoroço a novidade de um relacionamento, mas não sabia como poderia ser com eles dois se tornassem mais sério. Se ela quisesse continuar se encontrando com Max, deveria estar pronta e mentalmente preparada para o que estava por vir.Ela era educada, tinha senso de humor como Max e também um pouco mais alta que Lola, tinha traços que lembravam o príncipe como se fosse gêmeo, era lindíssima. Se não fosse os cabelos ruivos e liso na altura dos ombros e os olhos da mesma cor do irmão. De certo modo gostava da companhia dela. E conseguia ver o quanto era transparente mesmo sem conhecer muito bem Lola. – Eu soube que vocês foram ao Mits, ontem. – É claro que ela sabia, dúvida que existia algo que poderia
Mesmo com o tempo fechado, o que era comum em Londres, nada diminuiu a empolgação dos dois. Max tinha colocado uma touca para se proteger do vento gelado e Lola um boné para não bagunçar tanto o cabelo longo por conta dos ventos fortes e familiares. Talvez assim passassem despercebidos na rua. Dessa vez era o príncipe que dirigia, Raj ia os acompanhar até centro em um segundo carro, seguiam na frente e no caminho passaram pelo palácio de Buckingham, o lugar que mais queriam evitar no momento.Não dava para negar que avenida e o chafariz da matriz que dava acesso até ele era incrível, grandioso e a praça central que ostentava uma enorme fonte era de tirar o fôlego.Realmente Lola sentia como uma turista na cidade, o p
Perto dali ficava uma barraquinha de falafel, e Max garantia que era o melhor da vida e queria muito que ela provasse. Às vezes até pedia para alguém do palácio buscar uma porção quando estava lá e não podia ir ele mesmo.Era a última parada antes do grande final do passeio e esperava a chuva diminuir, levava Ellora até lá ainda agarrada ao corpo dele.O dono da barraquinha já o conhecia de longe e mantinha o segredo, sempre que via Max chegar o senhor se animava pela presença dele e o fato de ser um dos clientes mais fiéis, e sempre preparava o pedido exato.Com a pequena caixa de comida na mão, ele a olhava sério, quase como se ela negasse ou fizesse alguém criticar aquilo,
Era tudo que precisava para acalmar toda tensão e preocupação de Max, que a beijava com carinho e demora. Gostava que os lábios dela sempre pareciam pedir para ser beijados, de como eram macios e da atenção que depositava quando se moviam, com preguiça e calor. Convidava a língua dela para a dele, e explorava devagar. Só parava quando sentia o corpo aquecer e Ellora suspirava completamente derretida e entregue a ele com o sorriso preferido nos lábios e os olhos brilhavam.Eram perfeitos um para o outro.— Como vou deixar você ir embora amanhã? — Provocou Max, e rouba outro pequeno beijo.Ellora estava pronta para o responder, que não precisava pensar nisso, que estava apaixonada por ele. Mas ouvia
Quando chegaram a Kensington, já era noite e havia esfriado bastante. Nem parecia que tinha passado tanto tempo fora. A única coisa que os dois queriam era um banho quente e passar o resto da noite juntos, sem muitos planos elaborados. Depois do jantar, Max sugeriu para assistir a filme na sala de música que dividia com a irmã. Não tinha por que se esconder no quarto. David enfim aparecia, apresentar os dois devagar pareceu melhor. Mas pouco tempo atrás, o peludo se jogava no colo de Lola buscando ganhar carinho e ela era a grande novidade para ele.Comparar as culturas e costumes eram os assuntos preferidos dos dois, mas sempre terminava com um dos dois beijando outro para cessar a discussão. Só de provocação, dizia ser melhor que muitos clássicos americanos que eram superestimados. Lola só observava as mãos grandes segurando as coxas de uma forma tão firme e estava ansiosa por aqueles lábios. Só aquele gesto fez com que o interior dela se apertasse e dessa vez entendeu que não seria paciente como fora na última vez. A boca cobria novamente a parte mais sensível e se movia de novo devagar, ganhando espaço entre os lábios dela tão molhados, encontrava o clitóris fácil e com movimentos tão gostosos que a enlouqueciam.O que mais a impressionava era ver o quanto ele tinha prazer e realmente gostava, a deixava maluca e ansiosa. Mas com um sorriso de satisfação inexplicável quando afastava a boca e usava os dedos para a tocar, e como ela mesmo dissera antes, nada se comparava à sensação da boca dele lhe dando prazer. E não demorava mCapítulo 89