10-CASADOS

THIAGO

A minha cabeça estava a mil, quando sai da casa de vovô, mas sabia que precisava fazer algo por meus pais.

Comprei então um pacote de viagem para eles, assim, quando voltassem já me encontrariam casado, acho que ficariam felizes, já que a noiva dessa vez era filha de conhecidos deles.

No outro dia de manhã, fiz uma surpresa, fui tomar café da manhã com eles, que ficaram muito emocionados.

Até os funcionários da casa ficaram contentes com a minha presença, pois ia até ali apenas em datas especiais, e com agendamento.

O café foi animado, servido na varanda, onde contamos histórias da minha infância.

Por fim entreguei o presente, eles ficaram muito felizes, já iriam viajar dentro de quatro dias.

Na empresa tudo corria bem, sobre o casamento vovô quem organizaria tudo.

Porém, dez dias depois ele ligou informando a data e horário, já seria no outro dia, as dez horas.

Liguei para a minha casa, precisava falar com Norberta, a governanta.

Quando Aline faleceu, deixei nas mãos dela a organização da casa, da forma que ela conhecia os gostos de Aline.

— Bom dia senhor Thiago!

— Bom dia Norberta, estou a ligar para informar que a partir de amanhã a casa terá uma nova organização. Estarei-me casando, e a minha futura esposa poderá fazer as mudanças que achar necessário na casa, seja na rotina ou decoração.

— Senhor Thiago, mas as coisas de madame Aline.

-Norberta, estou a comunicar você, não estou a pedir permissão. Respeite as ordens da minha esposa. Outra coisa, prepare o melhor quarto para ela, nesse começo não iremos dividir o mesmo quarto, quero tudo arrumado e preparado para recebê-la.

— Sim senhor!

Encerrei a ligação, espero que Norbeta não cause problemas para a minha esposa, não quero ter que demiti-la, mas agora preciso pensar no meu futuro, e nele estará essa mulher que ainda nem sei o nome.

Sai mais cedo do escritório, comprei bombons, o anel e aliança, espero que ela goste.

No outro dia passeia antes na empresa, Filipe e Luana acompanharam-me até onde seria o casamento, seriam as testemunhas.

Quando cheguei, encontrei vovô conversando com o responsável pelo casamento, o homem olhou sorrindo para mim.

— Bom dia rapaz, parece nervoso.

— Bom dia, devo confessar que estou nervoso.

— Isso porque nem é o seu primeiro casamento. — Vovô fez piada, e lembrei que no primeiro casamento não fiquei tão nervoso.

Enquanto conversávamos, percebi Filipe atendendo o celular nervoso, eu havia desligado o meu, em respeito a minha noiva.

-Desulpe Thiago, temos problemas graves e urgentes.

— Fale de uma vez.

— A construção do prédio no litoral, houve um acidente, duas pessoas mortas, muitos funcionários presos dentro do prédio que ameaça desabar.

Por um momento eu gelei, e agora, sabia que o nosso casamento deveria ser hoje, mas precisava ir o mais rápido para lá.

— Já consegui um helicóptero para levá-lo até lá, já aguardando na empresa. -Luana já falou.

— Rapaz a situação é urgente. Pergunto, você está a ser forçado a esse casamento. — O homem que faria o casamento falou.

-Não!

— Você aceita a sua noiva de livre vontade?

-Sim!

— Você quer realmente se casar?

-Sim!

— Então você e a suas testemunhas assinem, o seu avô conversa com a sua noiva, se ela realmente, quer o casamento irá entender.

Assinamos os papeis e já sai conversando no celular, no carro, acenei para vovô, e vi quando ele acenava para um jeep que chegava, será minha noiva, melhor esposa, se for, preciso providenciar um carro melhor para ela.

Já na empresa, Filipe iria comigo e Luana cuidaria da empresa.

-Luana, por favor, encomende um arranjo de flores e mande entregar para minha esposa em casa, também, mande entregar o cartão e senha, por favor enquanto estiver fora, mande entregar flores todos os dias para minha esposa, bombons também.

-Thiago, qual o nome da sua esposa?

Não acredito, eu não sei o nome da mulher com quem casei, assinei tão nervoso que nem li o nome dela, e nessa confusão, nem perguntei para o meu avô.

— Tomara que ela seja bem feia, e nada cheirosa, para ser um castigo para você, por nem querer conhecê-la antes, vão eu cuido de tudo aqui.

Luana estava certa, eu deveria ter ao menos conhecido a minha esposa antes, um almoço já seria o suficiente, se é bonita ou não, na verdade, não me interessa, pois não estou a entrar nisso por amor, na verdade, é por amor, por amor aos meus pais.

A situação do acidente era grave, levaram mais de vinte e quatro horas para tirarem os feridos.

Foi descoberto que, na verdade, o que aconteceu era um atentado, os dois que morreram eram os responsáveis.

Fiquei enrolado nisso por dias, mas no quarto dia vovô ligou, e disse que seria bom conversar com a minha esposa.

Ele enviou o contacto dela que estava salvo como Fofinha, e agora, não sei o nome da minha esposa. Fiz a ligação:

— Bom dia, quem fala? — Uma voz doce, e firme atendeu.

Eu congelei, ouvindo aquela voz.

— Era o que faltava, um trote, vou desligar. — Ela irritou-se.

— Não espera, sou eu, Thiago, seu esposo. — Enfim consegui falar. — Liguei para saber como você está. Pedir desculpas por tudo que aconteceu.

— Não foi sua culpa. Estou bem, e a situação aí, está a conseguir resolver.

— Na verdade, está muito difícil aqui, tudo sendo investigado, acredito que ainda irei ficar alguns dias. Espero que entenda, irei recompensá-la de alguma forma.

— Fique tranquilo, quando chegar conversamos direito.

— Então até a minha chegada.

— Até!

Ela desligou, nem falou das flores que mandei, deve estar chateada, com razão.

A voz dela, deu um arrepio no meu corpo, coisa que nunca havia sentido antes, o que é isso. Talvez a minha culpa, por deixar ela no dia do casamento.

Preciso resolver logo tudo aqui, e voltar para conhecer a minha esposa.

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