11-QUE LOUCURA

ERIKA

Como o meu marido não estaria em casa me esperando, fui até o trabalho após o almoço, lá resolvi algumas situações.

Fui para a casa, apenas as cinco da tarde, quando cheguei na entrada do condomínio foi tirada as minhas digitais, foto, tudo graças ao cartão de acesso que ele entregou, segui até a casa, e no portão de entra após ser identificada segui, deixando o meu carro na frente da porta principal.

Tirei as minhas malas com dificuldade, e fui a entrar, tinha as chaves que ele havia mandado, nada me preparou para aquilo.

Quando abri a porta, passando a primeira coisa que vi foi um quadro gigante com a foto de uma loira que sabia quem era, não era possível, que deixei passar isso.

Quando o senhor Thulio quis conversar comigo, pesquisei sobre ele, não os seus netos.

Olhei aquela sala, onde por todos os lados tinha fotos da loira, parecia até um santuário na sua homenagem, não podia ser, fiquei a olhar e tudo que saiu da minha boca foram palavrões.

-QUE P*** É ESSA C*****. PQP!

— Cuide com o seu vocabulário senhora! Isso não é tolerado na casa de madame Aline.

Pulei ao ouvir a voz da mulher, que mais parecia um fantasma ali

Pronto, se eu tinha alguma dúvida, acabou de ser esclarecida com essa fala, acabo de casar com o viúvo da loira, Aline, Thiago, o viúvo.

A mulher, a minha frente, usava um tipo de uniforme preto, era um loira, muito magra, sem uma expressão se quer no rosto, olhava para mim como se estivesse com nojo.

— Oi, eu sou Erika,...

— Sei quem você é, uma interesseira que acha que pode ser dona dessa casa. Mas deixe me avisa, a dona, quem manda, quem dá as ordens aqui, e madame Aline. Nada aqui pode ser mudado, você vai seguir as regras colocadas por ela. Não deve entrar na cozinha, escritório, academia, biblioteca, atelie, sala de cinema, quarto do senhor Thiago, área do jardim de rosas de dona Aline, o seu veículo não combina com a casa, por isso deverá ficar com os veículos dos funcionários dos condomínios, o pessoal da segurança irá indicar-lhe. O seu quarto é a esquerda subindo a escada, no final do corredor. As refeições são servidas, as oito, meio-dia e vinte horas, hoje não haverá refeição, pois a cozinheira pediu demissão, não irei cozinhar para você, pois para mim, não passa de uma intrometida, fora do lugar. Seja rápida em tirar o seu carro da frente da casa.

Eu queria dizer muitas coisas para aquele modelo de zumbi, mas ela nem esperou. Como assim, irei viver numa casa onde quem manda é uma mulher morta. Esse Thiago vai escutar de mim.

Poderia ligar para o senhor Thulio, poderia, com toda a certeza ele viria salvar-me dessa louca, mas não farei isso, Thiago agora está com muitos problemas não quero causar mais. Foi o que pensei.

Deixei as malas, voltei para o caro, dirigi até a saída, o pessoal da segurança foram muito legais, ficaram e guardar o meu carro, disseram não entender o porquê não deixar na garagem da casa, disse que isso o patrão que teria que ver depois.

Foi um sofrimento subir aquelas escadas com as malas, mas terminei.

O quarto era pequeno, com uma cama de solteiro, um guarda-roupa pequeno, um banheiro, isso já era bom, já fiquei em acomodações bem piores, isso aqui era cinco estrelas.

A noite, pedi um lanche, e peguei na portaria.

No outro dia de manhã, a mordoma zumbi informou que ainda não tínhamos cozinheira, perguntei se poderia preparar o meu alimento, disse que a cozinha não era permitida para mim.

Então sai cedo, e fui tomar café numa lanchonete ali perto, de lá segui para o trabalho, tinha muito o que fazer.

Aproveitei para ver como estava a situação de Thiago, entrei em contacto com informantes, resolvi ajudar o meu marido.

A situação dele era difícil, e por sorte não foi pior, mas ao menos agora ele sabe que foi sabotagem, ou melhor, um atentado.

Segui assim por alguns dias, até chegar no sábado, onde trabalhei até meio-dia, saía quando recebi uma ligação.

— Bom dia, quem fala? — Perguntei firme. Sem receber resposta -Era o que faltava, um trote, vou desligar.

— Não espera, sou eu, Thiago, seu esposo. — Que voz é essa, nossa, aquilo foi estranho, ouvir a voz dele, outra vez, parecia ainda mais grossa, e quente, como assim quente.

— Liguei para saber como você está. Pedir desculpas por tudo que aconteceu.

— Não foi sua culpa. Estou bem, e a situação aí, está a conseguir resolver. — Nem sabia o que dizer para ele.

— Na verdade, está muito difícil aqui, está a ser tudo investigado, acredito que ainda irei ficar alguns dias. Espero que entenda, irei recompensá-la de alguma forma.

— Fique tranquilo, quando chegar conversamos direito.

— Então até a minha chegada.

— Até! — Terminei a ligação estranha, não sabia o que dizer para ele, o que falar tinha e muito, mas naquele momento não era o momento.

Voltei para o santuário Aline, melhor casa, não a minha.

Quando cheguei, percebi um carro estacionado na porta, era um BMW, lindo.

Ao abrir a porta vi um loira, que a minha memória sabia quem era, irmã de Aline, estava sentada na sala, onde era servido um chá da tarde para ela, com muitos pratos, logo na casa, onde não consegui comer nada a semana toda, ela parecia uma visita ali. Talvez tenha vindo visitar a irmã, fiz uma piada de m@l gosto na minha cabeça, não me julguem.

-Boa tarde!

-Quem é você? Como se atreve entrar na casa da minha irmã?

Sério isso, mais uma louca.

— Essa é a intrometida, esposa do senhor Thiago. — A mordoma zumbi respondeu.

— Ela, é muito abusada mesmo, ainda não percebeu, que esse casamento com toda a certeza foi uma armação da família dele, que ela não tem espaço aqui. Sei menina, veja ele nem apareceu na casa desde que foi obrigado a assinar o casamento, mandou você para o pior quarto da casa, bem longe do quarto dele, então saia antes que ele te expulse. Pois, se alguém, tem o direito de assumir o papel de esposa dele, esse alguém sou eu, que estou do seu lado há tantos anos. Não percebeu isso.

— Isso é no mínimo macabro sabia. Você continua velando o luto dele. E agora ele aparece casado com outra. Sinto muito por você. Espero que ao menos tenha conseguido uma t*** com ele, porque agora ele é um homem casado, e a esposa sou eu.

Falei mostrando a aliança e o anel.

Ela quis vir para o meu lado, mas fui rápida subindo as escadas, não queria bater na cunhada do meu marido, isso é estranho.

Na verdade, tudo essa semana tem sido uma louca.

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