Encontro dos Amantes
Enquanto isso, em Veneza… no Porto de Marghera, onde o vento frio do outono cortava os canais como uma lâmina, erguendo pequenas ondas que batiam contra os pilares de madeira centenários. Victor caminhava com passos firmes pelas calçadas desertas, seu sobretudo preto balançando levemente com a brisa. O relógio de pulso de platina marcava quase meia-noite quando ele parou em frente a uma pequena rua, afastada dos pontos turísticos. Ali, onde as luzes dos postes eram mais escassas e o som das gondolas já não chegava, ele esperava por alguém, olhando para os lados com discrição.

Uma figura envolta em um sobretudo bege com capuz surgiu da escuridão, com passos leves e rápidos sobre as pedras antigas. Victor não fez nenhum gesto de reconhecimento, apenas caminhou abrindo a porta de um carro alugado e discreto que estava estacionado por ali, sem nenhum detalhe que chamasse atenção. A figura entrou rapidamente, e seguiu para o volante e deu a partida, dirigindo sem pressa. Nenhuma palavra foi
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