POV GABE- Você tem certeza de que está fazendo a coisa certa, Gabe? – Aneliese me perguntou.- Sim, eu tenho.- Esta moça... Não tem culpa pelo que ouve com Mônica e o bebê.Peguei o antebraço de minha irmã, tentando não a machucar, mas deixando claro uma coisa:- Nunca mais mencione Mônica ou o bebê novamente em voz alta.- Eu... Não estou falando em voz alta... Estamos... Só nós dois aqui. – Ela arregalou os olhos, puxando o braço do meu poder.Estávamos numa sala da igreja, esperando por Jorel.- Mônica está morta! Não a mencione nunca mais.- Você é um louco. Precisa de tratamento urgente! Se continuar agindo assim, o proibirei de ver a minha filha.- Sabe que ela é a única coisa no mundo que eu gosto. Você não teria coragem de fazer isto.- Ela não é uma “coisa”. É um ser humano, uma pessoa. E você não tem direito algum sobre ela. É minha filha! Sua sobrinha, nada mais do que isto.- Você não a usaria contra mim, não é mesmo? – Minha voz foi gentil, sabendo o quanto aquilo a com
Parei na porta, pela primeira vez na vida incerto sobre o que fazer. Por dez anos eu planejei a vingança perfeita contra Ernest Abertton. Tive que rastrear toda sua vida, dia a dia, até chegar à conclusão de que já conhecia o seu ponto fraco: Olívia, a filha do meio, a bastarda, que chegou na sua vida aos dez anos de idade.Certo de que jamais me uniria à uma Abertton, encontrei em Jorel minha melhor opção. Meu irmão era o tipo de pessoa que não se preocupava com nada a não ser ele mesmo. Faria o que Ernest Abertton mais amava, que era sua filha, sofrer. Isto porque jamais imaginei ver meu irmão viver sem bebidas, mulheres e drogas. E por fim descobri que além de tudo de ruim, ainda era viciado em jogos. Um belo combo de coisas ruins, que combinava perfeitamente com a “filhinha do papai”. E o melhor: embora ele fosse um Clifford no sobrenome, não valia nada. Jorel só aparecia na mídia porque era o meu irmão, porque tinha ligação comigo.Então juntar uma Abertton falida e um Clifford s
Achei que Olívia Palito poderia dar para trás, fugir, se recusar porque era eu que estava ali. Mas ela não o fez. Seguiu sorrindo, como se fosse o dia mais feliz de sua vida.Seus olhos castanhos se destacavam sob a maquiagem. Os cílios estavam ainda mais espessos e curvados do que da última vez que a vi. E os lábios pareciam ainda maiores cobertos com um tom cintilante. Ela poderia facilmente estar feia. Mas não estava... Mesmo com vestido roxo e o ridículo véu verde.Assim que ela e o pai chegaram até mim, avisei:- Surpresa! Mudança de planos!- Bem que eu vi... Meu noivo ficou incrivelmente mais baixo... E menos lindo! – ela me olhou e fez careta.Eu ri. A dobraria, a faria ajoelhar-se aos meus pés. A faria chorar lágrimas de sangue. E em troca ela me daria a vida do seu papai.- Que bom que somos um casal que combina, já que você é a noiva mais horrível que já vi na vida!- Onde está o noivo? – Ernest perguntou – Eu jamais entregaria minha filha a você.- Se não me entregá-la, fi
O olhei dos pés à cabeça e tive que ser sincera:- Jorel é bem mais bonito que você! Mas... Não posso dizer que não é bem apessoado, futuro marido. Mal posso esperar para ver o que há debaixo deste monte de roupas de marca.- Senhor Clifford, senhorita Abertton – a voz do padre ecoou pela igreja – Não os forçarei a casarem. E para mim é claro que há um mal entendido aqui. É da vontade de ambos contrair matrimônio?- Sim. – Gabe falou – Faça logo o que tem que fazer. Onde preciso assinar?- Tem que dizer as palavras, Gabe. – Deixei claro.- Que palavras?- Aquelas, que vai me amar e respeitar para sempre.- Não irei amá-la e nem respeitá-la.- Então não quer casar, senhor Clifford? – o padre quis saber.- Eu... Preciso.- O padre não é psicólogo, senhor Clifford. – Deixei claro.- Você está querendo fazer com que eu desista, não é mesmo? Pois saiba que isto não irá acontecer, Chuchu.- Chuchu? – sorri. Aquilo era bem fofo. Nunca alguém me chamou de “chuchu”.- Isto não é um apelido car
- Precisa terminar isto, padre! Agora! – Gabe ordenou.- Deseja pôr fim a tudo, senhor Clifford? – o padre perguntou – Ainda dá tempo!- Não, porra! – Gabe olhou para o meu pai – Nos case de uma vez!Até onde Gabe era capaz de ir para ferir meu pai? O que de tão grave havia acontecido? Quanto tempo eu levaria para saber e resolver tudo?Enquanto o padre dizia palavras que para mim eram aleatórias, eu não conseguia desviar os olhos do meu lindo marido. Sempre apreciei coisas boas, dentre elas homens bonitos. E nunca vi Gabe Clifford numa foto estampada na internet. Sabia que aquele era o nome do CEO da maior empresa de medicamentos do mundo, mas não que era um homem relativamente jovem e interessante. Na minha cabeça CEO’s eram velhos, feios e calvos.- As alianças... Enfim consegui prestar atenção, quando ouvi as palavras mágicas: “alianças”.A mulher morena, alta e esguia, aparentemente com idade dentre 25 e 30 anos, apareceu com um saquinho de veludo de onde rapidamente Gabe tirou
- Tenho diabetes tipo 1. E problemas de visão, causados pela doença. Então eu uso lentes. Não sou cega. E... Tirando isto, não tenho nenhum outro problema. Um pouco “folgada”, como diz minha madrasta algumas vezes... Mas com o tempo você vai acostumar com meu jeitinho... E amar. – Garanti – Mas se estava se referindo aos votos... Achei importante dizê-los, já que não deu tempo na igreja. Se não é sua intenção pedir o divórcio, isto será para sempre, Gabe. Então o “eu e você” existe... E sempre existirá. Quer você queira, quer não, sou a sua esposa a partir de agora. E... Se quiser fazer seus votos aqui também, eu ficaria bem feliz. – Deixei claro.- Vá para o inferno e leve com ele a porra dos seus votos. Estou me fodendo para sua fidelidade, seu respeito ou o seu amor.- Como eu disse, já estive no inferno e não voltarei para lá nunca mais. – Aquela frase doeu, porque me remetia a parte do meu passado que eu não queria reviver, já que a tinha escondido num lugar escuro, onde desejei
Assim que despertei demorei um pouco para assimilar onde estava. Ah sim, eu havia casado com Gabe Clifford, um homem lindo, dono dos mais belos olhos azuis que já tive o prazer de ver e ele saiu na nossa noite de núpcias, me deixando a sonhar com a tão desejada “foda”.Olhei para o lado e avistei o porta-retrato com a foto de Jorel Clifford e eu, sorrindo felizes num cruzeiro.- Bem que poderia ter sido nós dois, não é irmão Clifford mais novo? Acho que teríamos nos dado bem – alisei o rosto dele, sempre com aquele sorriso incrível – Prometo fazer o possível para não odiar o seu irmão. Eu jurei para mim mesma que nunca mais desejaria nada de ruim a ninguém depois que saísse do inferno. E Deus me ouviu e me fez chegar na casa do meu pai! Não posso quebrar meu juramento.Espreguicei-me e olhei a aliança no meu dedo, retirando-a e tentando ler o nome que estava ali dentro. Só para ter certeza, pus minhas lentes e confirmei que estava casada com Gabe, mas carregava uma aliança com o nome
@olívia_ Oi @isabelle, docinho de coco.@isabelle_ Por que não veio nos visitar?@olívia_ Eu saí de casa ontem!@rita_ Fuso horário dos infernos. Estou dormindo!@isabelle_ Você faz alguma coisa além de dormir, @rita? Deveria fazer comercial para marca de travesseiros.@rita_ saiu@olívia_ Docinho, será que pode me mandar um dinheiro para o lanche?@isabelle_ Você é casada com um dos homens mais ricos do mundo e não tem dinheiro para o lanche?@olívia_ Acho que deve ser com divisão de bens.@isabelle_ Este fdp não pode te deixar passar fome.@olívia_ Não faça drama, me mande o dinheiro.@isabelle_ Só se me disser como foi dormir com ele!@olívia_ Morra sem saber! Você tem 13 anos. Se sua mãe pegar seu telefone, me matará.@isabelle_ Se ela não pegar também te matará kkk@olívia_ Se não me mandar o dinheiro, vou pedir para Rita.@isabelle_ Ok, eu empresto. Estou te mandando.@olívia_ Obrigada. Te amo.@isabelle_ Posso ir conhecer a sua casa?@olívia_ saiu.Tive que comer numa lanchonet