@olívia_ Oi @isabelle, docinho de coco.@isabelle_ Por que não veio nos visitar?@olívia_ Eu saí de casa ontem!@rita_ Fuso horário dos infernos. Estou dormindo!@isabelle_ Você faz alguma coisa além de dormir, @rita? Deveria fazer comercial para marca de travesseiros.@rita_ saiu@olívia_ Docinho, será que pode me mandar um dinheiro para o lanche?@isabelle_ Você é casada com um dos homens mais ricos do mundo e não tem dinheiro para o lanche?@olívia_ Acho que deve ser com divisão de bens.@isabelle_ Este fdp não pode te deixar passar fome.@olívia_ Não faça drama, me mande o dinheiro.@isabelle_ Só se me disser como foi dormir com ele!@olívia_ Morra sem saber! Você tem 13 anos. Se sua mãe pegar seu telefone, me matará.@isabelle_ Se ela não pegar também te matará kkk@olívia_ Se não me mandar o dinheiro, vou pedir para Rita.@isabelle_ Ok, eu empresto. Estou te mandando.@olívia_ Obrigada. Te amo.@isabelle_ Posso ir conhecer a sua casa?@olívia_ saiu.Tive que comer numa lanchonet
- Deseja que Jorel retorne para Noriah Norte, senhor Clifford?- Eu...Antes que eu concluísse a resposta, a porta se abriu e vi Olívia se materializando na minha sala.- Oi, marido! – Ela carregava aquele sorriso que me fazia tentar entender o que era a felicidade, que há muito tinha me sido tirada... Pelo pai dela.Vestia uma calça preta larga, de tecido encorpado e camisa branca normal. No primeiro botão da camisa, próximo da gola, um laço vermelho com azul marinho enfeitava e dava uma cor sóbria ao look, enquanto o sapato tinha os mesmos tons do laço. Os cabelos estavam soltos, como sempre.Por que porra ela estava vestindo algo normal? As roupas coloridas eram só para me irritar?- O que faz aqui? – Levantei, não contendo a minha fúria.Tinha uma pessoa que eu detestava mais que Jorel no momento. Era a fã dele, com a qual eu tive que casar.Sem cerimônia ela veio até mim, ficou na ponta dos pés e deu-me um beijo na bochecha, que limpei imediatamente, sentindo-me corar ao ver que
- Nenhuma nova cláusula será colocada neste acordo, Olívia. – Deixei claro, louco para ver o semblante de decepção na cara dela.- Pedirei o divórcio. – Me enfrentou, encarando-me sem medo, como se eu fosse qualquer pessoa comum.- Faça isto e destruirei sua família. Retirarei a casa, os móveis e farei questão que ninguém em Noriah Norte lhes dê um teto.- Iremos para outro país.- Os seguirei até o inferno.- Você não tem nada melhor para fazer do que ficar tentando ferrar com a minha família?- Tenho! Mas ferrar com Ernest Abertton é meu passatempo favorito. – Não contive um sorriso de satisfação, não observando nenhum tipo de sentimento ou emoção nos olhos dela.- Quando acaba o contrato? – ela olhou para o advogado.Ele abriu a boca, mas respondi imediatamente, não lhe dando a chance de falar:- O contrato é vitalício, Chuchu! Acaba quando um de nós morrer! – Saboreei aquelas palavras como se fossem a melhor comida do mundo, daquelas feitas por um chef renomado internacional.- Is
- A senhora... Tem problemas para engravidar? Ou não pode ter filhos? – A porra do advogado questionou, parecendo se importar com qualquer coisa que saísse da cabeça dela.- Por conta da minha doença a gravidez é um risco. E o parto uma incógnita. Mas o principal fato que me leva a não querer gerar um filho é porque há 3% de chance de a criança nascer com a diabetes. Se para um adulto já é bem difícil conviver com isto, imagine para uma criança! Quero poder dar doces para meus filhos, sem me preocupar com o quanto isto poderá impactar na sua saúde! Adotaremos! – olhou para mim, sorrindo, como se já tivesse dado a veredito depois de termos conversado a respeito.- Sem herdeiros, senhor Clifford. – Ele me olhou, como se estivesse me advertindo de um problema.- Saia, senhor Johann. – Ordenei.Eu não queria herdeiros. Pouco me importava. Minha herança já tinha o destino e nada mudaria o rumo da minha vida.O advogado saiu, com os documentos debaixo do braço, atordoado.- Espero que não f
- Então trabalha “para” o meu marido. Há... Vejamos se adivinho? Dois, três anos?- Seis anos. Sou a pessoa de confiança dele, caso queira saber. Tanto que sei que quem casaria com você era Jorel e não o senhor Clifford. Eu preparei os papéis, eu mandei o vestido, eu enviei os convites.- E também foi você que teve a ideia de mandar todos os convidados usarem branco?Ela sorriu satisfeita:- Esta parte cumpri as ordens do senhor Clifford.- Você dorme com meu marido?A mulher que estava ao lado dela pigarreou e percebi a secretária ficar com o rosto vermelho.Suspirei e a encarei:- É melhor ficar do meu lado, ou perderá seu emprego de seis anos. Quanto à Rarith... A tirarei do meu caminho. Se gosta de trabalhar na Clifford e ser a secretária particular do meu marido, fique ao meu lado, já que sou a esposa. Amantes não tem vez. Portanto, se é uma delas, já vá saindo fora da vida de Gabe. Ele não dormirá com ninguém a não ser comigo.Virei as costas e saí, deixando a mulher certamente
- Então eu preciso trocar de roupa... Esta camisola não é para a noite de núpcias. Tenho algo especial que minha...Gabe pegou meus braços e me fez encará-lo:- Durmo com você... Se me encontrar num dos 39 quartos que existem nesta mansão.Não desviei os olhos dos dele. E não tenho certeza de quanto tempo ficamos daquele jeito, com ele me segurando pelos pulsos. Para quem falava com veemência que tempo era dinheiro, meu marido perdeu uma boa parte de seu tempo me olhando. E o pior de tudo é que eu não conseguia ler nada naqueles olhos azuis. Eles eram frios... E vazios.- Já passei da idade de brincar de esconde-esconde! – Respondi.- Está na idade de compreender frases simples, Chuchu... Do tipo: “eu não tenho desejo algum por você e não vou dormir ao seu lado... Nunca”.- Não falei sobre dormir, Gabe. Na verdade, tinha pensado em algo bem mais interessante... Tipo... Você me foder.- Sinto repulsa por você, Olívia!- Gabe, por favor... Eu não quero odiá-lo!- Tudo que desejo é que m
Cruzei os braços, ainda sentada no sofá, de pernas para cima. Suspirei, furiosa. Eu não gostava de saber que ele tinha outra mulher além de mim. Mas ao mesmo tempo entendia o motivo pelo qual Gabe não queria me fazer sua esposa na cama... Não era porque não me desejava e sim porque estava satisfeito sexualmente.- Sim, Rarith é minha amante. – Ele confirmou.- Você... A ama?- Ela é a única pessoa que eu amo neste mundo.Engoli em seco e voltei-me para o bloco de anotações. Gabe subiu alguns lances de escada e perguntei, sem olhá-lo:- Por que não casou com ela?- Digamos que Rarith... É muito nova para mim!- Mais do que eu?- Talvez.Meu telefone tocou. Era o número da faculdade.- Boa noite, senhora Abertton. Estou ligando para saber se pretende quitar suas mensalidades e voltar a frequent
Coloquei o objeto de volta no lugar, quebrado, já que aquela parte eu não podia consertar.Olívia falava em inferno e mencionava o passado como se tivesse sofrido nele. Nunca achei que ela teve uma infância feliz, já que até os dez anos morou com a mãe ou alguém que a criou, sendo que Ernest só a assumiu quando fez dez anos e então a levou para casa dos Abertton, certamente sendo obrigado a apresentá-la a família.Enquanto ia para a suíte principal, onde havia algumas peças de roupas minhas, liguei para Ingrid:- Ingrid, preciso que verifique o passado de minha esposa antes dos dez anos de idade.- Eu... Não tenho ideia de onde conseguir isto, senhor Clifford.- Não lhe pago para ter dúvidas, Ingrid e sim para me dar o que peço. Quero um dossiê com todo o passado de Olívia desde que nasceu. E não demore ou corre o risco de perder seu emprego. Aposto que há quem faça, caso não consiga.- Eu... Darei um jeito de conseguir tudo, senhor Clifford... Não se preocupe.Olhei no relógio e já p