Capítulo 27Isabelle sentiu um arrepio percorrer sua pele, mesmo dentro da água morna. A sensação de estar sendo observada a incomodou, fazendo seu coração bater mais rápido.Ela sabia que todos já estavam dormindo, e Victor ainda não tinha chegado quando foi para a piscina. Então, por que aquela inquietação?Seus movimentos desaceleraram até que, por instinto, parou de nadar. Com a respiração entrecortada, ergueu o olhar e vasculhou os arredores. Foi então que o viu.Victor estava encostado na parede da varanda, com os braços cruzados sobre o peito e uma expressão indecifrável. A luz da piscina refletia em seu rosto, destacando o olhar intenso e a linha séria de sua boca.O coração de Isabelle deu um salto.— Está se escondendo? — perguntou ela, arqueando uma sobrancelha, tentando manter a compostura.Ele descruzou os braços e deu um passo à frente, deixando a sombra e se revelando completamente.— Não vejo motivos para isso — respondeu, sua voz rouca cortando o silêncio da noite. —
Capítulo 28Isabelle sentia seu corpo inteiro vibrar sob o olhar intenso de Victor. A desejo entre eles era como uma corrente elétrica, impossível de ignorar.Ela tentou lutar contra suas emoções, mas quando ele se aproximou mais, envolvendo sua cintura com as mãos firmes, qualquer resistência se dissipou.- Eu te quero, Isabelle - ele sussurrou contra sua pele, a voz grave e carregada de desejo. - Diga que me quer também.O coração dela batia tão forte que parecia ecoar na noite silenciosa. Seus dedos deslizaram pelo peitoral definido dele, sentindo o calor da pele e a força por trás de cada músculo.- Sim - sussurrou, finalmente cedendo. - Eu te quero, Victor.Ele não hesitou. Tomou seus lábios com intensidade, um beijo que selava tudo o que estavam adiando há tempo demais. As mãos dele desceram por suas costas molhadas, puxando-a para mais perto, aprofundando o contato.Victor a ergueu nos braços e saiu da piscina, levando-a para dentro da casa. Isabelle se agarrou a ele, o desejo
Capítulo 29Cada movimento de Victor era preciso, intenso, arrancando de Isabelle gemidos cada vez mais altos e profundos. Ela se entregava completamente, o corpo respondendo a cada estocada com uma mistura de prazer e necessidade. Quando ela arqueou o traseiro, buscando senti-lo ainda mais fundo, Victor quase perdeu o controle. A sensação foi tão intensa que ele precisou parar por um momento, segurando-a pelos quadris enquanto tentava recuperar o fôlego.- Danadinha... - ele murmurou, a voz rouca e carregada de desejo, enquanto seus dedos apertavam levemente a carne macia de seus quadris. - Quase me fez gozar.Isabelle soltou uma risada suave, mas ofegante, virando o rosto para olhar para ele por cima do ombro. Seus olhos estavam brilhando, misturando provocação e satisfação no olhar.- E se eu quiser que você goze? - ela perguntou, a voz suave, mas cheia de desafio, enquanto se movia levemente contra ele, provocando-o ainda mais.Victor soltou um grunhido baixo, os músculos tensos e
Capítulo 30O sol começava a nascer no horizonte. Isabelle abriu os olhos devagar, piscando algumas vezes para se situar. O quarto ainda estava mergulhado na penumbra, e o calor ao seu lado indicava que Victor ainda estava ali.Ela se mexeu lentamente, tentando sair da cama sem acordá-lo. Seu corpo ainda carregava os resquícios da noite intensa que haviam compartilhado, e um rubor suave tomou conta de suas bochechas ao lembrar de cada toque, cada sussurro.Pé ante pé, ela recolheu o biquíni espalhado pelo chão e vestiu-se rapidamente antes de sair do quarto e seguir para o seu próprio, onde poderia se recompor antes que alguém notasse sua ausência.Enquanto isso, Victor acordou minutos depois, sentindo o lençol frio ao lado. Ele se sentou na cama, passando a mão pelos cabelos bagunçados, um sorriso satisfeito se formando em seus lábios.Decidido a começar o dia de forma agradável, desceu até a cozinha e encontrou o mordomo já organizando as tarefas matinais.- Bom dia, senhor - cumpri
Capítulo 31Luiz saiu da reunião sem pressa, mas com um sorriso presunçoso nos lábios. Ele não era do tipo que se deixava intimidar. Enquanto caminhava pelo saguão, pegou o celular e, sem hesitar, ligou para Isabelle.- Oi, Belle. Você tem um tempo agora? - perguntou, mantendo a voz leve e casual.Victor, que havia descido pelo outro elevador, atravessava o saguão quando ouviu a voz de Luiz pronunciando o nome dela. Seu olhar imediatamente se fixou no homem, e cada palavra que saía de sua boca foi como gasolina jogada sobre o fogo que já ardia dentro dele.- Pensei em almoçarmos juntos. O que acha?Isso foi o suficiente para Victor perder o controle. Seu sangue ferveu, e sem sequer pensar nas consequências, ele atravessou o espaço entre eles em poucos passos largos e segurou Luiz pelo terno, puxando-o com força.- O quê...?Luiz mal teve tempo de reagir antes que o punho de Victor encontrasse seu rosto com um impacto brutal. O som do soco ecoou pelo saguão, e Luiz foi jogado para trás
Capítulo 32Mercedes brincava com os filhos na sala de estar, mas seu rosto demonstrava impaciência e irritação. Isabelle estava demorando para voltar, e ela não conseguia deixar de se perguntar o que a jovem estaria fazendo com Victor.Relutante, afastou-se dos pequenos para atender o celular, o olhar emburrado e as sobrancelhas franzidas. Ao atender, sua voz saiu áspera:— Alô?Do outro lado da linha, a voz do primo ecoou, carregada de um tom zombeteiro:— Mercedes, você não poderia atender o telefone com um pouco mais de educação? Parece que esqueceu os modos.Ela bufou e, sem perder tempo, respondeu num tom ríspido:— Vai se lascar, seu idiota.Porém, depois de soltar aquelas palavras, Mercedes se calou subitamente. Em meio ao irritado desabafo, uma ideia inesperada começou a se formar em sua mente. Seus olhos brilharam ao imaginar um plano que, talvez, envolvesse o primo e, de alguma forma, a ajudasse a lidar com toda a situação envolvendo Isabelle e Victor.— Espera um pouco...
Capítulo 33Dentro do escritório, os dedos de Victor deslizavam pelo corpo dela, explorando cada curva, cada detalhe, como se quisesse memorizá-la. Ele se ergueu por um momento, tentando recuperar o fôlego, mas os olhos nunca se desviaram dos dela, cheios de desejo e admiração.- Isabelle... - ele sussurrou, a voz rouca, enquanto suas mãos a puxavam mais para perto, como se nunca quisesse deixá-la ir.Ela respondeu com um suspiro suave, os dedos dela se agarrando às costas dele, sentindo os músculos tensos sob sua pele. O mundo lá fora, a mansão, os compromissos, as responsabilidades, parecia irrelevante. Naquele momento, só existiam os dois, e nada mais importava.Mas, do lado de fora do escritório, passos ecoavam pelo corredor. Mercedes, parou diante da porta fechada, os olhos estreitando-se ao notar o silêncio incomum vindo de dentro. Ela bateu levemente na porta, mas não obteve resposta. Apertou os olhos, desconfiada.- O que diabos esses dois estão fazendo aí dentro? - murmurou p
Capítulo 34Durante a semana, a rotina de Isabelle permaneceu intensa. Passava o dia cuidando das crianças, brincando com elas no jardim, ajudando com os deveres e garantindo que estivessem bem alimentadas. No entanto, sempre que a noite chegava, sua atenção se voltava para outra questão: Victor.Ele passava o dia fora, voltando apenas tarde da noite, muitas vezes cansado, mas sempre encontrando um momento para vê-la, nem que fosse por alguns minutos.Quando Victor estava em casa, ele insistia para que jantassem juntos na sala de jantar. Mas, quando ele não estava, Isabelle preferia se refugiar na cozinha, jantando com os outros empregados. Ali, ela se sentia mais confortável, longe dos olhares penetrantes e carregados de julgamento de Mercedes.Havia algo no ar… algo que a fazia sentir-se desconfortável.Mercedes não a confrontava diretamente, mas Isabelle percebia o olhar frio, os sorrisos forçados e até mesmo o tom sutilmente venenoso em algumas palavras. Ela não sabia se era coisa