Capítulo 29Cada movimento de Victor era preciso, intenso, arrancando de Isabelle gemidos cada vez mais altos e profundos. Ela se entregava completamente, o corpo respondendo a cada estocada com uma mistura de prazer e necessidade. Quando ela arqueou o traseiro, buscando senti-lo ainda mais fundo, Victor quase perdeu o controle. A sensação foi tão intensa que ele precisou parar por um momento, segurando-a pelos quadris enquanto tentava recuperar o fôlego.- Danadinha... - ele murmurou, a voz rouca e carregada de desejo, enquanto seus dedos apertavam levemente a carne macia de seus quadris. - Quase me fez gozar.Isabelle soltou uma risada suave, mas ofegante, virando o rosto para olhar para ele por cima do ombro. Seus olhos estavam brilhando, misturando provocação e satisfação no olhar.- E se eu quiser que você goze? - ela perguntou, a voz suave, mas cheia de desafio, enquanto se movia levemente contra ele, provocando-o ainda mais.Victor soltou um grunhido baixo, os músculos tensos e
Capítulo 30O sol começava a nascer no horizonte. Isabelle abriu os olhos devagar, piscando algumas vezes para se situar. O quarto ainda estava mergulhado na penumbra, e o calor ao seu lado indicava que Victor ainda estava ali.Ela se mexeu lentamente, tentando sair da cama sem acordá-lo. Seu corpo ainda carregava os resquícios da noite intensa que haviam compartilhado, e um rubor suave tomou conta de suas bochechas ao lembrar de cada toque, cada sussurro.Pé ante pé, ela recolheu o biquíni espalhado pelo chão e vestiu-se rapidamente antes de sair do quarto e seguir para o seu próprio, onde poderia se recompor antes que alguém notasse sua ausência.Enquanto isso, Victor acordou minutos depois, sentindo o lençol frio ao lado. Ele se sentou na cama, passando a mão pelos cabelos bagunçados, um sorriso satisfeito se formando em seus lábios.Decidido a começar o dia de forma agradável, desceu até a cozinha e encontrou o mordomo já organizando as tarefas matinais.- Bom dia, senhor - cumpri
Capítulo 31Luiz saiu da reunião sem pressa, mas com um sorriso presunçoso nos lábios. Ele não era do tipo que se deixava intimidar. Enquanto caminhava pelo saguão, pegou o celular e, sem hesitar, ligou para Isabelle.- Oi, Belle. Você tem um tempo agora? - perguntou, mantendo a voz leve e casual.Victor, que havia descido pelo outro elevador, atravessava o saguão quando ouviu a voz de Luiz pronunciando o nome dela. Seu olhar imediatamente se fixou no homem, e cada palavra que saía de sua boca foi como gasolina jogada sobre o fogo que já ardia dentro dele.- Pensei em almoçarmos juntos. O que acha?Isso foi o suficiente para Victor perder o controle. Seu sangue ferveu, e sem sequer pensar nas consequências, ele atravessou o espaço entre eles em poucos passos largos e segurou Luiz pelo terno, puxando-o com força.- O quê...?Luiz mal teve tempo de reagir antes que o punho de Victor encontrasse seu rosto com um impacto brutal. O som do soco ecoou pelo saguão, e Luiz foi jogado para trás
Capítulo 32Mercedes brincava com os filhos na sala de estar, mas seu rosto demonstrava impaciência e irritação. Isabelle estava demorando para voltar, e ela não conseguia deixar de se perguntar o que a jovem estaria fazendo com Victor.Relutante, afastou-se dos pequenos para atender o celular, o olhar emburrado e as sobrancelhas franzidas. Ao atender, sua voz saiu áspera:— Alô?Do outro lado da linha, a voz do primo ecoou, carregada de um tom zombeteiro:— Mercedes, você não poderia atender o telefone com um pouco mais de educação? Parece que esqueceu os modos.Ela bufou e, sem perder tempo, respondeu num tom ríspido:— Vai se lascar, seu idiota.Porém, depois de soltar aquelas palavras, Mercedes se calou subitamente. Em meio ao irritado desabafo, uma ideia inesperada começou a se formar em sua mente. Seus olhos brilharam ao imaginar um plano que, talvez, envolvesse o primo e, de alguma forma, a ajudasse a lidar com toda a situação envolvendo Isabelle e Victor.— Espera um pouco...
Capítulo 33Dentro do escritório, os dedos de Victor deslizavam pelo corpo dela, explorando cada curva, cada detalhe, como se quisesse memorizá-la. Ele se ergueu por um momento, tentando recuperar o fôlego, mas os olhos nunca se desviaram dos dela, cheios de desejo e admiração.- Isabelle... - ele sussurrou, a voz rouca, enquanto suas mãos a puxavam mais para perto, como se nunca quisesse deixá-la ir.Ela respondeu com um suspiro suave, os dedos dela se agarrando às costas dele, sentindo os músculos tensos sob sua pele. O mundo lá fora, a mansão, os compromissos, as responsabilidades, parecia irrelevante. Naquele momento, só existiam os dois, e nada mais importava.Mas, do lado de fora do escritório, passos ecoavam pelo corredor. Mercedes, parou diante da porta fechada, os olhos estreitando-se ao notar o silêncio incomum vindo de dentro. Ela bateu levemente na porta, mas não obteve resposta. Apertou os olhos, desconfiada.- O que diabos esses dois estão fazendo aí dentro? - murmurou p
Capítulo 34Durante a semana, a rotina de Isabelle permaneceu intensa. Passava o dia cuidando das crianças, brincando com elas no jardim, ajudando com os deveres e garantindo que estivessem bem alimentadas. No entanto, sempre que a noite chegava, sua atenção se voltava para outra questão: Victor.Ele passava o dia fora, voltando apenas tarde da noite, muitas vezes cansado, mas sempre encontrando um momento para vê-la, nem que fosse por alguns minutos.Quando Victor estava em casa, ele insistia para que jantassem juntos na sala de jantar. Mas, quando ele não estava, Isabelle preferia se refugiar na cozinha, jantando com os outros empregados. Ali, ela se sentia mais confortável, longe dos olhares penetrantes e carregados de julgamento de Mercedes.Havia algo no ar… algo que a fazia sentir-se desconfortável.Mercedes não a confrontava diretamente, mas Isabelle percebia o olhar frio, os sorrisos forçados e até mesmo o tom sutilmente venenoso em algumas palavras. Ela não sabia se era coisa
Capítulo 35O primo de Mercedes chegou à mansão dirigindo um carro esportivo de luxo. Assim que estacionou, saiu ajeitando a gola da camisa, olhando ao redor com interesse. Ele sabia que Mercedes tinha algo em mente, ela sempre tinha, mas não imaginava o que seria dessa vez.Mercedes o recebeu na entrada com um sorriso entusiasmado, algo que ele imediatamente estranhou.- Prima, - ele estreitou os olhos, desconfiado - o que você quer de mim?Ela riu, segurando-o pelo braço com uma intimidade exagerada.- Ah, querido... você me conhece bem demais. Venha até meu quarto. Vou te contar tudo.Ele ergueu uma sobrancelha, mas deixou-se conduzir.- Isso não parece nada bom.- Confie em mim - Mercedes respondeu, com um brilho malicioso nos olhos.Subiram a escada discretamente, evitando chamar atenção dos empregados e convidados que começavam a chegar para o almoço. Assim que entraram no quarto de Mercedes, ela fechou a porta atrás de si e se virou para o primo com um sorriso calculado.- Cert
Capítulo 36Assim que se acomodaram à mesa, Victor manteve sua atenção em Isabelle, mas logo percebeu um movimento ao seu lado. O primo de Mercedes, um homem de expressão astuta e sorriso fácil, se aproximou e puxou uma cadeira ao lado de Isabelle.— Boa tarde — disse ele, com um sorriso amigável. — Sou Marcos, primo de Mercedes.Ele estendeu a mão para Isabelle, que a apertou educadamente.— Isabelle — respondeu ela, retribuindo o gesto com um sorriso cordial.Marcos então se virou para Victor, cumprimentando-o com um aceno de cabeça.— Victor.— Marcos.A troca de olhares entre os dois foi breve, mas carregada de uma leve tensão. Victor analisou o homem com um olhar questionador, enquanto Marcos mantinha a expressão leve, como se não percebesse o incômodo que estava causando.Antes que Victor pudesse dizer algo, Mercedes e as crianças chegaram à mesa.— Podemos nos juntar a vocês? — perguntou ela, forçando um sorriso, enquanto os pequenos já corriam para os assentos.— Claro — Victo