Capítulo 33Dentro do escritório, os dedos de Victor deslizavam pelo corpo dela, explorando cada curva, cada detalhe, como se quisesse memorizá-la. Ele se ergueu por um momento, tentando recuperar o fôlego, mas os olhos nunca se desviaram dos dela, cheios de desejo e admiração.- Isabelle... - ele sussurrou, a voz rouca, enquanto suas mãos a puxavam mais para perto, como se nunca quisesse deixá-la ir.Ela respondeu com um suspiro suave, os dedos dela se agarrando às costas dele, sentindo os músculos tensos sob sua pele. O mundo lá fora, a mansão, os compromissos, as responsabilidades, parecia irrelevante. Naquele momento, só existiam os dois, e nada mais importava.Mas, do lado de fora do escritório, passos ecoavam pelo corredor. Mercedes, parou diante da porta fechada, os olhos estreitando-se ao notar o silêncio incomum vindo de dentro. Ela bateu levemente na porta, mas não obteve resposta. Apertou os olhos, desconfiada.- O que diabos esses dois estão fazendo aí dentro? - murmurou p
Capítulo 34Durante a semana, a rotina de Isabelle permaneceu intensa. Passava o dia cuidando das crianças, brincando com elas no jardim, ajudando com os deveres e garantindo que estivessem bem alimentadas. No entanto, sempre que a noite chegava, sua atenção se voltava para outra questão: Victor.Ele passava o dia fora, voltando apenas tarde da noite, muitas vezes cansado, mas sempre encontrando um momento para vê-la, nem que fosse por alguns minutos.Quando Victor estava em casa, ele insistia para que jantassem juntos na sala de jantar. Mas, quando ele não estava, Isabelle preferia se refugiar na cozinha, jantando com os outros empregados. Ali, ela se sentia mais confortável, longe dos olhares penetrantes e carregados de julgamento de Mercedes.Havia algo no ar… algo que a fazia sentir-se desconfortável.Mercedes não a confrontava diretamente, mas Isabelle percebia o olhar frio, os sorrisos forçados e até mesmo o tom sutilmente venenoso em algumas palavras. Ela não sabia se era coisa
Capítulo 35O primo de Mercedes chegou à mansão dirigindo um carro esportivo de luxo. Assim que estacionou, saiu ajeitando a gola da camisa, olhando ao redor com interesse. Ele sabia que Mercedes tinha algo em mente, ela sempre tinha, mas não imaginava o que seria dessa vez.Mercedes o recebeu na entrada com um sorriso entusiasmado, algo que ele imediatamente estranhou.- Prima, - ele estreitou os olhos, desconfiado - o que você quer de mim?Ela riu, segurando-o pelo braço com uma intimidade exagerada.- Ah, querido... você me conhece bem demais. Venha até meu quarto. Vou te contar tudo.Ele ergueu uma sobrancelha, mas deixou-se conduzir.- Isso não parece nada bom.- Confie em mim - Mercedes respondeu, com um brilho malicioso nos olhos.Subiram a escada discretamente, evitando chamar atenção dos empregados e convidados que começavam a chegar para o almoço. Assim que entraram no quarto de Mercedes, ela fechou a porta atrás de si e se virou para o primo com um sorriso calculado.- Cert
Capítulo 36Assim que se acomodaram à mesa, Victor manteve sua atenção em Isabelle, mas logo percebeu um movimento ao seu lado. O primo de Mercedes, um homem de expressão astuta e sorriso fácil, se aproximou e puxou uma cadeira ao lado de Isabelle.— Boa tarde — disse ele, com um sorriso amigável. — Sou Marcos, primo de Mercedes.Ele estendeu a mão para Isabelle, que a apertou educadamente.— Isabelle — respondeu ela, retribuindo o gesto com um sorriso cordial.Marcos então se virou para Victor, cumprimentando-o com um aceno de cabeça.— Victor.— Marcos.A troca de olhares entre os dois foi breve, mas carregada de uma leve tensão. Victor analisou o homem com um olhar questionador, enquanto Marcos mantinha a expressão leve, como se não percebesse o incômodo que estava causando.Antes que Victor pudesse dizer algo, Mercedes e as crianças chegaram à mesa.— Podemos nos juntar a vocês? — perguntou ela, forçando um sorriso, enquanto os pequenos já corriam para os assentos.— Claro — Victo
Capítulo 37Após o café da tarde, os convidados começaram a se despedir aos poucos, deixando a casa mais tranquila. Os únicos que permaneceram foram Felipe e Marcos.Na sala de estar, adultos e crianças se reuniram. O ambiente estava ameno, mas Victor não conseguia ignorar o incômodo que sentia com a presença de Marcos. Ainda assim, manteve a compostura. Ele sabia que, por mais que não gostasse do sujeito, era o único parente que visitava Mercedes, mesmo que fosse apenas uma vez por ano.Felipe, sempre brincalhão, percebeu a tensão e decidiu quebrar o clima.— Bem, já que a festa está boa, acho que vou ficar até o jantar — anunciou com um sorriso, sentando confortavelmente no sofá.Mercedes revirou os olhos, mas não comentou nada.Isabelle, por outro lado, trocou um olhar rápido com Victor, tentando decifrar sua expressão. Ele parecia perdido em pensamentos, mas, ao notar o olhar dela, sorriu de leve e apertou suavemente sua mão.Marcos, observando a interação, arqueou uma sobrancelha
Capítulo 38Assim que terminaram o jantar, Isabelle passou a mão na testa, sentindo o cansaço tomar conta de seu corpo. Seus olhos estavam pesados, e um leve torpor começava a dominar seus sentidos.— Victor, acho que preciso descansar um pouco — murmurou, tentando disfarçar a tontura.Ele segurou sua mão por um instante, olhando-a com preocupação.— Tudo bem, meu bem. Vá descansar. Daqui a pouco eu subo para te encontrar — disse ele, em um tom baixo e carinhoso, para que apenas ela ouvisse.Isabelle sorriu suavemente e assentiu antes de se levantar da mesa. Caminhou até a escada com passos cuidadosos, sentindo-se estranhamente sonolenta.Ao chegar no quarto, decidiu que um banho quente ajudaria a aliviar a sensação estranha que a dominava. Ligou o chuveiro e deixou a água escorrer pelo corpo, relaxando os músculos tensos. No entanto, a tontura não passou. Pelo contrário, parecia aumentar a cada minuto.Com esforço, Isabelle terminou o banho, vestiu um pijama confortável e foi até a c
Capítulo 39A luz suave do abajur iluminava o ambiente, e ali, no centro da cama, Isabelle dormia profundamente, completamente alheia ao que estava acontecendo ao seu redor.Victor engoliu seco, observando-a atentamente. Havia algo errado ali. Ele conhecia Isabelle bem o suficiente para saber que ela não faria algo assim… Mas então, por que Marcos saiu daquele jeito?Se aproximou da cama e, ao notar a respiração tranquila dela, seus olhos caíram sobre a taça de vinho na mesa de cabeceira. Foi então que um pensamento sombrio o atingiu.— O que você fez, Mercedes? — sussurrou para si mesmo, sentindo a raiva tomar conta de seu corpo.Victor se aproximou da cama e chamou Isabelle suavemente, tocando seu braço com cuidado.— Amor? Acorda…Ela não respondeu. Seu rosto estava tranquilo, sua respiração leve, mas seu corpo não reagia ao toque dele.A preocupação se transformou em pânico. Ele tentou balançá-la levemente, chamando-a novamente com mais urgência.— Isabelle!Nada.Seu coração acel
Capítulo 40Victor entrou em casa determinado, seus passos firmes ecoando pelo chão de mármore. O mordomo, que já estava prestes a se recolher e sem seu uniforme habitual, o recebeu com uma expressão preocupada.— Senhor, como está Isabelle?— Ela vai ficar bem — Victor respondeu, sem perder tempo. Seu olhar estava afiado, carregado de raiva e impaciência. — Onde está Mercedes?O mordomo hesitou por um momento, notando a fúria contida no patrão, mas respondeu com cautela:— Creio que esteja em seus aposentos, senhor.Victor assentiu, a expressão séria e determinada.— Ótimo. Não quero ser interrompido.O mordomo, mesmo sem entender completamente a situação, sabia que era melhor não questionar. Apenas fez um leve aceno com a cabeça e se afastou.Victor subiu as escadas com passos pesados, cada degrau apenas intensificando sua raiva. Ele não bateu na porta, simplesmente a abriu com força, assustando Mercedes, que estava sentada na penteadeira, retirando os brincos.— Victor! Mas o que é